domingo, 31 de janeiro de 2010

Você tem que encontrar o que você ama - tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição.


recebi esse link hoje de manhã pelo meu twitter, já tinha ouvido falar desse texto, mas ainda não tinha ouvido todo o discurso, no final vou cololar o vídeo completo.


Esta é a tradução endereçando os graduandos da Universidade de Stanford, por Steve Jobs em 12 de Junho de 2005. Coincidentemente, esbarrei nesse vídeo novamente, exatamente 2 anos depois. Todos sabemos que Steve Jobs faz excelentes discursos, mas este é particularmente interessante. No fundo pode parecer piegas, ultrapassado, mas contém algumas das lições que eu mesmo aprendi. A ironia é que as únicas pessoas que apreciarão esse texto, são as que já sabem o que ele quer dizer.





Você tem que encontrar o que você ama

Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.

Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”

Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.

Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.

Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.

Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.

Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.

Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.

De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.


Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.

E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.

Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].

Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.

A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.

E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.

Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.

Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.

Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.

Minha terceira história é sobre morte.

Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.

Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.

Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.

Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.

Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.

Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.

O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.

Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.

Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.

E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.

Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.

Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.

Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:

“Continue com fome, continue bobo.”

Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos.

Obrigado.

Fonte:
Stanford Report, June 14, 2005




segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MORRER EM VIDA É FATAL


MARTHA MEDEIROS


Nunca esqueci de uma senhora que, ao responder por quanto tempo pretendia trabalhar, respondeu com toda a convicção: “Até os 100 anos”.
O repórter, provocador, insistiu: “E depois?”.

“Ué, depois vou aproveitar a vida”.

É de se comemorar que as pessoas aparentem ter menos idade do que realmente têm e que mantenham a vitalidade e o bom humor intactos – os dois grandes elixires da juventude. No entanto, cedo ou tarde (cada vez mais tarde, aleluia), envelheceremos todos. Não escondo que isso me amedronta um pouco. Ainda não cheguei perto da terceira idade, mas chegarei, e às vezes me angustio por antecipação com a dor inevitável de um dia ter que contrapor meu eu de dentro com meu eu de fora. Rugas, tudo bem. Velhice não é isso, conheço gente enrugada que está saindo da faculdade. A velhice tem armadilhas bem mais elaboradas do que vincos em torno dos olhos. Ela pressupõe uma desaceleração gradativa: descer escadas de forma mais cautelosa, ser traída pela memória com mais regularidade, ter o corpo mais flácido, menos frescor nos gestos, os órgãos internos não respondendo com tanta presteza, o fôlego faltando por causa de uma ladeira à toa, ainda que isso nem sempre se cumpra: há muitos homens e mulheres que além de um ótimo aspecto, mantêm uma saúde de pugilista.

A comparação com os pugilistas não é de todo absurda: é de briga mesmo que estamos falando. A briga contra o olhar do outro. Muitos se queixam da pior das invisibilidades: “Não me olham mais com desejo”. Ouvi uma mulher belíssima dizer isso num programa de tevê, e eu pensei: não pode ser por causa da embalagem, que é tão charmosa. Deve estar lhe faltando ousadia, agilidade de pensamento, a mesma gana de viver que tinha aos 30 ou 40. Ela deve estar se boicotando de alguma forma, porque só cuidar da embalagem não adianta, o produto interno é que precisa seguir na validade. Quem viu o filme Fatal deve lembrar do professor sessentão, vivido por Ben Kingsley, que se apaixona por uma linda e jovem aluna (Penélope Cruz) e passa a ter com ela um envolvimento que lhe serve como tubo de oxigênio e ao mesmo tempo o faz confrontar-se com a própria finitude. No livro que deu origem ao filme (O Animal Agonizante, de Philip Roth), há uma frase que resume essa comovente ansiedade de vida: “Nada se aquieta, por mais que a gente envelheça”. Essa é a ardileza da passagem do tempo: ela não te sossega por dentro da mesma forma que te desgasta por fora. O corpo decai com mais ligeireza que o espírito, que, ao contrário, costuma rejuvenescer quando a maturidade se estabelece.

Como compensar as perdas inevitáveis que a idade traz? Usando a cabeça: em vez de lutarmos para não envelhecer, devemos lutar para não emburrecer. Seguir trabalhando, viajando, lendo, se relacionando, se interessando e se renovando.

Porque se emburrecermos, aí sim, não restará mais nada.



Zero Hora - 03 de maio de 2009


Os lúcidos - Marta Medeiros



Às vezes a fronteira lucidez e insensatez pode ser bem tênue ou então como distingui-las ?


