segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Aprenda a gostar de você

Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você...
A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão  mudando.
A vida profissional, a monografia de final de curso, as contas a pagar...
Mas uma coisa parece estar sempre presente... A busca pela felicidade, com o amor da sua vida.
Desde pequenas ficamos nos perguntando "quando será que vai chegar?" E a cada nova paquera, vez ou outra nos pegamos na dúvida "será que é ele?".
Como diz meu pai: "nessa idade tudo é definitivo", pelo menos a gente sempre achava que era.
Cada namorado era o novo homem da sua vida.
Fazíamos planos, escolhíamos o nome dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente... PLAFT! Como num passe de mágica ele desaparecia, fazendo criar mais expectativas a respeito "do próximo".
Você percebe que cair na guerra quando se termina um namoro é muito natural, mas que já não dura mais de três meses.
Agora, você procura melhor e começa a ser mais seletiva.
Procura um cara formado, trabalhador, bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixa sentada no bar o resto da noite.
Você procura por alguém que cuide de você quando está doente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que jogue "Imagem & Ação" e se divirta como uma criança, que sorria de felicidade quando te olha, mesmo quando você está de short,camiseta e chinelo.
A liberdade, ficar sem compromisso, sair sem dar satisfação, já não tem o mesmo valor que tinha antes.
A gente inventa um monte de desculpas esfarrapadas, mas continuamos com a procura incessante por uma pessoa legal,que nos complete, e vice-versa.
Enquanto tivermos maquiagem e perfume, vamos à luta...
E haja dinheiro para manter a presença em todos os eventos da cidade: churrasco, festinhas, boates na quinta-feira.
Sem falar na diversidade, que vai do Forró ao Beatles.
Mas o melhor dessa parte é se divertir com as amigas, rir até doer barriga, fazer aqueles passinhos bregas de antigamente e curtir o som...
Olhar para o teto, cantar bem alto aquela música que você adora.
Com o tempo, voce vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele cara que você ama (ou acha que ama), e que não quer nada com você, definitivamente não é o homem da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! 
 
 
 
recebi esse texto de um amigo lassalista que ama poesia, cara sensível, bacana...
rola muito na net, e na maioria das vezes ele é atribuido ao Quintana, mas pessoalmente eu vejo a Martha Medeiros escrevendo isso, ou qualquer outra autora contemporânea, principalmente pela menção ao jogo "Imagem & Ação", não imagino o fofo do Quintana sabendo sobre ele, rsrs, e várias vezes ela mesmo comentou que sobre isso, como sente-se elogiada ao ser comparada ao grande mestre. Além do mais, esse texto é muito "mulherzinha".... tipo, centrar a vida na busca do príncipe encantado... falar da dor do amor é uma coisa, das complexidades do viver, das inquietações da alma,  mas a busca idealizada pela metada da laranja, francamente, não imagino esses dois grandes artesãos da palavra se concentrando nisso.
... então, por via das dúvidas, vou deixar o nome dos dois aqui, e como sempre, o link do site do autor desconhecido, onde a questão da autoria é levada mais a sério,:
 
http://www.autordesconhecido.blogger.com.br/

http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/mario-quintana-poemas/
 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

O que eu tenho não me pertence...



O que eu tenho não me pertence, embora faça parte de mim. 
Tudo o que sou me foi um dia emprestado pelo Criador para que eu possa dividir com aqueles que entram na minha vida. 
Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão. 
Há muito o que dar e o que receber; há muito o que aprender, com experiências boas ou negativas. 
Tente ver as coisas negativas que acontecem com você como algo que aconteceu por uma razão precisa.
E não se lamente pelo ocorrido; além de não servir de nada reclamar, isso vai te vendar os olhos, dificultando assim, continuar seu caminho. 
Quando não conseguimos tirar da cabeça que alguém nos feriu, estamos somente reavivando a ferida, tornando-a muitas vezes bem maior do que era no início. 
Nem sempre as pessoas nos ferem voluntariamente. 
Muitas vezes somos nós que nos sentimos feridos e a pessoa nem mesmo percebeu; e nos sentimos decepcionados porque aquela pessoa não correspondeu às nossas expectativas.
E sabemos lá quais eram as nossas expectativas? 
Decepcionamo-nos e decepcionamos outras pessoas também. 
Mas, claro, é bem mais fácil pensar nas coisas que nos atingem. 
Quando alguém te disser que te magoou sem intenção, acredite nela! 
Vai te fazer bem. 
Assim, talvez, ela poderá entender quando você, sinceramente, disser que "foi sem querer". 
Dê de você mesmo o quanto puder! 
Sabe, quando você se for, a única coisa que vai deixar é a lembrança do que fez aqui. 
Seja bom, tente dar sempre o primeiro passo para a reconciliação, nunca negue uma ajuda ao seu alcance, perdoe e dê de você mesmo. 
Seja uma bênção a todos que o cercam! 
Deus não vem em pessoa para abençoar, 
Ele usa os que estão aqui dispostos a cumprir essa missão. 
Todos nós podemos ser Anjos. 
A eternidade está em nossas mãos. 
Viva de maneira honrada, para que quando envelhecer, você possa falar só coisas boas do passado e sentir assim, prazer uma segunda vez ... e ter a certeza de que quando você se for, muito de você ainda fique naqueles que tiveram a boa ventura de te encontrar.

