sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

LEMBRETES OPORTUNOS

“Você nasceu no lar que precisava nascer,
vestiu o corpo físico que merecia, 
mora onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com o teu adiantamento. 
Você possui os recursos financeiros coerentes com tuas necessidades… nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas. 
Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para a sua realização. 
Teus parentes e amigos são as almas que você mesmo atraiu, com tua própria afinidade. 

Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle. 
Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência. 
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes. São as fontes de atração e repulsão na jornada da tua vivência. 
Não reclame, nem se faça de vítima. 

Antes de tudo, analisa e observa. 
A mudança está em tuas mãos.
 Reprograma tua meta, busca o bem e você viverá melhor.

 Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” 

(Chico Xavier)

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO,

 

Uma linda mensagem:

Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo sabendo que as rosas não falam…

Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro poderá não ser tão alegre…

Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos, dolorosa…

Que eu não perca os GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles podem acabar indo embora de nossas vidas…

Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer ou retribuir…

Que eu não perca o EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia…

Que eu não perca a VONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que as pessoas que eu amo podem não sentir o mesmo sentimento por mim…

Que eu não perca a LUZ E O BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo poderão escurecer meus olhos…

Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos…

Que eu não perca a RAZÃO, mesmo sabendo que as tentações da vida são inúmeras e deliciosas…

Que eu não perca o SENTIMENTO DE JUSTIÇA, mesmo correndo o risco de ser o prejudicado…

Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos…

Que eu não perca a BELEZA E A ALEGRIA DE VER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma…

Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela, muitas vezes, poderá me exigir esforços incríveis para manter a sua harmonia…

Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado…

Que eu não perca a vontade de SER GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno…

E, acima de tudo…

Que eu jamais me esqueça que Deus me ama infinitamente!

E que um pequeno grão de alegria e esperança dentro de cada um de nós é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois…


A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR!

Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 24 de maio de 2017

CONVERSA ENTRE VOVÓ E NETINHX SOBRE SEXO.

depois de trocentos anos sem postar nada, depois de ver o Laerte-se no Netflix recebi esse texto encaminhado por uma rirmãzinha...
sou superfã da Elika, quando crescer quero ser parecidinha com ela...

Conversa entre vovó e netinhx sobre sexo.

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Dona Josefa é uma avó dessas adoráveis que dão trocado para os netos e frequentam teatros pela cidade. Acha-se prafrentex e orgulha-se de ser toda despida de preconceitos. Josefa tem umx netx Ricardx que anda apresentando, digamos, um certo desafio à família pelas limitações que o dicionários nos oferece. Fofa que é, foi conversar com elx demonstrando seu apoio e sua compreensão:
– Ricardo, meu neto, vovó te entende, mas seu pai tem lá os preconceitos dele. A homofobia é muito estrutural em nossa sociedade. Temos que ter paciência… Eu, por exemplo, demorei a entender, mas hoje eu sei que atualmente todo mundo é bi assim como você, não é mesmo? – disse a senhorinha toda moderninha e simpática.
– Vó , eu sou pan. – explicou Ricardo.
– Pan?, assustou-se Josefa, o que é isso?
– Pansexual. É quem curte qualquer tipo de pessoa.
– Bi, Ricardinho querido. Então, estou certa. Quem curte homem e mulher é bisexual, meu filho. Bi e pan é tudo a mesma coisa, querido.
– Não, vó. Não é bem assim… Eu me apaixonei por um trans não binário.
– E o que isso, Jesus? É uma máquina tipo um robô? Você se apaixonou por um computador tipo Her, aquele filme? Tudo bem se for isso também, meu neto. – disse ela hiper sincera porque quem ama entende e empatia está aí para ser usada nessas horas.
– Não, vó… eu também não sou esse cis que a senhora pensa.
– Ricardo querido, você não é o quê, meu bem? – perguntou a senhora com o zóio regalado.
– Cis, vó, é o antônimo de trans. Transgênero é pessoa que não se identifica com as características do gênero designado a ela no nascimento. O cisgênero fica deboa com a definição de gênero dada pelo órgão genital que possui no meio das pernas. Não é o meu caso agora. Isso que estou querendo te dizer.
– Bissexual não é trans?
– Nada a ver, vó. A senhora está confundindo tudo. A minha orientação sexual não tem nada a ver com a minha identidade de gênero.
Josefa procurava manter a naturalidade mas, lá no fundo, estava achando que aquilo estava longe demais de sua compreensão e isso a incomodava já que ela era dessas de amar também com a razão.
– Ricardo, meu filho, eu já havia convencido seu pai que não havia problema nenhum você ser gay quando você começou a demonstrar um jeito mais afeminado. Depois você apareceu namorando a Juliana e nos confundiu um pouco. Ok. Daí depois você se apaixonou pelo Leonardo e eu entendi quando você disse que era bissexual. Há mais do que isso, Ricardo?! – sondou a avó com certo temor.
– Pouca coisa, vó, tipo uma pequena infinidade. Eu me identifico mesmo com o gênero feminino agora. – disse Ricardx.
– Você está me dizendo que agora gosta de mulher, é isso?
– Não. Já te falei, vó. Você está confundindo orientação sexual com identidade de gênero. Estou dizendo que sou mulher, vó.
– Você então é um homem trans. Já ouvi esse termo. Entendi, querido.- disse a avó ainda tensa.
– Não. Sou uma mulher trans, vó.
– Você é uma mulher trans porque nasceu homem e se sente uma mulher, é isso? – tentou entender Josefa.
– A senhora está sendo preconceituosa falando assim, vó. – engrossou ela.
– Tô tentando entender, cacete!, descompensou-se a meiga da  dona Josefa. Onde está meu preconceito?
– Seu discurso define o que é natural e o que não é natural e isso não é nada bacana para a humanidade. – explicou Ricardx.
– Mas para ser mulher você não tem que operar e ficar igual a uma?
– Nada disso. Se eu me reconheço mulher eu sou uma mulher. Minha identidade de gênero não está instalada no meu genital e sim na minha mente.- disse Ricardx super segurx.
– Faz sentido. – raciocinou Josefa – Se gênero estivesse instalado no genital das pessoas, quando um homem tivesse seu pênis amputado em um acidente ele deixaria de ser homem.
– Sim,vó. Isso mesmo. E há mulheres trans que não tem dinheiro e saúde para operar ou simplesmente não querem, como eu.
– Mas você nem depila a perna como as mulheres! Como pode se sentir uma mulher assim com essas pernas cabeludas, Ricardo?
– Há mulheres que não se depilam, vó. Isso é cultural.
– Ok ok…, convenceu-se Josefa. E você namora o ‘que’ agora?
– Vó… reformule, vó, reformule pelamoooooordedeus. – avisou Ricardx.
– ‘Quem’ você namora, meu filho, quer dizer, minha filha, ai cacete, Ricardo, você está me deixando confusa! Você agora gosta de homem ou de mulher?
– Então, vó, é isso que estou querendo te explicar. Nem uma coisa nem outra.
– Como assim, meu pai? Como assim?!
– Juju não se sente confortável em se classificar em um dos gêneros. Como não posso apontar para essa pessoa e dizer se é homem ou mulher, também não posso me definir como hétero, homo ou bi nesse caso. Por isso, sou pansexual, vó, apaixonada por um trans não binário andrógino.
– Mas essa pessoa Juju nasceu homem ou mulher? – questionou a avó desconstruída parcialmente.
– O que importa? Desapega do dicionário, vó. Desapega que isso só gera sofrimento.
– Ok ok…
Dona Josefa percebeu que querer entender é tentar limitar com palavras (necessárias para qualquer explicação) as infinitas formas de ser e amar. Bobagem alimentar a ilusão de que conseguimos racionalizar sentimentos, pensou ela.
– Quer uns dinheirinhos para passear com Juju?
E foi ao teatro feliz e contente.