QUANDO ALGUÉM DIZ QUE VOCÊ É muito lúcido, seu ego fica massageado, não fica? Lucidez, num mundo insano como este, é ouro em pó. Outro dia me disseram que eu era muito lúcida e foi como se tivessem me dito que eu era uma jóia rara. Enfiei o elogio no bolso e voltei pra casa me sentindo a tal. Depois do jantar, abri um livro de poemas de um querido amigo, Celso Gutfreind, que além de poeta é psiquiatra, mas não atentei para o perigo da combinação. No meio da leitura, encontrei lá um verso que dizia: “Nada neste mundo é mais falso do que um lúcido”. Meu castelo de cartas ruiu.

Lúcidos, nós?? Certo está meu amigo Celso: não há a mínima chance. Podemos, quanto muito, disfarçar, tentar, arriscar uma lucidez rapidinha para ajudar um filho a decidir um caminho, ou para escolher o nosso, mas com que garantias? Somos todos franco-atiradores diante dos medos, dos riscos, dos erros.

Acordo de manhã desejando fazer a mala, colocá-la no meu carro e pegar uma estrada que me leve para longe de mim, mas ao meio-dia estou sentadinha na sala de jantar comendo arroz, feijão, bife e batatas fritas com um sorriso no rosto e cronometrando as horas para não me atrasar para a mamografia: uma mulher lúcida, extremamente.

Tem noites em que o sono não vem, me reviro na cama deixando que me invadam os piores prognósticos: não sobreviverei ao dia de amanhã, não terei como pagar as contas, quem me cuidará quando eu for velha, o que faço com aquela camiseta tenebrosa que comprei, não posso esquecer de telefonar, de dizer, de avisar, e o escuro do quarto pesa sobre minha insensatez, até que o dia amanheça e me traga de volta a lucidez.

Enquanto trabalho com ar de moça séria e ajuizada, minha cabeça parece uma metralhadora giratória, os pensamentos sendo disparados a esmo: digo ou não digo; fico ou não fico; tento ou não tento — quem de mim é a sã e quem é a louca, por que ontem eu não estava a fim e hoje estou tão apaixonada, como estarei raciocinando daqui a duas horas, em linha reta ou por vias tortas? Alguém bate na porta interrompendo meus devaneios, é o zelador entregando a correspondência, eu agradeço e sorrio, gentil, demonstrando minha perfeita sanidade.

Que controle tenho eu sobre o que ainda não me aconteceu? E sobre o já acontecido, que segurança posso ter de que minha memória seja justa, de que minhas lembranças não tenham sido corrompidas? Quero e não quero a mesma coisa tantas vezes ao dia, alterno o sim e o não intimamente, tenho dúvidas impublicáveis, e ainda assim me visto com sobriedade, respondo meus e-mails e não cometo infrações de trânsito, sou confiável, sou uma doida.

E essa constatação da demência que os dias nos impingem não seria lucidez das mais requintadas? É de pirar.

E-mail: martha.medeiros@oglobo.com.br


domingo, 24 de janeiro de 2010

COISAS DA INTERNET... pesquei por aí...

não consegui indentificar o autor, em várias páginas diferentes, várias autorias diferentes... por isso não vou atribuir a ninguém, nem tampouco a mim... se jogar no Google vc vai ver... mas é um texto interessante pq fala de coisas que eu já senti aqui, ao teclar com vc, pelas coisas que vc escreveu, pelo que eu imaginei, eu sei, mas posso afirmar que da minha parte foi tudo muito verdadeiro o que senti, pena que mais uma vez me decepcionei.



Estranho e gostoso esse
sentimento de "gostar"
Gostar sem olhar
Gostar sem sentir
Gostar sem tocar
Gostar apenas ao teclar
Palavras bonitas, que mexem com a gente,
Que nos fazem sonhar... Imaginar.
Como seria bom estar ao lado,
Daquela pessoa que está ali
Tão perto e ao mesmo tempo tão distante.
Separada por uma tela
Essa tela que dizem ser tão fria,
Mas que é capaz de aquecer muitos corações
Como aquece o meu, o seu e de muitos.



HOPE



"Esperança é a certeza de que algo de bom
vai acontecer, é a confiança que tudo vai dar certo.

Todos devemos ter essa esperança, para
que não nos sintamos caídos e para que nosso
coração esteja menos pesado.

Desejoque você, tenha sempre a esperança, que ela
permaneça sempre em seus
pensamentos.