  
de uma página do facebook

sábado, 18 de fevereiro de 2012

VOCABULÁRIO ESPÍRITA

Saudade:
É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.
Amigo:
É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.
Amor ao próximo:
É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
Caridade:
É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.
Carinho:
É quando a gente não encontra nenhuma palavra parra expressar o que sente e fala com as mâos, colocando o afago em cada dedo.
Ciúme:
É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.
Cordialidade:
É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.
Doutrinação:
É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.
Entendimento:
É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente estando apressado não reclama.
Evangelho:
É um livro que só se lê bem com o coração.
Evolução:
É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.
Fé:
É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.
Filhos:
É quando Deus entrega uma jóia em nossa mão e recomenda cuidá-lá.
Fome:
É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.
Inimizade:
É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.
Inveja:
É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.
Lágrima:
É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.
Lealdade:
É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.
Mágoa:
É um espinho que a gente colocano coração e se esquece de retirar.
Maldade:
É quando arrancamos as asas do anjo que deverámos ser.
Netos:
É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.
Ódio:
É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.
Orgulho:
É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.
Paz:
É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.
Perdão:
É uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamis teria.
Perfume:
É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.
Pessimismo:
É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.
Preguiça:
É quando entra vírus na coragem e ela adoece.
Raiva:
É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.
Saudade:
É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.
Sexo:
É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.
Simplicidade:
É o comportamento de quem começa a ser sábio.
Sinceridade:
É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.
Solidão:
É quando estamos cercados por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.
Supérfluo:
É quando a nossa sede precisa de um gole de aguá e a gente pede um rio inteiro.
Ternura:
É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.
Vaidade:
É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.

Do livro: O homem que veio da sombra de Luiz Gonzaga Pinheiro
colaboração de Ângela Weikamp

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Quem inventou a distância nunca sofreu a dor de uma saudade...

“Em alguma outra vida,devemos ter feito algo muito grave,para sentirmos tanta saudade...
Trancar o dedo numa porta doí.
Bater o queixo no chão doí.
Doí morder a língua,cólica doí, doí torcer o tornozelo.
Doí bater a cabeça na quina da mesa,carie doí,pedras nos rins também doí.
Mas o que mais doí é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma brincadeira de infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade de nós mesmo,o tempo não perdoá.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se Ama.
Saudade da pele,do cheiro,dos beijos.
Saudade da presença,e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto,sem se verem,mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ele para a trabalho,mas sabiam-se onde.
Você podia ficar sem vê-lo,e ele sem vê-la,mas sabiam-se amanhã.
Contudo,quando o Amor de um acaba,ou torna-se menor no outro.
Sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Se aprendeu a entrar na internet,se aprendeu a ter calma no trânsito.
Se continua preferindo cerveja a uísque(e qual a cerveja)
Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados,e que sorriso lindo.
Será que ele continua cantando aquelas mesmas musicas tão bem(ao menos eu admirava)?
Será que ele continua fumando e se continua adorando Mac Donald's?
Será que ele continua não amando os livros,e ela cada vez mais?
E continua não gostando de dar longas caminhadas,e ela não assistindo televisão?
Será que ele continua gostando de filmes de ação,e ela de chorar em comédias.
Será que ela continua lendo os livros que já leu?
Será que ele continua tossindo cada vez que fuma?
Saber é não saber mesmo!!!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos,não saber como encontrar
tarefas que lhe cessem o pensamento.
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música,não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra,e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz,e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro,se ele está mais belo.
Saudade é nunca mais saber de quem se Ama e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti(e sinto) enquanto estive escrevendo e o que você (deveria)
provavelmente estar sentido agora depois que acabou de ler.”
Quem inventou a distância nunca sofreu a dor de uma saudade!!!

Martha Medeiros

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Amor não se escolhe Acontece


que rapaz fofo... um carinha super novo, posta essas coisinhas no facebook, resolvi copiar e postar aqui...

Amantes e amigas. Homens gostam de ter alguém para contar o dia, alguém para ligar de noite e reclamar do seu chefe mandão. Eles querem ter ao seu lado uma amante e uma amiga. Uma mulher para beijar, abraçar, se apaixonar. Uma mulher para contar seus problemas, pedir ajuda, chorar e dizer tudo o que sente. Sabia que a maioria dos homens não se sentem a vontade em contar seus problemas para seus amigos? Pois é. Para seus amigos homens eles escondem seus sentimentos, fingem que está tudo bem, são monossilábicos. "Como vai o seu namoro, cara?" "Tudo bem." O mundo pode estar desmoronando mas eles não dizem, não gostam de se sentirem fragéis perante os machos. Essa é a verdade. Mas com suas companheiras.. Se eles sentirem que vocês além de amantes são suas amigas.. Além de lhes entregar o coração em uma bandeja, eles também vão abrir seus corações. E não há nada melhor do que isso
Bom humor. Não há nada que chame mais atenção do que um sorriso, do que uma pessoa bem humorada. Aquela garota que tá contigo em todos momentos, sejam eles ruins, bons, desesperadores. Mas ela está ali, rindo e dizendo que vai ficar tudo bem, ou rindo da sua cara, te chamando de idiota e te dando um beijo. Garotas sorridentes são as melhores, encantam todos e iluminam o ambiente. Aquela garota que senta na roda de amigos, conta uma piada sem graça e ri sozinha. Aquela garota que tropeça e cai na sua frente e depois levanta morrendo de rir. Não há nada mais encantador! Garotas fechadas, que estão sempre de mau humor e que reclamam de tudo? Bem, agora vocês sabem porque ainda estão sozinhas...

Eu posso até fingir que não, mas eu me importo sim. E acredite, se eu me importo é porque você ainda tem total efeito sobre mim
Quem realmente ama, pode até se afastar, mas nunca vai deixar de estar com você. Nem que seja em pensamento
"A gente tem que deixar as pessoas que nós amamos livres, pq é egoísmo deixar de viver a sua própria vida e impedir que a outra pessoa viva a dela tambem.. Mas nem por isso o sentimento há de mudar.. Os caminhos que seguimos são completamente diferentes, mas lembranças serão sempre as melhores possiveis, e as de sempre! Maturidade completa o que o coração não consegue lidar, é por isso que uma hora a gente aprende a agir com a cabeça, pra não nos transformarmos em egoístas.
Não adianta, no coração não se manda
Saber que ambos devem ter sua individualidade. Vocês podem estar em um relacionamento, mas isso não quer dizer que vocês nasceram grudados e devem fazer tudo juntos. A individualidade é essencial e eu particularmente não abro mão da minha por ninguém. Nada de pegar o celular dele, ler todas mensagens, verificar todas ligações, olhar todos os nomes de mulher e querer saber de onde ele conhece todas. Meu bem, isso não é um relacionamento, isso é interrogatório policial. Você acha que fazendo isso vai fazer com que ele seja fiél a você? Pois eu te digo, não. Ele só vai te achar uma chata, louca e psicopata. Um homem deve ter seus momentos, assistir um futebol na quarta feira só com os amigos e falar besteira. Ter sua privacidade, ter momentos só para si. Assim como você deve ter seu dia de sair com as amigas e ter sua privacidade para fofocar via sms
 