no blog https://elikatakimoto.com/2017/05/21/conversando-sobre-sexo-com-vovo/



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Martha Medeiros: Seu terapeuta é feliz?





domingo, 4 de dezembro de 2016


Martha Medeiros - Jornal Zero Hora - 04/12/16

Seu terapeuta é feliz?

Ele não pode ter uma vida, apenas uma carreira. Tem que fixar residência no consultório e estar sempre a nossa espera de banho tomado e alma lavada

Outro dia acompanhei uma conversa instigante. Em meio a um grupo, uma mulher comentou o quanto havia ficado desconcertada ao saber que sua analista não era feliz. Havia se tratado com ela por três anos, nada sabia da vida íntima da profissional com quem tanto havia desabafado e agora, depois de muito tempo, havia descoberto que a analista tinha problemas pessoais e que inclusive havia tentado o suicídio uma vez.

A tentativa de suicídio me pareceu um acréscimo sensacionalista à história, mas, desconsiderando esse detalhe, me concentrei na fantasia que alimentamos a respeito desses profissionais.

Eles ajudam a amenizar nosso sofrimento emocional, a tomar decisões necessárias para que a vida destrave, a compreender e perdoar nosso passado, a vencer medos e traumas, enfim, fazem uma assistência técnica básica. Para que o processo dê resultado, contam com nossa sinceridade e confiança, e é por isso que despejamos, sem reservas, tudo aquilo que ocultamos até de nós mesmos. Declaramos abertamente nossas fraquezas, recalques, frustrações, taras, dificuldades. O que esperamos em troca? Que eles já tenham resolvido todas essas questões em suas próprias vidas para que possam se concentrar na nossa.

É um delírio, mas ficamos mais descansados assim.

Até que um dia descobrimos, sabe-se lá como, que aquela criatura que parecia acima do bem e do mal é uma pessoa que bebe muito, que não consegue manter relações afetivas por mais de seis meses, que já atropelou um cachorro e fugiu, que sofre até hoje por um grande amor perdido, que tem medo de andar de elevador, que coleciona multas de trânsito, que não fala com um irmão há sete anos.

Isso significa que ele não é feliz? Apenas significa que é mais parecido com um ser humano do que com Deus.

Eis a encrenca: ele não pode ser parecido com um ser humano, ou seja, conosco. Se não resolveu suas próprias tranqueiras, que habilidade terá para lidar com as tranqueiras dos outros? Não admitimos que ele enlouqueça de ciúmes, que tenha vaidades, que guarde segredos, que morra de sono no meio da tarde, que sinta tédio, raiva, claustrofobia. Não pode estar atolado em dívidas, não pode ter um botão faltando na camisa, não pode fumar, não pode atrasar, não pode chorar.

Ele não pode ter uma vida, apenas uma carreira. Tem que fixar residência no consultório e estar sempre a nossa espera de banho tomado e alma lavada. Encontrá-lo com um carrinho lotado de cerveja no caixa do supermercado exigirá de nós muito autocontrole.

Desejamos que nossos terapeutas sejam perfeitos, e é por isso que eles costumam acertar no nosso diagnóstico: no fundo, somos todos uns narcisistas.