Desejo que você nunca desista,
porque enquanto houver a esperança,
nenhum sonho está perdido."



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

TRADIÇÕES ANCESTRAIS



"Que o caminho seja brando aos seus pés,
que o vento sopre leve em seus ombros,
que o Sol brilhe cálido sobre sua face,
que as chuvas caiam serenas em seus campos.
E, até que nos vejamos outra vez,
que os Deuses e as Deusas lhe guardem
nas palmas de Suas mãos."
Que assim seja, que assim se faça e assim será!
(antiga benção pagã irlandesa)




ORAÇÃO CELTA

Que jamais, em tempo algum, o teu coração acalante ódio.
Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior.
Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro.
Que as perdas do teu caminho sejam sempre encaradas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo.
Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo.
Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja sempre presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno.
Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável!
Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome.
Aquele amor que não se explica, só se sente.
Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser.
Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres.
Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz




que o Criador de Tudo e Todas as Coisas e o
amado Mestre dos Mestres
ilumine teus dias assim como teus passos.
beijos na alma e no coração.





e das bandas do Oriente...

.... Deixo então um presente, trecho de um livro, em forma da sábia saudação das terras banhadas pelas areias do deserto, que por certo acalma um pouco a saúde da alma:
Curvando-se, levou a mão direita ao peito, tocando-o com o indicador, depois aos lábios, aos olhos e à fronte, saudando como era costume dos povos nômades do deserto, falando:
- Com meu coração, meus lábios, meus olhos e minha alma estou a vos servir.
(desconheço o autor)

Salam ♥ Aleikum



domingo, 10 de janeiro de 2010

ORA (DIREIS), OUVI ESTRELAS...



Eu tava no banho ainda agora, e do nada, (claro que nada é por acaso, que essa frase veio a minha mente) sem saber direito o porque, me deu vontade de postá-las aqui.
De qualquer maneira, são lindas poesias.





Via Láctea

"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso"! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite, enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora! "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las:
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas".



Ao coração que sofre, separado
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo,
Não basta o afeto simples e sagrado
Com que das desventuras me protejo.

Não me basta saber que sou amado,
Nem só desejo o teu amor: desejo
Ter nos braços teu corpo delicado,
Ter na boca a doçura de teu beijo.

E as justas ambições que me consomem
Não me envergonham: pois maior baixeza
Não há que a terra pelo céu trocar;

E mais eleva o coração de um homem
Ser de homem sempre e, na maior pureza,
Ficar na terra e humanamente amar.

Olavo Bilac




sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

OS RISCOS DA VIDA

Hoje é um dia especial...
Todos os dias são especiais,
Mas o hoje é mais especial , esperando que magias revelem seus truques...
Não queria desperdiçar minha vida em pensamentos, por mais que o faça;

Sei que a vida é um risco, podemos arriscar ficar ou não presos a indecisões e dúvidas... dificilmente eu fico em dúvida em relação a alguma coisa, no máximo, o que pode acontecer é eu me dar um tempo para o problema amadurecer dentro de mim, para que a solução apareça de algum lugar em mim, onde algum tipo de sabedoria instintiva habita...

Gostaria de não pensar tanto, de me lançar mais... tento viver o Hoje, mesmo pensando mais do que minha saúde mental agradeceria , mas em relação ao Amanhã, eu entrego ao processo da Vida, entendo que no Presente sempre estou tentando fazer o meu melhor, então: ONTEM é passado, AMANHÃ sempre um imponderável, HOJE é um exercício, alguns chamam de dádiva, por isso chamado"Presente!!"

HOJE EU quero me sentir muito alegre, não, esse não é bem o termo, bem, confortável com as minhas escolhas, consciente com o que estou fazendo, com a minha vida, pesando nas experiências do passado, viver o meu dia com muita simplicidade, me distrair com coisas assim agradecer pelas bênçãos que recebo do meu bondoso Deus, sorrir e quando me lembro, cantar e dançar, enfim, valorizar o meu momento presente.

Hoje eu quero ouvir minhas musicas preferidas, olhar as nuvens que passam, as flores nos jardins, os pássaros a voar, pisar de pés descalços e principalmente, sentir que não estou sozinha.

A brisa, o ar, o calor, a luz, a paz, a saudade e esse sentimento de plenitude, me fazem companhia. Hoje eu quero ser tranquila ! Usufruir cada vez mais desse sentimento...