 
 
 
 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A FITA MÉTRICA DO AMOR

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

Martha Medeiros

sábado, 4 de fevereiro de 2012

COISINHAS EXTRAS QUE NÃO ATRAPALHAM A VIDA SEXUAL

Fonte: Uol Comportamento




Você conquistou aquela pessoa especial, mas, na hora H, morre de vergonha de tirar a roupa, porque está com gordurinhas extras. Com isso, torna uma experiência que poderia ser especial em uma verdadeira catástrofe. Ou, então, faz parte daquele time que prefere fazer sexo na penumbra (ou com a luz apagada mesmo), para tentar esconder os pneus, a celulite, as estrias, a barriga saliente...

Se esse tipo de preocupação vem detonando a sua vida sexual, é hora de mudar de vida. E nem pense que estamos falando de dieta. Especialistas mostram várias razões para você aprender a aceitar a própria silhueta e entender que o órgão sexual mais poderoso é o cérebro.

De acordo com o psicólogo Oswaldo Martins Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade (Inpasex), para a vida sexual, o aspecto físico faz mais diferença, apenas, antes da aproximação. "Após o primeiro contato, a aparência diminui de importância, mesmo porque já cumpriu a função, que é de atrair pela visão. Nos passos seguintes, os outros sentidos é que contam para estimular sexualmente", afirma.

O que é importante?

A verdade: homens não se preocupam com celulites e estrias. "Homens que buscam sexo se preocupam com mulheres que tenham vontade de transar. Uma mulher ser reconhecida como esteticamente maravilhosa não significa que seja adequada sexualmente. Os homens que já tiveram alguma experiência sexual sabem disso e não apostam apenas no visual externo", diz o psicólogo Oswaldo Martins Rodrigues Jr. Ser boa de cama tem muito mais a ver com a performance na cama do que com o visual diante do espelho. Da mesma maneira, nenhuma garota vai reclamar de uma certa barriga, se o sujeito tiver pegada.

O que soma pontos, entre quatro paredes, é se entregar totalmente ao momento, não sentir medo nem pudor de descobrir novas e enriquecedoras sensações. Enquanto uma mulher se esforça em murchar a barriga em uma determinada posição, o homem está prestando atenção na maciez da sua pele, no formato dos seios, na penugem abaixo do umbigo. "Ser uma pessoa solta na cama, sem frescuras, ajuda bastante para que a vergonha em relação ao corpo fique pelo lado de fora do quarto", afirma a sexóloga Carla Cecarello, de São Paulo.

Não se deprecie

Segundo a professora de artes sensuais Nelma Penteado, de São Paulo, muitas mulheres têm a péssima mania de chamar a atenção do parceiro para o que elas julgam defeitos. "Elas enchem os namorados de perguntas tolas. Querem saber se estão gordas, se o bumbum está caído, se a estria é muito evidente... Nos meus cursos, aviso, de cara, que é terminantemente proibido fazer propaganda negativa de si mesma", conta.

"Com tanta insistência, o homem pode começar a perceber coisas que ele nunca havia reparado", diz a especialista, autora do livro "AleGGria" (Matrix Editora), com dicas para mulheres gordinhas. Os homens, apesar de não terem esse hábito tanto quanto as mulheres, também não estão livres desse vício. Portanto, também devem tomar cuidado para não adquirir o hábito de se depreciar, enaltecendo seus defeitos e tentando convencer a mulher de que ele está, sim, cheio de deles.

Goste de você

Não gostar do próprio corpo é um mecanismo neurótico de defesa psicológica. As pessoas gastam mais energia tentando a reparação do que buscando o prazer. Só que, em muitos casos, perder peso não resolve nada se a mudança maior não ocorrer na cabeça e na maneira de se enxergar. "Pode acontecer de a mulher perceber que, mesmo magra, é incapaz de se amar", explica o especialista em sexualidade Oswaldo Rodrigues.

Homens com barriga proeminente, atenção. Isso não interfere em nada daquilo que uma mulher gosta na cama –independentemente se faz mal ou bem à saúde. A saber: preliminares longas, carícias da pontinha dos pés ao último fio de cabelo, sexo oral caprichado e muito beijo na boca, sim, encantam as mulheres –não uma barriga que parece um tanquinho.

Relaxe mais

O sexo é o momento em que os estímulos físicos gerados pela visão não têm tanta importância, mas os gerados pelo pensamento, sim, são prioritários. Quem fica pensando o tempo todo se o parceiro está reparando nas gordurinhas não consegue relaxar e aproveitar o contato, o toque, as carícias...

"Se a pessoa quer transar e mostra gostar do sexo, ela própria não vai ligar para a aparência. Em consequência, quem estiver com ela também não", afirma a sexóloga Carla Cecarello.

As pessoas que transam sempre na mesma posição, pois acreditam que ela favorece o corpo, em vez de disfarçar o que incomoda, estão oferecendo e curtindo muito pouco do sexo. A variação torna tudo muito mais divertido, íntimo e prazeroso.

O estímulo visual conta. Mas e os outros sentidos? Gemidos, sussurros e palavras são muito excitantes e precisam ser explorados. Assim como um bom perfume e o toque da pele. Com ou sem quilinhos extras, lembre-se de dar um trato nos cabelos, aparar bem a barba, cuidar da pele... Sua vida sexual agradece.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ri muito.. outro dia o cara comentou comigo que nunca tinha ouvido falar, que não sabia o que era um PA!!!!


