quarta-feira, 30 de março de 2011

de uma amiga que entende muito dessas coisas....



Para quem já sabe é repetitivo, mas para quem não, é - no mínimo, instrutivo... então... Beijos.

Ostara é o festival em homenagem á Deusa Oster, Senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa.

Nesse dia sagrado, os antigos acendiam fogueiras ao nascer do sol, tocavam sinos e decoravam ovos cozidos. Este antigo costume pagão associado á Deusa da fertilidade ainda é praticado por todos os adeptos desta cultura.

Por isso os ovos, símbolos de fertilidade e da reprodução, eram usados nos antigos ritos da fertilidade. Pintados com vários símbolos mágicos eram lançados ao fogo como oferenda á Deusa.

Em certas partes do mundo pintavam–se os ovos com cores do equinócio da primavera, como de amarelo ou dourado (cores solares sagradas), utilizando-se para honrar ao Deus Sol.

Nos países de origem Celta, nesta época do ano, a Deusa Oster ou Eostre é lembrada e honrada com festivais que incluem flores, cores vivas, ovos e lebres.

As flores e as cores vivas representam a primavera; os ovos representam a possibilidade de uma nova vida; os rituais são feitos em homenagem à Mãe Natureza, que mais uma vez fertilizará seus campos e nutrirá os homens que vivem sobre o seu leito; e a lebre branca é o animal sagrado dedicado à Lua, que simboliza a fertilidade e a Deusa.


“É preciso lembrar que mais uma vez a roda do ano gira e nos leva de encontro a nós mesmos – pedindo um momento de silêncio onde possamos refletir sobre nossos atos e no momento seguinte nos dedicarmos a um novo período de nossas vidas. E não podemos esquecer que abraçar o novo não significa abandonar tudo que fizemos até então, pois nossos passos nos levam ao momento seguinte.”

Na agricultura, assinala o momento em que as sementes são plantadas e começam o seu processo de crescimento. É tido como um momento de união e amor entre a Deusa (Lua) e o Deus (Sol), pois é um período de igualdade e equilíbrio entre as forças da Natureza – marcando também o momento ideal para fortalecer a energia entre homem e mulher. Nesse momento, eles são um só, se completam.

Neste dia, a escuridão e a luz estão equilibradas, assim sendo, este Sabbat traz sentimentos de equilíbrio e interação. Desse dia em diante o dia domina a noite – os dias são maiores que as noites e a Terra explode com vida. É o retorno do Deus (Sol) após ter estado no mundo inferior ou útero da Deusa durante o período de Inverno.

A Natureza revela-nos o momento de plantar, tanto as sementes na terra como na vida. É o período de celebrar as mudanças do corpo pois nesta estação do ano ficamos mais ativos, dormimos menos, comemos menos e gastamos mais tempo ao ar livre.



Agradeço aos meus Ancestrais por tudo o que alcancei e peço novas e melhores realizações para este ciclo de renascimento!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Os 5 bordões (ou memes) mais famosos do Twitter


Alguém tuíta uma piada, muitos acham interessante ou engraçado e passam a brincadeira adiante. Basicamente, é a isso que se dá o nome de “meme” no Twitter. Numa explicação mais conceitual, é o mesmo que viralizar (popularizar) algo por meio da disseminação do assunto pela rede.
Confira abaixo alguns dos bordões (ou memes) e frases que viraram febre no Twitter:
Fica, vai ter bolo: um dos bordões mais recentes do Twitter (Foto: Reprodução)