Jornal Zero Hora - 04 dezembro 2016



quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O AMOR de Kahlil Gibran


O Amor
E alguém disse:
Fala-nos do Amor:

- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.

Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.

Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.

O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuído.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor.

Kahlil Gibran

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Autoestima, Feminismo e contradições de cada dia


Autoestima, Feminismo e contradições de cada dia

Postado em: 03/10/2013 por: Isabela Casalotti


Texto de Isabela Casalotti.

Sabe os padrões de beleza? Aqueles que já conhecemos e tanto criticamos. Isso, as capas de revistas, a gordofobia, o racismo, o sexismo, a cis-hetero-normatividade, o capacitismo… Esses estão na ponta da língua de nossas críticas. Nós, feministas, olhamos com admiração as mulheres empoderadas com seus corpos. Depois de um acolhimento, sabemos o que dizer para aquela amiga que diz estar descontente com sua aparência física.

Até que você, feminista, louca de vontade de tirar a roupa e ir a praia, olha no espelho e se desespera. Simplesmente se acha feia porque está fora dos padrões. Isso, aqueles lá: falta aqui, sobra ali, celulite, estria, varizes, pelos, cravos, “defeitos”. Cada detalhe ali, que no discurso é “parte de você, da sua história”, a seus olhos é a autoestima descendo ladeira abaixo.

A julgar pelas postagens cotidianas que vejo nas redes sociais, arrisco dizer que não sou feminista solitária nesse barco. E compartilho meu desabafo de como é encontrar-se nessa contradição. Olho para a amiga gorda e acho linda. Por que, então, me encolho quando uma mão carinhosa se aproxima da minha barriga?

A Kindumba da A.N.A, por Chiquinha no Facebook.

Dia desses, no meio de uma crise de baixa autoestima, com muitos ataques e críticas pesadas a mim mesma, uma pessoa querida disse: “se você se acha feia por ter engordado é porque, de alguma forma, considera que ser gorda é feio”. Eis que a contradição se revelou óbvia. Oras, se esperneio porque meu cabelo está crespo, é porque acho, em algum nível, que cabelos crespos não são bonitos. Isso vale para qualquer parte do corpo.

E a contradição dói. Porque racional e conscientemente acho todas as mulheres bonitas. Para olhar além disso, tem que ter um pouco de coragem para entender o que e por que está sendo reproduzido. Reproduzir os padrões é reproduzir as opressões mais estruturais e isso é feito o tempo todo. Por onde andamos encontramos receitas infalíveis para enquadrar.

Você conta que engordou dez quilos nos últimos seis meses. É o pão, é a cerveja, é emocional, é falta de academia. Você tem usado drogas? É o anticoncepcional, melhor parar. Não pare de tomar anticoncepcional, vai ficar cheia de espinha. Não coma batata, não beba suco de laranja, é calórico, sabia? Use quinoa, linhaça, chá, shake, chia. Foi o que eu ouvi. E fico pensando no que as pessoas obesas ouvem por aí.
Essas pressões podem dialogar diretamente com as opressões estruturais e com questões individuais. Existir corpos que são considerados desajustados somado com alguma necessidade de aceitação, aprovação, ou outras tantas questões subjetivas, pode ser o casamento perfeito da baixa autoestima, e vai na contramão do empoderamento.
Voltar a me achar uma mulher linda virou mais do que uma necessidade pessoal: é necessidade política. Amar a mim mesma é amar todos os corpos, todas as pessoas e talvez uma das maiores conquistas feministas. É por mim e por todas as mulheres e corpos não enquadrados. É por liberdade.


Negahamburger por Evelyn no Facebook.

Convido tod@s a fazerem esse exercício, o de olhar para seu corpo como a todos, como uma bandeira feminista. E deixo de sugestão alguns textos e trabalhos altamente empoderadores:


Além disso, você pode ajudar o: Projeto Beleza Real por Negahamburger. Essa campanha pretende materializar o sonho de fazer um livro de ilustrações baseado em relatos de mulheres reais que buscam a liberdade de ser, de viver sua própria beleza, livre de padrões e preconceitos.

LINK: http://blogueirasfeministas.com/2013/10/autoestima-feminismo-e-as-contradicoes-de-cada-dia/

domingo, 10 de maio de 2015

SOBRE EPISTEMOLOGIA

Epistemologia de Maturana


O termo epistemologia se refere ao estudo sobre a produção do conhecimento. Quando se menciona, no entanto, a epistemologia das ciências, se está abordando os pensadores que se preocuparam em investigar como se constrói um conhecimento de natureza científica. Dentre eles, Humberto Maturana merece destaque.



Maturana é biólogo, nascido em 1928 em Santiago, no Chile. Iniciou seus estudos acadêmicos na medicina, mas acabou seguindo carreira na biologia. Obteve Ph.D em biologia na Universidade de Harvard, e trabalhou em neurofisiologia no M.I.T. Atualmente é professor do Departamento de Biologia na Universidade do Chile. Sua obra de maior destaque chama-se Cognição, Ciência e Vida Cotidiana. Seu principal conceito é o da autopoiese.