Algumas mulheres acreditam no sexo com o pau amigo, o homem limpinho que aparece de vez em quando só pra dar uma comidinha e tchau.
Eu acredito no sexo com o amigo sem pau.
O homem que aparece de vez em quando e te busca em casa, abre a porta do carro, elogia sua roupa, escolhe os melhores ingressos, faz você morrer de rir, conversa sobre tudo, dá conselhos, cuida de você, sobe com você até seu apartamento, curte um som, dorme de conchinha, te abraça forte e vai embora.
Isso sim é dar uma, ao meu ver.
O trepar e jogar fora da mulher é se sentir amada sem ter que dar.
Pau nunca pode ser amigo, pense bem.
Experimente encontrar, sem querer, seu pau amigo num jantar romântico com uma mulher. Você não gosta do cara, não quer namorar o cara, ele é mala, burro, ele é só um pau.
Você só usa o cara e está super segura nesse papel.
Mas só porque você e ele, juntos, dividiram um pau, algo dentro de você, ainda que pequeno (pois é) quer ir até a mesa do fulano e fazer um escândalo: Ahhhhhh me comeu e agora tá com outra! Como assim seu desgraçaaaadoooo! Se bobear dá até pra chorar de rímel borrado achando que é amor.
Mulher e pau não são compatíveis.
Homem é a melhor companhia do mundo, acreditem, mas o pau dele não.
Pau é a desgraça humana.
É o elemento descentralizador do controle da alma.
É o conflito personificado numa espada de guerra.
É o fim de tudo.
Pau amigo é coisa de sapatona.
Enfim, mas voltando ao meu melhor amigo.
Esse ser maravilhoso que mexe no meu cabelo, e paga tudo, e me elogia, e me abraça, e me aperta e vem aqui em casa sempre tão perfumado e tomamos vinho e falamos de tudo e...simplesmente não rola pau… ahhh... eu acho que vou matar esse idiota.

Tati Bernardi

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Presque - Luis Fernando Verissimo


(texto de LFV publicado no jornal ZH em 24/03/2005*)

A internet é uma maravilha, a internet é um horror. Não sei como a Humanidade pôde viver tanto tempo sem o e-mail e o Google, não sei o que será da nossa privacidade e da nossa sanidade quando só soubermos conviver nesse cyberuniverso assustador. O mais admirável da internet é que tudo posto nos seus circuitos acaba tendo o mesmo valor, seja receita de bolo ou ensaio filosófico, já que o meio e o acesso ao meio são absolutamente iguais. O mais terrível é que tudo acaba tendo a mesma neutralidade moral, seja pregação inspiradora ou pregação racista — ou receita de bomba — já que a linguagem técnica é a mesma e a promiscuidade das mensagens é incontrolável. Não temos nem escolha entre o admirável e o terrível, pois acima de qualquer outra coisa a internet, hoje, é inevitável.

Uma das incomodações menores da internet, além das repetidas manifestações que recebo de uma inquietante preocupação, em algum lugar, com o tamanho do meu pênis, é o texto com autor falso, ou o falso texto de autor verdadeiro. Ainda não entendi o recado ou a estranha lógica de quem inventa um texto e põe na internet com o nome de outro, mas o fato é que os ares estão cheios de atribuições mentirosas ou duvidosas. Já li vários textos com assinaturas improváveis na internet, inclusive vários meus que nunca assinei, ou assinaria. Um, que circulou bastante, comparava duplas sertanejas com drogas e aconselhava o leitor a evitar qualquer cantor saído de Goiânia, o que me valeu muita correspondência indignada. Outro era sobre uma dor de barriga desastrosa, que muitos acharam nojento ou, pior, sensacional. O incômodo, além dos eventuais xingamentos, é só a obrigação de saber o que responder em casos como o da senhora que declarou que odiava tudo que eu escrevia até ler, na internet, um texto meu que adorara, e que, claro, não era meu. Agradeci, modestamente. Admiradora nova a gente não rejeita, mesmo quando não merece.

O texto que encantara a senhora se chamava "Quase" e é, mesmo, muito bom. Tenho sido elogiadíssimo pelo "Quase". Pessoas me agradecem por ter escrito o "Quase". Algumas dizem que o "Quase" mudou suas vidas. Uma turma de formandos me convidou para ser seu patrono e na última página do caro catálogo da formatura, como uma homenagem a mim, lá estava, inteiro, o "Quase". Não tive coragem de desiludir a garotada. Na internet, tudo se torna verdade até prova em contrário e como na internet a prova em contrário é impossível, fazer o quê?

Eu gostaria de encontrar o verdadeiro autor do "Quase" para agradecer a glória emprestada e para lhe dar um recado. No Salão do Livro de Paris, na semana passada, ganhei da autora um volume de textos e versos brasileiros muito bem traduzidos para o francês, com uma surpresa: eu estava entre Clarice Lispector, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e outros escolhidos, adivinha com que texto. Em francês ficou Presque.

/lfv é um site dedicado ao escritor, cartunista e músico Luis Fernando Verissimo.

Nota: Autoria atribuída a Luis Fernando Verissimo, mas que ele mesmo diz ser de Sarah Westphal Batista da Silva, em sua coluna do dia 31 de março de 2005 do jornal O Globo.

(Nome do real autor: Luis com "s" sem acento agudo no segundo "i")


do site:
http://www.rosangelaliberti.recantodasletras.com.br/visualizar.php?idt=147039

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Para que serve um amigo? - Martha Medeiros


Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Em Torno da Felicidade



Em matéria de felicidade convém não esquecer que nos transformamos sempre naquilo que amamos.

Quem se aceita como é, doando de si à vida o melhor que tem, caminha mais facilmente para ser feliz como espera ser.