Todos chora — Sim, desse jeito mesmo, no singular. A origem é meio nebulosa, mas reza a lenda que a expressão surgiu ainda nos tempos de discussões em fóruns do Orkut, em 2004. Desde novembro do ano passado, no entanto, tomou também o Twitter e ganhou variações: todos chora, todos comemora, todos usa, todos dança, todos dorme…
Vem, gente! — “O bordão surgiu por causa daquele vídeo em que o cenário do programa da Xuxa começa a pegar fogo e ela, no desespero, grita ‘Vem, gente! Vem, gente!’, para todo mundo sair de lá”, explica Edney Souza (@interney), professor da pós-graduação em mídias sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Desde que a filmagem ganhou popularidade, a expressão dita por Xuxa em um momento de desespero virou piada.
Ahan, Cláudia, senta lá — Mais uma pérola da rainha dos baixinhos. Em outro registro em vídeo, ainda mais antigo, a loira está visivelmente impaciente apresentando seu programa na extinta TV Manchete. Ela tenta organizar uma brincadeira quando uma das crianças que está no palco a aborda. A pequena é prontamente interrompida pela loira, que solta um sonoro “Ahan, Claudia, senta lá”, sem dar atenção à menina. Depois que o material disseminou-se pela web, o bordão virou sinônimo de desdém e piada.
Corrão — O neologismo foi criado por um acidente gramatical (a intenção era escrever “corram”), em um post do blog Te Dou Um Dado. Não demorou para que se tornasse um bordão viralizado pelo Twitter. As variações, claro, não demoraram a surgir: leião, vejão, oução… e por aí vai.
Fica, vai ter bolo! — Este é um dos “memes” mais recentes da web e faz referência a uma típica frase de avós. A ideia é encabeçada pelo publicitário Gustavo Braun e pelo analista de mídias sociais Victor Calazans — responsáveis pelas contas de @nairbello e @hebecamargo, respectivamente, no Twitter. No site, há imagens enviadas por internautas de todos os cantos, sempre ilustradas por balões com a fala.


Postado em 21/03/2011 às 18:41 por VEJASP 
do link:   http://vejasp.abril.com.br/blogs/vejinha/os-5-bordoes-ou-memes-mais-famosos-do-twitter/

quarta-feira, 23 de março de 2011

Para celebrar o meu envelhecimento, certo dia eu escrevi as 45 lições que a vida me ensinou.

É a coluna mais requisitada que eu já escrevi. Meu odômetro marcou 50 nesta semana, então aqui vai uma atualização:


ESCRITO POR REGINA BRETT:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3 A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Não se leve tão à sério. Ninguém mais leva...
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que se trata a jornada deles..
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. A vida é muito curta para longas piedosas festas. Esteja ocupado vivendo ou esteja ocupado morrendo.
17. Você pode fazer tudo se começar hoje.
18. Um escritor escreve. Se você quer ser um escritor, escreva.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de vocÊ e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante, depois deixe-se levar pela maré..
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26. Encare cada "chamado desastre" com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo a todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Indepedentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato
33. Acredite em milagres
34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que você fez ou deixou de fazer.
35. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem
37. Seus filhos só têm uma infância. Faça com que seja memorável.
38. Leia os Salmos. Eles tratam de todas as emoções humanas
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares
40. Se todos jogassemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela AGORA!
42. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeiroso.
43.Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
44. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
45. O melhor está por vir.
46. Não importa como você se sinta, levante, vista-se e apareça.
47. Respire fundo. Isso acalma a mente.
48. Se você não pedir, você não ganha.
49. Produza.
50. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente!!!


(a princípio recebi em um e-mail, dizendo que seria uma senhôura de 90 aninhos, a autora desse texto, mas como gosto de tentar checar a origem das minhas msgs... na verdade Regina Brett completou 54 anos em 2010. escreveu as 45 lições qd completou 45 anos e cinco anos mais tarde, aos 50, atualizou a lista para a atual versão.  Realmente é colunista do The Plain Dealer, Cleveland, Ohio, tendo sido indicada mais de uma vez ao Prêmio Pulitzer).
a versão original em inglês está nesse site:
http://www.cleveland.com/brett/blog/index.ssf/2006/05/regina_bretts_45_life_lessons.html

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quindins na Portaria - "Para estar ao lado sem pesar com a presença".


Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio do Mario Quintana: "Para estar ao lado sem pesar com a presença". Há outras histórias e poemas interessantes no livro, mas me detive nesta frase, porque não pesar os outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.

Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura. Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.
Ah, pesa... 
Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados. 
Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado.
Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone.
Eu não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.
Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho.
Pessoas estão jantando.
Pessoas estão preocupadas.
Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo.
Pessoas estão chorando.
Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.
Pessoas estão se amando.
Avise que está a caminho.
Frescura, jura? Então tá, frescura, que seja.

Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los sabendo que nada interromperei do lado de lá. Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade. Dizemos pelo computador coisas que face a face seriam mais trabalhosas. Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo? Nem se discute que o encontro é sagrado. Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios. Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela. Quando mando flores, vou junto com o cartão. Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes. Também é estar junto. Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço.

Sinta-se abraçado.
Martha Medeiros

terça-feira, 15 de março de 2011

INTERESSANTÉRRIMO

De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo.

O rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea.

Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Fntaástciso!!!

domingo, 13 de março de 2011

‘Perigeu Lunar’ - você sabe o que é um?

não é um texto meu, estou reproduzindo parte de um e-mail de uma das pessoas mais queridas que eu conheço, que por sua vez repassou de outra amiga dela... coisas da internet... ela escreve super bem, assim como essa amiga dela, são apaixonadas pelo legado de Camões, e coisas de bruxinhas, que tentam fazer desta Gaia que habitamos e viajamos pela Via Lactéa, um lugar melhor de se navegar pelos Cosmos infinitos...


"O mundo está prestes a presenciar a aparição da maior lua cheia das duas últimas décadas. Na semana que vem este satélite natural vai chegar ao ponto mais próximo da Terra.

No dia 19 de março, a lua cheia vai aparecer mais exuberante do que o usual na noite celeste quando ela atinge o ponto máximo de um ciclo, conhecido como ‘Perigeu Lunar’.

É esperado um espetáculo visual quando a lua se aproximará da Terra a uma distância de 221,567 milhas da órbita – chegará mais próxima do nosso planeta desde 1992.

A lua cheia poderá aparecer no céu 14% maior e 30% mais luminosa, especialmente quando nascer no horizonte do oriente ao pôr-do-sol ou em condições atmosféricas bem favoráveis.

Este fenômeno é reportado como o mais relevante assunto sobre ‘supermoons’ que esta conectado com o as extremas manifestações do clima - como os terremotos, vulcões e tsunamis. A última vez que a lua passou tão próxima da Terra foi no dia 10 de janeiro de 2005, nos dias próximos dos terremotos na Indonésia que registrou 9.0 na escala Richter.

O furacão Katrina em 2005 também foi associado com a lua cheia incomum.

Previsões de ‘supermoons’ aconteceram em 1955, 1974 e 1992 – cada um destes anos tivemos a experiência de fortes manifestações climáticas.


o "adendo" da amiga:

Soma-se aqui um belo comentário e correções do texto acima, por quem entende do assunto:
“Posso fazer um pequeno adendo? Vulcões e terremotos são fenômenos geológicos e não climáticos (atmosféricos). E tsunami não é um fenômeno em si: ele é “apenas” uma consequência de um tremor que acontece no assoalho oceânico. Furacão sim é um fenômeno atmosférico relacionado ao clima. Mas está relacionado ao aquecimento global, já que a energia que existe em um furacão é fornecida pelo calor acumulado na atmosfera. Assim, quanto maior a quantidade de calor, maior a força e consequente capacidade de destruição de um furacão.
A Lua, linda é maravilhosa no céu, não tem culpa nenhuma das lambanças q o ser humano faz nesse planeta e nem com os fenômenos geológicos.
Outra coisa: podem ficar atentos que outras manifestações geológicas ocorrerão no planeta, em qualquer lugar, logo: qdo uma placa tectônica se movimenta, ocorre uma acomodação nas outras em volta. Como tudo está ligado, podem esperar mais tremores e atividade vulcânica para logo mais. E pode ser em qualquer lugar do mundo onde exista um encontro de placas…”


"Se você é um filósofo que não consegue enxergar o que existe de vivo além dos livros e dos pós das bibliotecas, VIVA mais a filosofia, talvez um dia, ao invés das citações dos mortos, você seja capaz de citar também o que esta dentro de você". Beatriz Camelo

sexta-feira, 11 de março de 2011

Deu no New York Times...

Talk Doesn’t Pay, So Psychiatry Turns Instead to Drug Therapy

Recent studies suggest that talk therapy may be as good as or better than drugs in the treatment of depression, but fewer than half of depressed patients now get such therapy compared with the vast majority 20 years ago. Insurance company reimbursement rates and policies that discourage talk therapy are part of the reason. A psychiatrist can earn $150 for three 15-minute medication visits compared with $90 for a 45-minute talk therapy session.

There is no evidence that psychiatrists provide higher quality talk therapy than psychologists or social workers.
Of course, there are thousands of psychiatrists who still offer talk therapy to all their patients, but they care mostly for the worried wealthy who pay in cash. In New York City, for instance, a select group of psychiatrists charge $600 or more per hour to treat investment bankers, and top child psychiatrists charge $2,000 and more for initial evaluations.