LEMBRANDO-ME SEMPRE QUE: A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego... de tanto rir... de surpresa... de êxtase... de FELICIDADE... ( pode ser estranho dizer uma coisa dessas, mas de verdade acho que fui feliz muitas poucas vezes nessa vida, ainda persigo esse sentimento, talvez erroneamente o localizo num amor, num romance, já que o conquistei em tantas outras áreas, por tudo que já alcancei )





segunda-feira, 4 de janeiro de 2010



a noite tá tão gostosa, mas eu tô meio "downs"...
de uma tristeza antiga que sempre me acompanha e constantemente se repete, desde que me entendo por gente.
nem por isso perco a capacidade de apreciar a beleza do céu lindo estrelado, da lua brilhante, da brisa refrescante e acariciante...
um grande sentimento de cansaço, de falta de refazimento, de não ter de onde tirar o abastecimento para ter a energia necessária pra doar nos momentos que ela seria necessária, tendo um shut down para o mundo, uma imensa vontade e necessidade de dormir muito, e ao mesmo tempo, querendo voltar a ter a vitalidade que um dia já tive, mas precisando muito desse isolamento e recolhimento.
vou dar boa noite pra noite, lembrando do lindo passeio da véspera, depois posto uma foto aqui, pra ficar registrada.
sempre é muito bom escrever...


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

TUDO QUE SE QUER

Eu amo essa música,
traduzida do musical "O Fantasma da Ópera" e cantada de uma forma muito romântica e com muita sintonia entre o Emílio Santiago e a Verônica Sabino,
vou deixar aqui pra me lembrar que é assim que entendo que um casal pode ser, companheiro, parceiro, amigo, muito mais do que só amantes...
uma fusão de sentimentos e cometimentos que elevam as almas de dois seres numa jornada difícil que é a vida, ainda mais compartilhada,
mas que se levada numa perspectiva de aprendizagem, se enriquece ainda mais se existe esse pacto sincero estabelecido de se fazer o melhor de um para o outro.
Como no filme 'Melhor Impossível": por você, eu sou uma pessoa melhor...
mesmo na troca física, essa troca faça com que eu descubra coisas sobre mim que eu continue a crescer e ter mais segurança e respeito e afirmação pessoal, pois continua sendo uma troca sublime, em tudo que ela tem pra oferecer...
em toda sua gloriosa experiência...




TUDO QUE SE QUER

Emilio Santiago

Olha nos meus olhos, esquece o que passou
Aqui nesse momento, silencio e sentimento
Sou o teu poeta, eu sou o teu cantor
Teu rei e teu escravo
Teu rio e tua estrada

Verônica Sabino

Vem comigo meu amado amigo
Nessa noite clara de verão
Seja sempre meu melhor presente
Seja tudo sempre como é
É tudo que se quer

Emilio Santiago

Leve como o vento, quente como o sol
Em paz na claridade, sem medo e sem saudade

Verônica Sabino

Livre como o sonho, alegre como a luz
Desejo e fantasia, em plena harmonia

Emilio Santiago

Eu sou teu homem, sou teu pai, teu filho
Sou aquele que te tem amor
Sou teu padre, teu melhor amigo
Vou contigo seja aonde for e onde estiver estou

Verônica Sabino e Emilio Santiago

Vem comigo meu amado amigo
Sou teu barco neste mar de amor
Sou a vela que te leva longe, da tristeza eu sei, eu vou
E onde estiver estou...



(acrescentei essa parte em 09/01/10, ligeiramente modificada da original)


em várias partes dessa música, eu me vejo esquecendo realmente tudo que passei,
e que de maneira breve já te contei
que meu parceiro pode ser meu rei,
será que eu tenho que te dizer tudo o que imagino que na vai na minha mente?
depois de tudo que já teclei com vc?? rsrs
mas depois eu sou mais séria, dizendo pro meu amado o qt seria sua parceira
fechando com ele,
do meu jeito,
mas prometendo essa parceria pra vida!!! verdadeira amiga, companheira,
pro que der e vier
conseguir repousar ao lado dessa pessoa,
como nunca antes,
ter a liberdade de rir, de ser criança sem medo de ser reprimido ou criticado,
ser aceito com se é,
esse 'sou teu homem' pra mim é igual ao ser 'meu senhor',
ao mesmo tempo alguém pra eu cuidar com todo meu cuidado, amor e carinho,
como só eu sei fazer,
pra contar em todas as horas
eu prometo que todas essas coisas serão retribuídas em igual valor
estarei te contendo em mim, em todas as instâncias
carregando pra longe aquilo que nunca te fez bem
aceitando em mim aquilo que vc sempre pede pra ver como “prova"
desse prazer total e absoluto compartilhado por dois seres que não são um,
mas que tentam se fundiram em alguns momentos...





quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

O AMOR - Martha Medeiros





O amor...