Buscar-se-á propor um breve resumo sobre os principais conceitos em Maturana, não em sentido de resumo de toda sua obra ou resenha, mas em caráter pessoal de quem escreve, através dos itens abaixo:
Maturana é um epistemólogo diferenciado dos demais, pois é biólogo, ao contrário dos outros, que são físicos.
De acordo com ele, deve-se levar em conta sempre o observador, pois jamais há isenção entre observador e observado.
Assim, o explicar sempre depende do observador.
Sem linguagem o homem não existe. Vivemos todos na linguagem, a qual se fundamenta nas emoções, e estas são a base do fazer científico.
Maturana explica o conhecer a partir do conhecedor.
Não há sentido nem possibilidade de se conhecer sem se levar em conta o conhecedor.
Toda sua abordagem em ciências é de cunho biológico, e não físico.
Seu principal conceito é do da autopoiese, ou seja, um sistema que se auto regula. Esse conceito também ficara conhecido como a biologia do conhecer.
O conhecimento é uma perturbação de nosso sistema cognitivo, pois podemos fazer as nossas mudanças nas estruturas, mas não nas organizações estruturais, ou seja, em suas identidades.
A explicação sempre gera uma interpretação de nossa própria experiência.
Para Maturana, uma explicação torna-se válida apenas pela existência de alguém que a aceite como tal, sem nenhuma necessidade de outro embasamento.
Todo ser vivo tem características de organização, onde a perda da organização é a morte.
Essa organização, entretanto, não é estática, mas sempre existe uma organização cognitiva.
Não é o exterior quem determina a experiência, o sistema sempre funciona a partir de correlações interiores.
Conforme fora mencionado, sua noção de verdade reside apenas na aceitação desta por alguém, sem nenhuma necessidade de qualquer embasamento empírico.
O homem possui existência na linguagem, na comunicação. Assim, o homem não pode ser visto como um ente isolado.
Muitas vezes não é possível distinguir-se entre a observação e a ilusão, de modo que, de acordo com a sua visão, a ciência não pode ser objetiva.
O explicar algo é sempre uma reformulação do que “eu” já tive, até porque utiliza a “minha” própria linguagem. Não há possibilidade de existência de um conhecimento sem influência de quem o descreve.
A tolerância apenas considera uma posição; a aceitação compreende-a sob a ótica do outro.
A linguagem não existe na transmissão de informações entre o transmissor e o receptador, mas em uma modelagem entre eles.
A diferença do conhecimento científico é que o cientista que o produz deve ser cuidadoso para não permitir que as emoções intervenham no critério da validação das informações.
A ciência possui critérios de validação para a explicação, mas essa explicação jamais é única.
A ciência é uma atividade humana, conectada ao conhecimento. Ou seja, uma das formas que temos de produzir conhecimento chama-se coência.
Entretanto, esses critérios de validação não exigem que o observador seja independente daquilo que observa.
Somos nós que decidimos o que mudar em nosso sistema cognitivo no processo do conhecer, modificando a sua estrutura, mas jamais modificando a sua organização interna, que lhe dá suporte e caracteriza o ser vivo.
Nós estamos tentando perturbar os “sujeitos”, mas serão eles que decidirão o que fazer com essas perturbações.

Referências:
MOREIRA, Marco Antônio; MASSONI, Neusa Teresinha; Epistemologias do Século XX, EPU, São Paulo, 2011.

LINK: http://www.infoescola.com/ciencias/epistemologia-de-maturana/

sexta-feira, 1 de maio de 2015

EU SIMPLESMENTE AMO ESSE TEXTO

Da relação direta entre ter de limpar seu banheiro você mesmo e poder abrir sem medo um Mac Book no ônibus




UPDATE: Muita gente tem lido este post como uma idealização da Holanda como um lugar paradisíaco. Nada mais longe da verdade. A Holanda não é nenhum paraíso e tem diversos problemas, muitos dos quais eu sinto na pele diariamente. O que pretendo fazer aqui é dizer duas coisas: a origem da violência no Brasil é a desigualdade social e 2, apesar da violência que gera, muita gente gosta dessa desigualdade e fica infeliz quando ela diminui, porque dela se beneficia e não enxerga a ligação desigualdade-violência. Por fim: esse post não é sobre a Holanda. A Holanda estar aqui é casual. Esse post é sobre o Brasil, minha pátria mãe.


A sociedade holandesa tem dois pilares muito claros: liberdade de expressão e igualdade. Claro, quando a teoria entra em prática, vários problemas acontecem, e há censura, e há desigualdade, em alguma medida, mas esses ideais servem como norte na bússola social holandesa.

Um porteiro aqui na Holanda não se acha inferior a um gerente. Um instalador de cortinas tem tanto valor quanto um professor doutor. Todos trabalham, levam suas vidas, e uma profissão é tão digna quanto outra. Fora do expediente, nada impede de sentarem-se todos no mesmo bar e tomarem suas Heinekens juntos. Ninguém olha pra baixo e ninguém olha por cima. A profissão não define o valor da pessoa – trabalho honesto e duro é trabalho honesto e duro, seja cavando fossas na rua, seja digitando numa planilha em um escritório com ar condicionado. Um precisa do outro e todos dependem de todos. Claro que profissões mais especializadas pagam mais. A questão não é essa. A questão é “você ganhar mais porque tem uma profissão especializada não te torna melhor que ninguém”.

Profissões especializadas pagam mais, mas não muito mais. Igualdade social significa menor distância social: todos se encontram no meio. Não há muito baixo, mas também não há muito alto. Um lixeiro não ganha muito menos do que um analista de sistemas. O salário mínimo é de 1300 euros/mês. Um bom salário de profissão especializada, é uns 3500, 4000 euros/mês. E ganhar mais do que alguém não torna o alguém teu subalterno: o porteiro não toma ordens de você só porque você é gerente de RH. Aliás, ordens são muito mal vistas. Chegar dando ordens abreviará seu comando. Todos ali estão em um time, do qual você faz parte tanto quanto os outros (mesmo que seu trabalho dentro do time seja de tomar decisões).