A nossa felicidade será naturalmente proporcional em relação à felicidade que fizermos para os outros.

A alegria do próximo começa muitas vezes no sorriso que você lhe queira dar.

A felicidade pode exibir-se, passear, falar e comunicar-se na vida externa, mas reside com endereço exato na consciência tranqüila.

Se você aspira a ser feliz e traz ainda consigo determinados complexos de culpa, comece a desejar a própria libertação, abraçando no trabalho em favor dos semelhantes o processo de reparação desse ou daquele dano que você haja causado em prejuízo de alguém.

Estude a si mesmo, observando que o auto-conhecimento traz humildade e sem humildade é impossível ser feliz.

Amor é a força da vida e trabalho vinculado ao amor é a usina geradora da felicidade.

Se você parar de se lamentar, notará que a felicidade está chamando o seu coração para vida nova.

Quando o céu estiver em cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim.


(André Luiz / Chico Xavier - Livro: Sinal Verde)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

o problema do quase...

Eu quase consegui abraçar alguém semana passada.

Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente.

Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Ouvi uma história muito engraçada sobre uma diretora de criação maluca que fez os funcionários irem trabalhar de pijama. Mas aí lembrei, no meio da minha gargalhada, como eu queria contar essa história para você. E fiquei triste de novo.

Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente.

Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.

Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho.

Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranquila em nada, feliz em nada. Todos os dias eu quase te ligo, eu quase consigo ser leve e te dizer: “Ei, não quer conhecer minha casa nova?” Eu quase consigo te tratar como nada.

Mas aí quase desisto de tudo, quase ignoro tudo, quase consigo, sem nenhuma ansiedade, terminar o dia tendo a certeza de que é só mais um dia com um restinho de quase e que um restinho de quase, uma hora, se Deus quiser, vira nada. Mas não vira nada nunca.

Eu quase consegui te amar exatamente como você era, quase. E é justamente por eu nunca ter sido inteira pra você que meu fim de amor também não consegue ser inteiro…

Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, eu quase não odeio aquela foto com aquelas garotas, eu quase não morro com a sua presença, eu quase não escrevo esse texto. O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.

Tati Bernardi

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012


gostei muito desse artigo:

A Cama na Varanda: O tudo ou nada do amor

POR REGINA NAVARRO LINS


Rio - A partir do século 20, mais do que em qualquer outra época, o amor ganhou importância. As pessoas passaram a acreditar que sem viver um grande amor a vida não tem sentido. Procuramos alguém que nos ame, sem compromissos anteriores e sem paixões recolhidas de amores antigos. A idealização do amor tem um custo. Não é verdade que “tudo o que você precisa é de amor”. Precisamos também ter um espaço individual, amigos verdadeiros, investir na carreira, etc. Ao nos concentrarmos no amor, negligenciamos outras paixões, o que torna nossa vida mais limitada. O filósofo americano Robert Solomon faz algumas observações interessantes. Para ele, a idealização do amor leva à ideia de que o amor é um fenômeno, que as pessoas “encontram” ou não. Exigimos que nosso amor seja isto ou nada, e, por isso, ficamos desapontados.

Entretanto, o amor varia de intensidade, como qualquer outra emoção. E já que a maioria de nós não é capaz de manter um delírio febril por muito tempo, logo aparecem algumas dúvidas do tipo “será que isso é mesmo amor?” e “Será que ainda o amo?” É como se o amor só fosse real de fato quando é explosivo, quando nos absorve totalmente. O amor, porém, se manifesta de muitas maneiras. Por que nos recusamos a admitir que o amor, como a tristeza ou a alegria, deve às vezes esperar sua vez de entrar em cena?

Na melhor das hipóteses o amor é uma convergência de muitos desejos. No amor não queremos só sexo e segurança, mas também companhia, diversão, alguém para viajar, sair, ouvir conselhos, enfim, uma associação com um aliado, alguém com quem vamos dividir o trabalho doméstico e aumentar a renda da casa, alguém de quem podemos depender na hora dos problemas e nos consolar nos momentos de tristeza, e por aí vai. Na realidade, gostaríamos de tudo isso, emoções e constância, excitação e segurança, e de preferência tudo junto, num só pacote, u m pacote supostamente garantido pelo amor. Mas o amor é só um ingrediente nesse pacote.

Mesmo que seja indesejável, podemos ter amor sem companheirismo, amor sem sexo, amor sem apoio emocional, amor sem excitação, amor sem estabilidade. Para Solomon o que muitos consideram o colapso do amor é, na verdade, a perda de um desses desejáveis acompanhamentos do amor. Contudo, isso não precisa ser a perda do amor, é só a perda do “pacote”.



no site: http://odia.ig.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/9/a_cama_na_varanda_o_tudo_ou_nada_do_amor_191314.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

um pequeno trecho do Caio pra 2012


"Fecho os olhos e começo a pedir.
Não são coisas muito complicadas de serem atendidas.
Ao menos eu acho que não.
Que não nos faltem bons sentimentos seja no Natal ou em qualquer dia do Ano Novo que se aproxima.
Que nos falte egoísmo, nos sobre paciência pra enfrentar mais trezentos e sessenta e cinco – ou seria trezentos e sessenta e seis? – dias.
Que sejamos capazes de enxergar algo de bom em cada momento ruim que nos acontecer.
Que não nos falte esperança.
Que novos amigos cheguem.
Que antigos amigos sejam reencontrados.
Que cada caminho escolhido nos reserve boas surpresas.
Que músicas de letras e melodias bonitas nos façam suspirar.
Que a cada sorriso que uma criança der nos faça ter um bom dia e enxergar uma nova esperança.
Que nos sobre tempo para conversar com os amigos.
Que cada um de nós saiba ouvir cada conselho dado por uma pessoa mais velha. Que não nos falte vontade de sorrir apesar dos pesares.
Que sejamos leves.
Que sejamos livres de preconceitos.
Que nenhum de nós se esqueça da força que possui.
Que não nos falte fé e amor."