"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada.
Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.
Fizeram a gente acreditar numa fórmula "2 em 1": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem um nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável.
Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.
Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, e os que transam pouco são caretas, e os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.
Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que essas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
Ah! Também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."

(por Martha Medeiros)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O ideal do par perfeito - Fantasias e Impasses

por: Juliana Amaral - Psicóloga -
para o site de relacionamentos Par Perfeito


Quantas pessoas nutrem a idéia do amor, do parceiro ideal? É crescente a busca por algo que se imagina te completando, te resgatando da solidão ou de uma vida desinteressante. Buscar uma relação "tábua de salvação" para os males e dificuldades parece ser mais importante para algumas pessoas do que encontrar um ser humano real, com defeitos e qualidades, a quem amar, com quem trocar e construir um vínculo sólido.

Passamos por um momento sócio-cultural onde sentir solidão, tristeza ou qualquer outra dor é algo inaceitável e mais que isso, pode ser absurdo e até incompreensível. Vemos alguns filmes, comerciais e revistas que anulam e aplacam qualquer vestígio humano de sofrimento, decepção e perda. Nessas imagens todos estão sempre bonitos, felizes, realizados e completos em suas vidas. Será possível? Será possível viver a vida sempre sorrindo, alegre, distante das dores e dos problemas? Somando a crença nessa possibilidade ao medo em lidar com momentos de solidão, muitos buscam dia a dia relações que os socorrerão de todo esse risco. Ao buscar relações com esse objetivo, fica-se cego ao outro, àquele que está ao seu lado e com quem se poderia viver uma história real.

Caminhando um pouco além, o que vemos atualmente é uma busca por alguém altamente idealizado, belo, bem sucedido, amoroso e dai em diante, ou seja, alguém que alcance a perfeição, sem falhas. É uma combinação não apenas impossível como também bastante irreal. Irreal, pois, por mais bela que seja uma pessoa, quando se conhece alguém intimamente, na convivência diária, vamos de encontro também aos seus defeitos, às suas questões e dramas pessoais. Depois de tanta idealização, ao se deparar inevitavelmente com os defeitos do companheiro, vem na mesma medida a frustração, pois ninguém pode ser tão perfeito ao ponto de não ter falhas e defeitos. Lidar com essa frustração pode ser tarefa bastante difícil para muitos, pois é aparentemente mais fácil e simples viver apenas os aspectos bons da relação.

Alguns se queixam que não encontram ninguém, que as pessoas estão pouco interessantes, interessadas ou que não querem nada sério, em alguns casos isso pode ser verdadeiro, mas não sempre, muitas vezes o olhar está tão voltado a encontrar os predicados já esperados que não se consegue enxergar o que uma pessoa pode ter de interessante e surpreendente a oferecer. Algumas vezes parece que se robotiza a relação, não dando espaço ao novo e único. Essa também é uma tendência dos tempos atuais, todos já sabem tanto o que querem e o que esperam do outro que fecham qualquer porta para serem surpreendidos, para conhecerem e descobrirem verdadeiramente aquele que está ao seu lado.

Outros não se queixam por não terem pares, ao contrário, encontram pessoas facilmente, se relacionam, namoram, mas por determinadas razões não conseguem sustentar um relacionamento a longo prazo, se desiludem, desanimam e desinteressam quando tudo parecia ir bem e quando as dificuldades de qualquer relação começam a surgir. Podem ser pessoas que buscam tanto algo ideal, que muitas vezes sem se dar conta simplesmente se desligam de um vinculo que era bom.

Na Psicologia sabemos o quanto cada pessoa inconscientemente busca reeditar ou reatualizar vivências afetivas da infância ou então, de suas primeiras relações de afeto. Alguns idealizam algo que jamais se repetirá na vida adulta e vivem uma forma infantil de amar, são aqueles que privilegiam em maior parte suas necessidades e não conseguem perceber o outro como alguém diferente e que possui igualmente outras necessidades, não deram o salto emocional para a vida adulta e têm grande dificuldade de se relacionar em um modelo mais maduro. Outros buscam "curar" faltas que viveram no passado e igualmente são imaturos ao se relacionar. De toda forma, são movimentos inconscientes e em certo grau todos fazem isso, mas o que mais importa é que aqueles que assim direcionam sua vida, tomem consciência de seus atos em algum momento e possam começar a agir de forma mais madura emocionalmente. Essa busca infantil, ainda que inconsciente, faz com que muitos tenham dificuldade em lidar com as falhas do parceiro, tudo precisa ser perfeito e ideal, menos que isso gera uma dose de frustração quase impossível de suportar.