Esses conceitos são basicamente inversos aos conceitos da sociedade brasileira, fundada na profunda desigualdade. Entre brasileiros que aqui vêm para trabalhar e morar é comum – há exceções – estranharem serem olhados no nível dos olhos por todos – chefe não te olha de cima, o garçom não te olha de baixo. Quando dão ordens ou ignoram socialmente quem tem profissão menos especializadas do que a sua, ficam confusos ao encontrar de volta hostilidade em vez de subserviência. Ficam ainda mais confusos quando o chefe não dá ordens – o que fazer, agora?

Os salários pagos para profissão especializada no Brasil conseguem tranquilamente contratar ao menos uma faxineira diarista, quando não uma empregada full time. Os salários pagos à mesma profissão aqui não são suficientes pra esse luxo, e é preciso limpar o banheiro sem ajuda – e mesmo que pague (bem mais do que pagaria no Brasil) a um ajudante, ele não ficará o dia todo a te seguir limpando cada poerinha sua, servindo cafézinho. Eles vêm, dão uma ajeitada e vão-se a cuidar de suas vidas fora do trabalho, tanto quanto você. De repente, a ficha do que realmente significa igualdade cai: todos se encontram no meio, e pra quem estava no Brasil na parte de cima, encontrar-se no meio quer dizer descer de um pedestal que julgavam direito inquestionável (seja porque “estudaram mais” ou “meu pai trabalhou duro e saiu do nada” ou qualquer outra justificativa pra desigualdade).

Porém, a igualdade social holandesa tem um outro efeito que é muito atraente pra quem vem da sociedade profundamente desigual do Brasil: a relativa segurança. É inquestionável que a sociedade holandesa é menos violenta do que a brasileira. Claro que aqui há violência – pessoas são assassinadas, há roubos. Estou fazendo uma comparação, e menos violenta não quer dizer “não violenta”.

O curioso é que aqueles brasileiros que queixam-se amargamente de limpar o próprio banheiro, elogiam incansavelmente a possibilidade de andar à noite sem medo pelas ruas, sem enxergar a relação entre as duas coisas. Violência social não é fruto de pobreza. Violência social é fruto de desigualdade social. A sociedade holandesa é relativamente pacífica não porque é rica, não porque é “primeiro mundo”, não porque os holandeses tenham alguma superioridade moral, cultural ou genética sobre os brasileiros, mas porque a sociedade deles tem pouca desigualdade. Há uma relação direta entre a classe média holandesa limpar seu próprio banheiro e poder abrir um Mac Book de 1400 euros no ônibus sem medo.

Eu, pessoalmente, acho excelente os dois efeitos. Primeiro porque acredito firmemente que a profissão de alguém não têm qualquer relação com o valor pessoal. O fato de ter “estudado mais”, ter doutorado, ou gerenciar uma equipe não te torna pessoalmente melhor que ninguém, sinto muito. Não enxergo a superioridade moral de um trabalho honesto sobre outro, não importa qual seja. Por trabalho honesto não quero dizer “dentro da lei” – não considero honesto matar, roubar, espalhar veneno, explorar ingenuidade alheia, espalhar ódio e mentira, não me importa se seja legalizado ou não. O quanto você estudou pode te dar direito a um salário maior – mas não te torna superior a quem não tenha estudado (por opção, ou por falta dela). Quem seu pai é ou foi não quer dizer nada sobre quem você é. E nada, meu amigo, nada te dá o direito de ser cuzão. Um doutor que é arrogante e desonesto tem menos valor do que qualquer garçom que trata direito as pessoas e não trapaceia ninguém. Profissão não tem relação com valor pessoal.

Não gosto mais do que qualquer um de limpar banheiro. Ninguém gosta – nem as faxineiras no Brasil, obviamente. Também não gosto de ir ao médico fazer exames. Mas é parte da vida, e um preço que pago pela saúde. Limpar o banheiro é um preço a pagar pela saúde social. E um preço que acho bastante barato, na verdade.

PS. Ultimamente vem surgindo na sociedade holandesa um certo tipo particular de desigualdade, e esse crescimento de desigualdade tem sido acompanhado, previsivelmente, de um aumento respectivo e equivalente de violência social. A questão dos imigrantes islâmicos e seus descendentes é complexa, e ainda estou estudando sobre o assunto.

LINK: http://blog.daniduc.net/2009/09/14/da-relacao-direta-entre-ter-de-limpar-seu-banheiro-voce-mesmo-e-poder-abrir-sem-medo-um-mac-book-no-onibus/

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Para Não Deixar de Amar-te Nunca

Saberás que não te amo e que te amo
pois que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem a sua metade de frio.

Amo-te para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.

Amo-te e não te amo como se tivesse
nas minhas mãos a chave da felicidade
e um incerto destino infeliz.

O meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.

Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor"

sábado, 20 de dezembro de 2014

Como Conversar com Meninas

Não, não é um guia de paquera para garotos tímidos. Este texto da Lisa Bloom nos faz pensar sobre as consequências que nossas atitudes podem ter na educação das crianças, e como podemos mudar parâmetros sociais apenas conversando de modo diferente com uma menininha, segurando o impulso de dizer o quanto ela é linda para surpreendê-la ao ressaltar as outras qualidades que ela tem. Vale dizer que a educação dos meninos também precisa ser repensada, e que autora já escreveu sobre os dois.