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Receita de ano novo - Drummond de Andrade


Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

reflexões

durante mais de 20 anos, tive o hábito de ler diarimente um jornal de grande circulação e pelo menos três revistas de informação por semana...
depois de ficar mais compulsiva na internet, e de virar dona de casa (leia-se realizar o sonho de comprar meu apê e finalmente conseguir morar no lugar que eu posso chamar de MEU, rsrs) algumas benesses foram trocadas, of course, entre elas, as assinaturas pela TV a cabo, por exemplo...
então...
ficando de bob por uns dias, e ter uns jornais pra ler, coisa que não faço há algum tempo, fico perplexa com a quantidade de notícia que já não considero tão relevante, mas não consigo deixar de lado a velha mania de ler o bendito de cabo a rabo, às vezes até mesmo a seção de classificados....
Na internet rola um chiste que o Acre não existe, pra quem não sabe, e hj me deparo com uma matéria no Globo, falando da onda de imigrantes ilegais que estão aportando por lá, vindos do Haiti... e confirmo meu primeiro pensamento... de que é consequência direta e imediata do terremoto de 2010, como se fosse um tipo de réplica silenciosa e invisível, da devastação de um país que não conseguiu ainda se reconstruir.  Se já era paupérrimo antes do cataclisma, agora tudo deve estar pior ainda... Leio que são na maioria profissionais qualificados, mas que chegam lá, naquele Acre que não existe, (e que pra maioria dos brasileiros não existe de fato, pq nem imaginam como dever ser viver por aquelas bandas...), sem dinheiro, famintos, sem documentos...
É, um Brasil que está sendo visto com bóia de salvação. E a gente ainda acha que tem tanto problema na vida...
mais adiante, numa coluna do sociólogo Paulo Delgado, que já foi parlamentar, combativo, vi uma frase linda logo na introdução, citando João Cabral de Mello Neto: "Durante toda a minha vida só fiz uma coisa: melhorar".
outro articulista cita o formidável Viktor Frankl, nossa, como ele marcou minha vida, tanto pessoal, profissional como acadêmica, o encontro que eu tive com esse (então já bem velhinho) grande Homem!: "A transitoriedade de nossa existência de forma alguma retira seu significado.  Ao contrário, torna-se um incentivo para nos dedicarmos a realizar nossas possibilidades com toda intensidade", aconselha em "A busca humana por significado" (1959).
Compreender é um milagre ainda maior do que existir. A consciência é uma oportunidade de experimentar possibilidades que transcendem as dimensões materiais de um mundo físico. Mais adiante, no mesmo artigo, outro trecho inspirador: " E sem amor estamos perdidos, somos vazios, andarilhos sem raízes, insensíveis aos semelhantes".
Leio tb na Veja de meado de dezembro de 2011, num artigo da psicanalista Betty Milan: "Por que ler os clássicos? (diria eu - pq ler de um modo geral, não é?) O que há neles de fundamental para nós?  Com essa questão em mente, reli Hamlet, anotando os seus ensinamentos.  Antes de dizer adeus a Ofélia, Hamlet envia a ela um poema: "Duvida de que os astros sejam chamas / Duvida de que o sol gira / Duvida da própria verdade / Mas não duvida de que eu te amo".  Algumas poucas linhas para dizer o essencial sobre o amor.  Ou seja, que ele não suporta dúvida, a desconfiança. [...] A leitura dos clássicos se faz necessário pela sabedoria que eles contêm.  Em especial, a sabedoria que se refere aos sentimentos humanos.  Ela nos faz refletir e viver melhor.  Hamlet ensina a não fazer pouco do amor e a não desperdiçar a vida, chorando infindamvelmente a morte e a perda." - bacana isso, não?

domingo, 1 de janeiro de 2012

o que é essa coisa de ano novo?