Entramos a partir dai em um outro ponto fundamental, a capacidade que cada um tem em lidar com a frustração, momentos de desapontamento que inevitavelmente surgirão na relação, pois não existe vínculo que não carregue sua dose de desentendimentos e desencontros. Surgem as falhas de cada um, os erros cometidos, os hábitos incompreendidos. Nesses momentos aquele que era inicialmente perfeito, se mostra um simples ser humano, e para muitos a percepção desse momento costuma ser suficiente para desinvestir na relação.

Muitas são as razões para se manter a crença que o par ideal é aquele perfeito, sem falhas e que não nos gera frustrações e tantas outras as razões para se continuar insistindo nessa busca. Enquanto houver a dificuldade que observamos cada dia mais em conseguir lidar com as diferenças do outro, com as idiossincrasias de cada um e com as imperfeições humanas, mais pessoas frustradas e insatisfeitas existirão. Conviver com a idéia que cada um pode ser "perfeito" a sua própria maneira já é um passo importante no sentido de um crescimento emocional. Com isso não significa que todos precisam combinar entre si, pois de fato, existem muitas características incompatíveis para uma dupla, mas possíveis de serem superadas para outra. Tudo dependerá do encontro dessas personalidades, da maturidade de cada um, do amor e vínculo que construíram e acima de tudo do tanto de tolerância e dedicação que cada um está disposto a investir de forma que uma relação possa dar certo. Nas relações precisamos tomar cuidado para que não se busque apenas aquele que preencha o vazio ou vazios existentes, mas aquele que poderá acrescentar e enriquecer a personalidade de cada um.

uma letra de música bonita


YOUR EYES
House of Lords



When You found me I was Lost In a dream
With a Heart Made of stone
All I was trying to find was someone to believe in
I was down on my own

Oh I remember falling apart at the seams
Oh that first time that I saw you

Your eyes, they give you away
they show all the passion and reveal all the pain
Your eyes, they're calling my name from deep inside
yeah

all my defences started drifted away
when you walked in the room
i couldn't speak but I had so much to say
you had me howlin' at the moon

Oh I remember falling apart at the seams
Oh that first time that I saw you

Your eyes, they give you away
they show all the passion and reveal all the pain
Your eyes, they're calling my name from deep inside
yeah

Oh I remember falling apart at the seams
Oh that first time that I saw you

Your eyes, they give you away
they show all the passion and reveal all the pain
Your eyes, they're calling my name from deep inside
yeah

Your eyes, they give you away
they show all the passion and reveal all the pain
Your eyes, they're calling my name from deep inside
yeah

When You found me I was Lost In a dream

achei bunita....

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

QUE VENHA 2010!!!!!





CAP 141



RENOVA-TE SEMPRE!


"Ainda que nosso homem exterior se corrompa,
o interior, contudo se renova, dia a dia."
Paulo.

(II CORÍNTIOS, 4:16)




Cada dia tem sua lição.

Cada experiência deixa o valor que lhe corresponde.

Cada problema obedece a um determinado objetivo.

[...]

Lembra-se que as civilizações se sucedem no mundo, há milhares de anos, e que os homens, por mais felizes e poderosos, foram constrangidos a perda do veículo de carne para o acerto contas morais com a eternidade.

Ainda que a prova te pareça invencível ou que a dor se te afigura insuperável, não te retires da posição de lidador, em que a Providência Divina te colocou.

Recorda que amanhã o teu dia voltará ao teu campo de trabalho.

Permanece firme, no teu setor de serviço, educando o pensamento na aceitação da Vontade de Deus.

[...]

Sê otimista e diligente no bem, entre a confiança e a alegria, porque, enquanto o envoltório da carne se corrompe pouco a pouco, a alma imperecível se renova, de momento a momento, para a vida imortal.




Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel, no livro FONTE VIVA, cap, 141.

Don't Ask For WhomThe Bell Tolls ...

found in Donne's prose Meditation 17:

"...No man is an island, entire of itself; every man is a piece of the continent, a part of the main.