UPDATE 04/06/13 ATENÇÃO! >>>> Este texto não é meu, apenas traduzi um texto da Lisa Bloom (original aqui). Ela também já escreveu um artigo sobre como conversar com meninos. A tradução do artigo sobre meninos está aqui.


Como conversar com meninas

 

Eu fui a um jantar na casa de uma amiga na semana passada, e encontrei sua filha de 5 anos pela primeira vez. A pequena Maya tinha os cabelos castanhos e cacheados, olhos escuros, e estava adorável em seu vestidinho rosa e brilhante. Eu queria gritar, “Maya você é tão fofa! Veja só! Dê uma voltinha e desfile esse vestidinho rosa, sua coisinha linda!”
Mas eu não fiz isso. Eu me contive. Como sempre me contenho quando conheço garotinhas, negando meu primeiro impulso, que é dizer o quão fofas/lindas/bonitas/bem vestidas/de unhas feitas/cabelo arrumado elas são/estão.
“O que há de errado nisso? É a conversa padrão de nossa cultura para quebrar o gelo com as meninas, não é? E por que não fazer-lhes um elogio sincero para elevar suas auto-estimas? Porque elas são tão lindas que eu simplesmente quero explodir de tanta fofura quando as encontro, sinceramente.”
Guarde este pensamento por um tempo.
Esta semana a ABC News informou que quase metade das meninas de 3 a 6 anos se preocupam por estarem gordas. No meu livro, Think: Straight Talk for Women to Stay Smart in a Dumbed-Down World, eu revelo que 15 a 18% das meninas com menos de 12 anos usam rímel, delineador e batom regularmente; distúrbios alimentares estão em alta e a auto-estima está em baixa; e 25% das jovens mulheres americanas prefeririam vencer o America’s Next Top Model a ganhar o prêmio Nobel da Paz. Até universitárias inteligentes e bem sucedidas dizem que preferem ser ‘gostosas’ a serem inteligentes. Recentemente uma mãe de Miami morreu durante uma cirurgia estética, deixando dois filhos adolescentes. Isso não pára de acontecer, e isso parte o meu coração.
Ensinar as meninas que a aparência delas é a primeira coisa que se nota ensina a elas que o visual é mais importante do que qualquer outra coisa. Isso as leva a fazer dieta aos 5 anos de idade, usar base aos 11, implantar silicone aos 17 e aplicar botox aos 23. Enquanto a exigência cultural de que as garotas sejam lindas 24 horas por dia se torna regra, as mulheres têm se tornado cada vez mais infelizes. O que está faltando? Um sentido para a vida, uma vida de ideias e livros e de sermos valorizadas por nossos pensamentos e realizações.
Eu me esforço para falar com as meninas assim:
“Maya,” eu disse, me ajoelhando até ficar da sua altura, olhando em seus olhos, “prazer em conhecê-la”.
“O prazer é todo meu,” ela disse, com a voz já bem treinada e educada para falar com adultos como uma boa menina.
“Hey, o que você está lendo?” Perguntei, com um brilho nos olhos. Eu amo livros. Sou louca por eles. Eu deixo isso transparecer.
Seus olhos ficaram maiores, e ela demonstrou uma empolgação genuína, mas contida, sobre o assunto. Ela pausou, no entanto, tímida por estar com um adulto desconhecido.
“Eu AMO livros,” eu disse. “E você?”
A maioria das crianças gosta de livros.
“SIM,” ela disse. “E agora eu consigo ler sozinha!”
“Que incrível!” eu disse. E é incrível, para uma menina de 5 anos.
“Qual é o seu livro preferido?” perguntei.
“Vou lá pegar! Posso ler pra você?”
Purplicious foi a escolha de Maya, um livro novo para mim, e Maya se sentou junto a mim no sofá e leu com orgulho cada palavra em voz alta, sobre a nossa heroína que adora rosa mas é perturbada por um grupo de garotas na escola que só usam preto. Infelizmente, o livro era sobre garotas e o que elas vestiam, e como suas escolhas de roupas definiam suas identidades. Mas depois que Maya virou a última página, eu conduzi a conversa para as questões mais profundas do livro: meninas más e pressão dos colegas, e sobre não seguir a maioria. Eu contei pra ela que minha cor preferida é o verde, porque eu amo a natureza, e ela concordou com isso.
Em nenhum momento nós discutimos sobre as roupas, o cabelo, o corpo ou quem era bonita. É surpreendente o quão difícil é se manter longe desses tópicos com meninas pequenas, mas eu sou teimosa!
Eu falei para ela que eu tinha acabado de escrever um livro, e que eu esperava que ela escrevesse um também, algum dia. Ela ficou bastante empolgada com essa ideia. Nós duas ficamos muito tristes quando Maya teve que ir pra cama, mas eu disse a ela para da próxima vez escolher outro livro para lermos e falarmos sobre ele. Ops! Isso a deixou animada demais para dormir, e ela levantou algumas vezes…
Aí está, um pouquinho de oposição a uma cultura que passa todas as mensagens erradas para as nossas meninas. Um empurrãozinho em direção à valorização do cérebro feminino. Um breve momento sendo um modelo a ser seguido, intencionalmente. Meus poucos minutos com a Maya vão mudar a multibilionária indústria da beleza, os reality shows que diminuem as mulheres, a nossa cultura maníaca por celebridades? Não. Mas eu mudei a perspectiva de Maya por pelo menos aquela noite.
Tente isto da próxima vez que você conhecer uma garotinha. Ela pode ficar surpresa e incerta no começo, porque poucos perguntam sobre sua mente, mas seja paciente e insista. Pergunte-a o que ela está lendo. Do que ela gosta ou não gosta, e por quê? Não existem respostas erradas. Você apenas está gerando uma conversa inteligente que respeita o cérebro dela. Para garotas mais velhas, pergunte sobre eventos atuais: poluição, guerras, cortes no orçamento para educação. O que a incomoda no mundo? Como ela consertaria se tivesse uma varinha mágica? Você pode receber algumas respostas intrigantes. Conte a ela sobre suas ideias e conquistas e seus livros preferidos. 
Mostre para ela como uma mulher pensante fala e age.