As pesquisas mais prováveis datam da época de Otaviano, um dos principais Césares, da época do apogeu do Império romano. Mas foi na periferia da periferia da periferia da zona do poder de Roma, lá nos cafundós, que surgiu um cara, chamado de Rabi, Mestre, Profeta, louco, revolucionário, mas que aparentemente não teve tanta importância assim para as grandes instâncias do poder, sem ser a política local, cuja mensagem acabou abalando paulatinamente todo o pensamento do mundo ocidental e reverberando nas relações do Ocidente com o Oriente, até hoje.
Seu nome: Jesus, chamado O Cristo.  Três séculos após, somente e historicamente este é um período bem curto para mudanças de tal vulto, Constantino, Imperador, decreta o Cristianismo como religião oficial de todo Império. De perseguidos e marginalizados, passam a ser não só instituídos como o Império, assume seu caráter monoteísta e desigualmente igualitário, todos passam a ser irmãos em Cristo. O que sustentava a economia romana - a escravidão, começa a ruir...
Uma semana se passou depois do que convencionamos comemorar como o nascimento deste Espírito Maior, ( a data precisa ainda é controversa) e já se fala tanto no tal réveillon, Ano Novo, festas, e logo, logo, carnaval...
Mil, dois mil anos se passaram desde esses eventos, e tal mensagem ainda é tão difícil de ser assimilada em nossas relações cotidianas.
Mas para mim, o ainda Natal não passou, e não passa...
Para mim, o Natal deve ser todos os dias, pq o Natal deve estar todos os diariamente como prática contínua, como reformulação íntima, como consciência Crística, em estado constante!  Por mais difícil que seja isso tudo no dia-a-dia,  mas pelo menos o estado de atenção para tentarmos sermos o melhor que pudermos ser...
Acredito que num planeta que a ONU divulga que somos em 7 bilhões de habitantes, o Catolicismo nem deva ser a religião dominante do planeta, atualmente;
Imagino que com tantos milhões/bilhões de habitantes de outras religiões em outras regiões, não podemos nem devemos pressupor que a religião dominante do mundo ocidental seja a mais aceita no resto do planeta.
Mas nem por isso o que está imanente, a mensagem que está embebida, perde seu caráter universalista, não está presente em tudo... tal o poder das suas palavras!
Antes desse Jesus, dessa Alma Abençoada, do Maior dos Nossos Irmãos, de Todos os Guias, que não veio julgar, nem punir, mas guiar, amar, mostrar o Caminho, a Verdade e Vida, muitos outros grandes Mestres aqui estiveram para difundir a mensagem humanística e igualitária, e tantos outros vieram depois, com solidez de argumentos, homens de ciência, da filosofia, da medicina, de cultura, Buda, Santo Agostinho, Paulo de Tarso, Confúcio, tantos...
Com a proposta do respeito pela Vida, da retificação da nossa conduta, de melhorar em nós tudo aquilo que trazemos em potencial, do crescimento, do autoconhecimento, do auto-descobrimento, e principalmente, da capacidade inequívoca de amar, acima de tudo!
Não podemos ser cristãos, em toda acepção da palavra, enquanto sabemos que muitos iguais a nós, nos cantões esquecidos desse mundo, estão em estado de penúria, de miséria; não podemos dessensibilizar nosso espírito para os que não têm o mínimo de assistência de saneamento na saúde e educação, ou de igualdade de tratamento pelo poder público, de acesso aos mínimos dos bens de conforto que acredito que poderiam estar disponíveis para todos...
Ainda estamos em evolução, muito temos que nos melhorar, individualmente, coletivamente, comunitariamente...
Esperança e fé na espécie humana, o Criador não nos teria colocado nessa terceira pedra depois do Sol por nada.  Acredito num propósito benigno maior... Acho que somos melhores do que há duzentos anos atrás, do que há quinhentos anos atrás... espero que estejamos melhores, daqui a um tempo pra frente...
Tantos outros que um cara como o Betinho, madre Teresa de Calcutá, Chico Xavier, Sai Baba, e anônimos trabalhadores, não tenham deixado sua mensagem e seu trabalho em vão...
Que o Natal continue sendo de Luz, em todos os dias vindouros, em 2012, possa ser especial e amorosamente proveitoso para todos nós!!!  Isso é, no exercício contínuo desse Amor Especial que esse cara, O Cristo, veio ensinar, lá atrás...

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

da Tati Bernardi

"... A vida é complicada porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo, ou justamente o que não deveríamos, a gente faz planos mesmo em cima dos silêncios deles, a gente vê beleza em cada sumiço, a gente vê olhares de amor no mais puro olhar de tesão, nós temos a mente completamente diferente da deles.
Não precisa procurar no meio da multidão, coisas acontecem quando você desiste de procura-las, posso me aproximar sem invadir seu espaço, mas posso me aproximar tanto que seja impossível de não o invadir. Não há como garantir que não possa me esforçar em ser interessante sendo que o que eu quero é ser o melhor que você merece.
E de tudo que posso ser pra você eu só pediria que nunca fugisse de mim, nem mesmo quando por alguma razão eu deixasse a máscara cair, eu irei segurar sua mão como quem segura a mão de alguém que esteja pendurado sobre um barranco. E seguirei por dias, semanas, meses tentando tocar o seu coração até que um dia eu consiga. E de nenhuma forma te prender, mas sentir medo de te perder, e jamais te limitar mas chorar quando decidir ir embora, e esperar suas mudanças naturalmente sem forçar você, roubar mil beijos seus quando você decidir ter alguma crise de raiva, tentar te acalmar e ser incapaz de causar algum sofrimento a você.
E eu não somente diria que canta mal como cantaria com você, provando assim que existem pessoas que cantam horrivelmente, e que você não é a única, mas a que eu estaria disposta a escutar, e quando você decidir falar demais, que eu debrusse sua cabeça no meu ombro e escute tudo que tem a dizer, e quando for desastrado que haja fôlego para não morrermos de tanto rir.
E que você sinta vontade de precisar de mim, mas não só quando houver necessidade, que você sinta isso mesmo tendo passado um dia inteiro comigo, que não veja e nem sinta as horas passando quando estiver ao meu lado, e que nunca seja o suficiente o tempo que passarmos juntos, que você sempre sinta vontade de mais, mais e mais.
E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de não ter uma beleza extrema, poder fazer com que você enxergue que gostar de alguém vai muito além de beleza física, e tentar também de algum jeito fazer com que você não precise olhar em outras direções, porque seus olhos vão estar dentro dos meus.
Eu quero sempre encontrar você, seja lá aonde você estiver, e que eu consiga ser o seu perfeito, mesmo sendo imperfeito."

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

copiado de uma postagem no CaraLivro

Se você precisa de alguém para ser Feliz, isso não é Amor
É CARÊNCIA.

Se você tem ciúme, insegurança e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado, mesmo sabendo que não é amado, e ainda diz que confia nessa pessoa, mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais, isso não é amor
É FALTA DE AMOR PRÓPRIO.

Se você acredita que sua vida fica vazia sem essa pessoa; não consegue se imaginar sozinho e mantém um relacionamento que já acabou só porque não tem vida própria - existe em função do outro - isso não é amor
É DEPENDÊNCIA.

Se você acha que o ser amado lhe pertence; sente-se dono(a) e senhor(a) de sua vida e de seu corpo; não lhe dá o direito de se expressar, de ter escolhas, só para afirmar seu domínio, isso não é amor
É EGOÍSMO.

Se você não sente desejo; não se realiza sexualmente; prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa, porém sente algum prazer em estar ao lado dela, isso não é amor
É AMIZADE.

Se vocês discutem por qualquer motivo; morrem de ciúmes um do outro e brigam por qualquer coisa; nem sempre fazem os mesmos planos; discordam em diversas situações; não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares, mas sexualmente combinam perfeitamente, isso não é amor
É DESEJO.

Se seu coração palpita mais forte; o suor torna-se intenso; sua temperatura sobe e desce vertiginosamente, apenas em pensar na outra pessoa, isso não é amor
É PAIXÃO.