If a clod be washed away by the sea, Europe is the less, as well as if a promontory were, as well as if a manor of thy friend's or of thine own were.

Any man's death diminishes me, because I am involved in mankind; and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee..."


isso é lindo, wonderfull!!!! pleno e perfeito!!!!!

sábado, 19 de dezembro de 2009

por Clarisse

Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas.
Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa.
Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes.
Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos.
Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais.

[...]Antes de me reconciliar com o processo da vida, no entanto, sofri muito, o que poderia ter sido evitado se um adulto responsável se tivesse encarregado de me contar como era o amor.

[...] Porque o mais surpreendente é que, mesmo depois de saber de tudo, o mistério continuou intacto.
Embora eu saiba que de uma planta brota uma flor, continuo surpreendida com os caminhos secretos da natureza.
E se continuo até hoje com pudor não é porque ache vergonhoso, é por pudor apenas feminino.
Pois juro que a vida é bonita.
Sou o que se chama de pessoa impulsiva.
Como descrever?
Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente.
O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos.
E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente?
Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta?
E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura.
Vou pensar no assunto.
E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso.
Não sou madura bastante ainda.
Ou nunca serei.



Clarisse Lispector

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Sou uma mulher de 45 anos. Considero-me sem atrativos específicos, nunca me vi de uma forma muito sexy, forçada, me vejo muito natural, acho que não sei fazer o que outras mulheres fazem pra conquistar um homem, rsrs, e meus ideais românticos foram aos poucos sendo desconstruídos pela realidade. Não sou nenhuma princesa, e por aí tem um monte de sapos. As vezes, quando estou mais dolorida pela solidão, penso que nunca irei conhecer alguém que goste realmente de mim. Sei que não é uma verdade absoluta, mas, quanto mais o tempo passa, a gente vai endurecendo os sonhos, mesmo não deixando de te-los.

Sofri uma enorme, grande decepção amorosa, há mais ou menos 15 anos, e depois disso nunca consegui me sentir segura em relacionamentos. Fui perdidamente apaixonada, meu primeiro homem, minha primeira e única paixão. Essa pessoa tinha se afastado de mim há dez anos, e eu me fechei para o mundo, fiquei viúva desse amor, que eu sabia estar vivo em algum lugar do mundo. Sabia que tinha sido muito intenso na cama. Ele tinha muito mais experiência do que eu, afinal, eu não tinha nenhuma, mas eu inventava coisas e brincadeiras entre a gente que ele sempre se surpreendia e se espantava.

Eu tinha um nível sócio-cultural diferente do dele, e isso o assustava, mas eu tentava fazer o possível pra esconder essa diferença, se não pela aparência, pelo menos no meu modo de ser, depois que a gente se separou investi cada vez mais em mim, não olhei para outros homens.
Todos meus amigos dizem que sou bonita, interessante, inteligente e por aí segue uma lista imensa de qualidades, mesmo eu não vendo isso tudo de bom em mim.

Ano passado ele me procurou, estava saindo de um câncer, queria saber como andava minha vida, mas a atração que sentíamos um pelo outro aflorou da mesma forma intensa, me machucou de novo, pois ele se afastou me tratando com descaso e desconsideração, apesar de me usar e ficar patente o tesão entre a gente.

Resolvi quebrar a concha que me envolvia e na qual fui assistindo o mundo passar.

Resolvi me arriscar, por mais medo que sentisse, a viver novas relações, novas palavras, novas idéias sobre mim mesma. As pessoas podem ser belas e se sentirem atraídas fisicamente, mas não é apenas isso que sustenta uma relação.
Normalmente sou super alegre, sou inteligente como poucas (sem cabotinismo e fingindo falsa modéstia), meiga, engraçada, e sou ainda muitas outras coisas que acho que encantariam quem se desse a chance de me conhecer.
Mas da mesma maneira que é muito comum um homem se encantar por uma gordinha, é ainda mais comum vê-lo negar a atração que sente, por vergonha, medo dos comentários dos amigos, julgamento da família, e muitas vezes por pura vaidade mesmo.
Preconceito? Sim.
Imaturidade? Sim.
Se eu já passei por isso? Sim.
É doloroso saber que você envergonha quem você ama.
Mas essa é a lógica errada! Você não tem que se culpar por isso! O amor não tem nada a ver com um corpinho sarado que você leva para passear na balada, mas ter alguém que caiba nos nossos sonhos. Homens de verdade tem que saber disso.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