copiado desta página:  http://lobjettrouve.net/2012/08/15/como-conversar-com-meninas/
do texto
Como conversar com meninas
publicado em 15 de agosto de 2012 por Juliana Moore

domingo, 2 de novembro de 2014

O Amor - Kahlil Gibran


Kahlil Gibran
O Amor 
E alguém disse:
Fala-nos do Amor:

- Quando o amor vos fizer sinal, segui-o;
ainda que os seus caminhos sejam duros e difíceis.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
ainda que a espada escondida na sua plumagem
vos possa ferir.

E quando vos falar, acreditai nele;
apesar de a sua voz
poder quebrar os vossos sonhos
como o vento norte ao sacudir os jardins.

Porque assim como o vosso amor
vos engrandece, também deve crucificar-vos
E assim como se eleva à vossa altura
e acaricia os ramos mais frágeis
que tremem ao sol,
também penetrará até às raízes
sacudindo o seu apego à terra.

Como braçadas de trigo vos leva.
Malha-vos até ficardes nus.
Passa-vos pelo crivo
para vos livrar do joio.
Mói-vos até à brancura.
Amassa-vos até ficardes maleáveis.

Então entrega-vos ao seu fogo,
para poderdes ser
o pão sagrado no festim de Deus.

Tudo isto vos fará o amor,
para poderdes conhecer os segredos
do vosso coração,
e por este conhecimento vos tornardes
o coração da Vida.

Mas, se no vosso medo,
buscais apenas a paz do amor,
o prazer do amor,
então mais vale cobrir a nudez
e sair do campo do amor,
a caminho do mundo sem estações,
onde podereis rir,
mas nunca todos os vossos risos,
e chorar,
mas nunca todas as vossas lágrimas.

O amor só dá de si mesmo,
e só recebe de si mesmo.

O amor não possui
nem quer ser possuído.

Porque o amor basta ao amor.

E não penseis
que podeis guiar o curso do amor;
porque o amor, se vos escolher,
marcará ele o vosso curso.

O amor não tem outro desejo
senão consumar-se.

Mas se amarem e tiverem desejos,
deverão se estes:
Fundir-se e ser um regato corrente
a cantar a sua melodia à noite.

Conhecer a dor da excessiva ternura.
Ser ferido pela própria inteligência do amor,
e sangrar de bom grado e alegremente.

Acordar de manhã com o coração cheio
e agradecer outro dia de amor.

Descansar ao meio dia
e meditar no êxtase do amor.

Voltar a casa ao crepúsculo
e adormecer tendo no coração
uma prece pelo bem amado,
e na boca, um canto de louvor


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=1412#ixzz3HqvLhgdP

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

TUDO PASSA - Chico Xavier



Todas as coisas, na Terra,
passam...
Os dias de dificuldades,
passarão...
Passarão também
os dias de amargura
e solidão...
As dores e as lágrimas
passarão.
As frustrações
que nos fazem chorar...
um dia passarão.
A saudade do ser querido
que está longe, passará.

Dias de tristeza...
Dias de felicidade...
São lições necessárias que,
na Terra, passam,
deixando no espírito imortal
as experiências acumuladas.

Se hoje, para nós,
é um desses dias
repletos de amargura,
paremos um instante.

Elevemos
o pensamento ao Alto,
e busquemos a voz suave
da Mãe amorosa
a nos dizer carinhosamente:
isso também passará...

E guardemos a certeza,
pelas próprias dificuldades
já superadas,
que não há mal
que dure para sempre.

O planeta Terra,
semelhante
a enorme embarcação,
às vezes parece
que vai soçobrar
diante das turbulências
de gigantescas ondas.

Mas isso também passará,
porque Jesus está
no leme dessa Nau,
e segue com o olhar sereno
de quem guarda a certeza
de que a agitação
faz parte do roteiro
evolutivo da humanidade,
e que um dia também passará...

Ele sabe que a Terra
chegará a porto seguro,
porque essa é a sua destinação.

Assim,
façamos a nossa parte
o melhor que pudermos,
sem esmorecimento,
e confiemos em Deus,
aproveitando cada segundo,
cada minuto que, por certo...
também passarão..."

Tudo passa..........exceto DEUS!
Deus é o suficiente!

mensagem ditada pelo Espírito Emmanuel, através da psicografia de Chico Xavier

sábado, 25 de outubro de 2014

ESCREVER NA ROCHA

Dois grandes mercadores árabes, de nomes Amir e Farid, eram muito amigos e sempre que faziam suas viagens para um mercado onde vendiam suas mercadorias, iam juntos, cada qual com sua caravana e seus escravos empregados.

Numa dessas viagens, ao passarem junto a um rio caudaloso, Farid resolveu banhar-se, pois fazia muito calor.
Em dado momento, distraindo-se, foi arrastado pela correnteza.
Amir, vendo que seu grande amigo corria risco de vida, atirou-se às águas e, com inaudito esforço, conseguiu salvá-lo.
Após esse episódio, Farid chamou um de seus escravos e mandou que ele gravasse numa rocha ali existente, uma frase que lembrasse a todos do acontecido.