Agora, sabendo o que não é o amor, fica mais fácil analisar, verificar o que esta acontecendo e procurar resolver a situação. Mesmo que a situação se confunda às vezes para você, o correto é que avalie a “PRESENÇA” e a “AUSÊNCIA” de seu par na sua vida e diante do resultado de seus sentimentos irá perceber se algumas das situações acima são temporárias ou caracterizam definitivamente seu tipo de relacionamento. 
Porque a convivência faz com que o tempo transforme o que é AMOR em ETERNIDADE...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011


Questões do amor

Regina Navarro Lins fala de sexualidade e relacionamentos

é psicanalista e escritora, autora do livro “A Cama na Varanda”, entre outros. Twitter: @reginanavarro

Por que há briga e rancor nos casamentos?

Regina Navarro reflete sobre as frustrações e expectativas geradas em relacionamentos amorosos

14/11/2011 08:30

Paulo e Sofia são arquitetos, casados há oito anos, com dois filhos. De uns tempos para cá a convivência está se tornando insuportável. Paulo, na última sessão de terapia, desabafou: “Não está dando mais para aguentar. Brigamos por qualquer motivo. Ontem combinamos de ir ao cinema, mas na última hora apareceu um possível novo cliente no escritório. Tive que ligar para Sofia e desmarcar. Ela devia entender, mas não. Tudo é pretexto para discussões intermináveis. Não devia ter voltado para casa; brigamos até às quatro horas da manhã! O pior é quando é na frente de outras pessoas. No sábado passado, quando estávamos saindo com um casal amigo para almoçar, a briga foi por causa de uma vaga para estacionar o carro. O clima ficou péssimo. As pessoas ficam sem jeito e nunca sei como contornar essa situação. Parece que é impossível vivermos em paz. Isso sem contar o mau-humor e as caras amarradas, que são constantes. Sei que a culpa não é somente dela. Também fico sem paciência e, em alguns momentos, digo coisas agressivas. Na verdade, o que não sei é por que ainda ficamos juntos”.

Como no mundo ocidental há a ideia de que ninguém é inteiro, faltando um pedaço em cada um, com o casamento as pessoas imaginam que estarão de tal forma preenchidas, que nada mais vai lhes faltar. A ideia de ter enfim encontrado “a pessoa certa”, “a alma gêmea”, “a outra metade”, faz com que a satisfação das necessidades e carências pessoais seja vista como dever do parceiro. Além disso, se estabelece uma relação simbiótica propícia para que ambos projetem, um no outro, seus aspectos que consideram inaceitáveis, vergonhosos, sujos. Em pouco tempo o outro se torna insuportável, porque passa a ser visto como um poço de defeitos — os próprios e os que foram projetados nele pelo parceiro.
O psicoterapeuta José Ângelo Gaiarsa não tem dúvidas quanto ao ódio que pode se desenvolver num casamento. “Já vi casais cuja única finalidade na vida era infernizar e torturar o outro o tempo todo, em cada frase, em cada olhar. O horror dos horrores. Só dois prisioneiros vitalícios obrigados a morar para sempre na mesma cela poderiam desenvolver sentimentos tão terríveis; e só dois que se proibiram de admitir outra pessoa ou qualquer outra atividade na própria vida chegam a esse ponto de miséria moral e de degradação recíproca.”
Se a pessoa só é aceita enquanto corresponde à expectativa do outro, ela fica presa num papel e não pode sair dele. Devido ao descompasso entre o que se esperava da vida a dois e a realidade, as frustrações vão se acumulando e, de forma inconsciente, gerando ódio. Eles se cobram, se criticam e se acusam. Para Virginia Sapir, terapeuta de casais, por causa da sensação de fracasso, o que mais se vê no casamento são sentimentos de desprezo e raiva, de um para o outro, e de cada um por si.
O psicoterapeuta José Angelo Gaiarsa afirma não conhecer rancor pior que o matrimonial. “A maior parte dos casamentos, durante a maior parte do tempo, são de precários a péssimos. A cara das pessoas nessa situação fica de uma feiúra moral que assusta. O clima em torno dos dois é literalmente irrespirável, sobretudo por acreditarem ambos que têm razão.”
Para ele, o rancor matrimonial, acima de tudo amarra, pega você de qualquer jeito, imobiliza, como se você tivesse caído numa teia de aranha. Quanto mais você se mexe, mais se amargura e raiva sente. Raiva — que faz brigar; mágoa — que faz chorar. A mistura das duas é o rancor, um ficar balançando muito e muito tempo entre o homicídio e o suicídio. E cometendo ambos ao mesmo tempo, conclui ele.
Contudo, até chegar a esse ponto, o casal se esforça para manter a fantasia do par amoroso idealizado. Toleram demais um ao outro, fazendo inúmeras concessões, abrindo mão de coisas importantes, acreditando que é necessário ceder. Como nem sempre isso traz satisfação, eles se cobram, se criticam e se acusam. As brigas se sucedem. Dependendo do casal, as acusações podem se renovar ou ser as mesmas, sempre repetidas. Em muitos casos, os parceiros dependem do outro emocionalmente, precisam do parceiro para não se sentirem sozinhos e, principalmente, para que seja o depositário de suas limitações, fracassos, frustrações e também para responsabilizá-lo pela vida insatisfatória que levam.
O longo tempo de convívio pode transformar os dois ou então tornar cada um mais preso a seu próprio jeito e hábitos. Isso para se defender das cobranças, vindas do outro, para que se modifique. A consequência é um deles se tornar mais rígido, impedido de se desenvolver.
Muitos casais ficam juntos, principalmente, por hábito e por dependência. Mas com tanta necessidade do outro não é raro haver um sentimento de ódio por ele, mesmo que inconsciente.


do site:
http://delas.ig.com.br/colunistas/questoesdoamor/por-que-ha-briga-e-rancor-nos-casamentos/c1597364556724.html