adorei estou reproduzindo aqui

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

STAR TREK

Kirk, miraculously saved from being pummeled to death in the fight he started, lays across a table at his Starfleet benefactor who asks, "You all right son?" Kirk gurgles through the blood and alcohol, "Yoo c'n really wissel loud, y'know that?" Fortunately, he was wearing an instant-dry shirt, so all the dozens of drinks and bottles-worth of alcohol he was rolling in a second ago have disappeared without a drop of wetness remaining - cool!
We cut to a few minutes later and Kirk and Captain Pike are sharing a drink at a table. Shouldn't Pike be getting Kirk's open and bleeding wounds cleaned and closed somewhere? What about checking for concussion, the most common traumatic brain injury and one which kills thousands? Behind the two, the floor is getting more attention than this injured and bleeding lowlife. If Pike really has no care for this violent criminal's welfare, he might as well have left Kirk drooling blood on the floor. Apparently, this captain is not concerned with his own Starfleet cadets committed battery either, nor those who exhibited dereliction of duty by failing to take any preventative action to end the violence, nor did any of them render aid, nor did anyone even notify security. I suppose Starfleet officers are really busy, and can't be expected to notice EVERY little thing, like changing out of uniform before a night of abusing civillians. The uniforms do look great, btw.
When Pike says: "Y'know I couldn't believe it when the bartender told me who you are." Kirk asks: "Who am I Captain Pike?" "Your father's son." Kirk slurs over his shoulder while waving an empty glass: "Can I get another one?"
"For my dissertation I was assigned the USS Kelvin. There's something I admired about your dad, he didn't believe in no-win scenarios." lf only Pike were referring to his current approach to Kirk, but alas, this is merely a non-sequitur, unworthy attempt at an homage to
WOK. WOK is not a great classic merely because of the great battle scenes, it was good writing with intelligent actions by smart characters.
Kirk opines sarcastically: "I sure learned his lesson."
"Well, that depends on how you define winning. Yur here, arncha? …You know that instinct to leap without looking that was his nature too, and in my opinion it is something Starfleet's lost." Actually, this might be OK as a feel-good line to build rapport in a counseling session under different circumstances, but here it seems more likely that Captain Pike is delusional, since skippers in the real world who "leap without looking" end up killing themselves long before their hubris gets a chance to slaughter crews and destroy ships. Ignorant and negligent individuals who do get to offices of authority typically are too cowardly to endanger themselves, preferring others to die for their gut "instincts" and leaps of "faith". They unwittingly betray and weaken those who trust them for protection squandering precious resources causing reckless harm, and thereby creating enemies. Such behavior causes legitimate fear, anger, resentment or even hatred as we have seen in very recent history – but the past has famous examples as well.
The bold, leap-ahead-in-the-fog skipper of the Titanic springs to mind, as does the Exxon Valdez. 133 years and 5 days ago, a leader followed Captain Pike's advice, leaping into action without "wasting" time on looking to where he was jumping. He was killed with his brothers, nephew, brother-in-law and hundreds of others under his command, ending George Armstrong Custer's hideous genocides against the indigenous peoples of North America. Despite the fact Pike's recommendation is without merit under the best circumstances and contrary to any institution's stability, (much less one involved in the kind of risks space exploration entails), even I would have to admit a catastrophic ending to a career of mass murder would represent a step up of sorts for Abrams' version of James T. Kirk.
Kirk asks "Why are you talkin' to me, man?" "Because I looked up your file while you were drooling on the floor. [Ha!] Your aptitude tests are off the charts, so what is it? You like being the only genius-level repeat offender in the Midwest?" Kirk: "Maybe I love it…" "So your dad dies, you can settle for less than ordinary life, or do you feel like you were meant for sump'm better?"
Isn't it miraculous that more than 20 years after the Kelvin incident, Riverside Iowa hosts two survivors from an impossible anomaly about as far away from earth as it is possible to get? It's even more amazing that 4 people in Riverside end up as bridge officers on the Federation's flagship! It's even more unbelievable that the survivor who shows up disregards every responsibility he has in order to obsess over the history and future of some unknown guy in a bar fight, who may not even survive the week without getting to a hospital? Wow; clever plot twists or insults to audience intelligence? You decide!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Quintana

Cada pessoa pensa como pode...
Não te irrites, por mais que te fizerem...
Estuda, a frio, o coração alheio.
Farás, assim, do mal que eles te querem,
Teu mais amável e sutil recreio...

Mário Quintana


"Cuide bem do seu amor, seja quem for!"
Herbert Vianna