Ao retornarem, passaram pelo mesmo lugar, onde pararam para rápido repouso.
Enquanto conversavam, tiveram uma pequena discussão e Amir alterando-se esbofeteou Farid.
Este aproximou-se das margens do rio e, com uma varinha, escreveu na areia o fato.
O escravo que fora encarregado de escrever na pedra o agradecimento de Farid, perguntou-lhe:
- Meu senhor, quando fostes salvo, mandaste gravar aquele feito numa pedra e agora escreveis na areia o agravo recebido. Por que assim o fazeis?
Farid respondeu-lhe:
- Os atos de bondade, de amor e abnegação devem ser gravados na rocha para que todos aqueles que tiverem oportunidade de tomar conhecimento deles, procurem imitá-los. Ao contrário, porém, quando recebemos uma ofensa, devemos escrevê-la na areia, próxima as águas para que desapareça, levada pela maré, a fim de que ninguém tome conhecimento dela e, acima de tudo para que qualquer mágoa desapareça prontamente no nosso coração!

desconheço o Autor

terça-feira, 21 de outubro de 2014

sobre José Angêlo Gaiarsa segundo ele mesmo - adorei

"Nasci em Santo André, em 1920, formei-me em Medicina (1946) pela USP, e exerço a profissão de Psicoterapeuta por quarenta anos. Casei quatro vezes e tive quatro filhos homens do primeiro matrimônio e três filhos adotivos do quarto.
Meus interesses dominantes são problemas de família, de amor e de sexo na área social. Na área científica, interesso-me por psicofisiologia da respiração, da postura, do olhar.
Meus espíritos-guias foram principalmente Carl Gustav JUNG e Wilhelm REICH, que estudei, assimilei e ampliei.
Sou extrovertido, entusiasmado, beligerante, radical e fluente de palavras, participei de inúmeras entrevistas em jornais, revistas, programas de rádio e tevê, defendendo invariavelmente o indivíduo contra todas as pressões sociais que analiso em profundidade.
Atualmente [1989] ando fascinado pela pré-história do homem e pelo estudo comparado de comportamentos [antropologia e etologia humana], ambos como fundo da personalidade do homem moderno.
Minha paixão dominante e vitalícia: o corpo humano, sua forma, suas funções, seu significado, sua capacidade expressiva e comunicativa. Vale dizer: especialista em expressão não-verbal."

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

uma prece para fortalecer as nossas energias e apoiar a nossa caminhada


Senhor,
Sejam para o teu coração misericordioso
Todas as nossas alegrias, esperanças e aspirações!
Ensina-nos a executar teus propósitos desconhecidos,
Abre-nos as portas de ouro das oportunidades do serviço
E ajuda-nos a compreender a tua vontade!...
Seja o nosso trabalho a oficina sagrada de bênçãosinfinitas,
Converte-nos as dificuldades em estímulos santos,
Transforma os obstáculos da senda em renovadas lições...
Em teu nome,
Semearemos o bem onde surjam espinhos do mal,
Acenderemos tua luz onde a treva demore,
Verteremos o bálsamo do teu amor onde corra o prantodo sofrimento,
Proclamaremos tua bênção onde haja condenações,
Desfraldaremos tua bandeira de paz junto às guerrasdo ódio!
Senhor,
Dá que possamos servir-teCom a fidelidade com que nos amas,
E perdoa nossas fragilidades e vacilações na execuçãode tua obra.
Fortifica-nos o coração
Para que o passado não nos perturbe e o futuro nãonos inquiete,
A fim de que possamos honrar-te a confiança no diade hoje,
Que nos deste
Para a renovação permanente até à vitória final.
Somos tutelados na Terra,
Confundidos na lembrança
De erros milenares,
Mas queremos, agora,
Com todas as forças d’alma,
Nossa libertação em teu amor para sempre!
Arranca-nos do coração as raízes do mal,
Liberta-nos dos desejos inferiores,
Dissipa as sombras que nos obscurecem a visão de
teu plano divino
E ampara-nos para que sejamos
Servos leais de tua infinita sabedoria!
Dá-nos o equilíbrio de tua lei,
Apaga o incêndio das paixões que, por vezes,
Irrompe, ainda,
No âmago de nossos sentimentos,
Ameaçando-nos a construção da espiritualidade superior
Conserva-nos em tua inspiração redentora,
No ilimitado amor que nos reservaste
E que, integrados no teu trabalho de aperfeiçoamento
incessante,
Possamos atender-te os sublimes desígnios,
Em todos os momentos,
Convertendo-nos em servidores fiéis de tua luz,
para sempre!
Assim seja!

retirada do livro Missionários da Luz, de Chico Xavier pelo Espírito André Luiz
 

domingo, 28 de setembro de 2014

Em Matéria Afetiva

Sempre é forçoso muito cuidado no trato com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar.

Os Espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.

Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.

Toda pessoa que lesa outra, nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.

Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas de seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem.

As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.

No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.

Jamais brinque com os sentimentos do próximo.

Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.

Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.

Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que nos rege os destinos.

Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus.


Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Sinal Verde. Ditado pelo Espírito André Luiz. 49 edição. Uberaba-MG: CEC. 2001. 

acho que já havio postado essa msg antes, mas ela é tão lúcida e precisa,  que julgo que preciso constantemente relembrar disso, e André Luiz é um "fofo", rsrs... considero um dos grandes professores da minha vida... nossas conversas silenciosas são bálsamos para minha alma.