Dr. Louisa Lance, a former colleague of Dr. Levin’s, practices the old style of psychiatry from an office next to her house, 14 miles from Dr. Levin’s office.  She charges $200 for most appointments and treats fewer patients in a week than Dr. Levin treats in a day.
“Medication is important,” she said, “but it’s the relationship that gets people better.”

http://www.nytimes.com/2011/03/06/health/policy/06doctors.html?pagewanted=1&_r=1


thanks God, não foram essas as escolhas que eu fiz, ainda tento ser uma boa terapeuta...

quinta-feira, 10 de março de 2011

AMIGOS

(o que mais vivi nesse carnaval, nem que fosse virtualmente, por e-mail, facebook, whatever....)



“Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade.
Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. 
Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. 
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. 
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. 
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice. 
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. 
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril”.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 7 de março de 2011

pra não esquecer e pensar a respeito

O Eremita


O Eremita


cultivando a maturidade e a inteireza que brotam da reflexão

O arcano IX, chamado “O Eremita”, emerge como arcano conselheiro para este momento de sua vida, sugerindo um momento em que você precisará agir com o máximo de maturidade e paciência possíveis. Você precisará aprender a respeitar o “tempo certo” neste momento de sua existência e perceberá que será preciso bater mais do que uma vez na mesma porta até que ela se abra. Nem sempre o rio corre mais rápido apenas porque queremos!
Três virtudes serão fundamentais neste momento de sua vida: a paciência (para lidar com as diferenças), a prudência (a fim de jamais confiar inteiramente em ninguém) e a persistência (para compreender que, no que diz respeito ao amor, muitas vezes é preciso bater várias vezes numa mesma porta).
O momento pede circunspeção, meditação e capacidade de espera. Você poderá mudar muitas coisas que lhe incomodam, se você souber observar o tempo certo, mas precisará também ter humildade para entender que nem tudo é possível. Ao aceitar os limites, evoluímos como pessoas.

Conselho: Momento de cultivar a paciência, tudo tem seu tempo certo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil, delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.

Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto no exato ponto em que foi interrompido.

Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.

Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.

Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.

Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.

Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.

Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.

Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.
É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.

Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.

 Artur da Távola

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

de Clarice, sempre ela...

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. 
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. 
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. 
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais
para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! 
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. 
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: 
- E daí?
EU ADORO VOAR!



A VIDA É CONSTRUÍDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR! 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A Lua cresce no céu de Friburgo


estou repassando de um e-mail belíssimo que recebi de uma amiga minha, que por sua vez também recebeu de outra amiga esse texto extremamente reflexivo e importante. Como tudo que eu posto aqui, reflete em parte meus pensamentos, compartilho em muitos aspectos desse ponto de vista, como produtora de práticas sociais que instigam a formação de um pensar crítico e elaborativo sobre nossa realidade.



A Lua cresce no céu de Friburgo

9 de fevereiro de 2011, lentamente a lua volta a crescer no céu de cada um de nós. Assim, mais ou menos de forma direcionada, mantemos nossos movimentos cotidianos externos. Cada um de nós, repletos de memórias densas, importantes e fecundas, lida como pode, no fundo da alma, na noite profunda de nosso interior com a riqueza doída e luminosa de estarmos vivendo 'estes dias' de nossas vidas, nestas serras queridas.
Nos últimos dias, algumas pessoas e a mídia em geral têm usado, em nome do desejo de criar uma onda positiva, otimista, uma frase que me dói: "Estamos finalmente voltando ao normal". Como assim, voltando ao normal? Se o normal é como era antes, não posso aceitar que voltemos a ele. O normal de antes era feito de muitos interesses separados; seja por grupos sociais e econômicos; seja por grupos de famílias; seja por religiões ou entre pessoas 'do bem e do mal'. O normal de antes era civilmente muito solitário, era feito de conselhos municipais esvaziados, envelhecidos antes de florescerem; era feito de instituições sociais importantes e maduras, atuando ingenuamente em nossa sociedade. O normal de antes tinha muito pouco tempo para solidariedade, para servir ao outro acima de tudo. E que fique claro, quando falo servir ao outro, não estou dizendo servir ao outro que precisa, que é pobre. Estou falando em construir uma sociedade de tal forma, que não se produza o acúmulo de bens por uns poucos. O normal de antes não tinha tempo para longas, gostosas, profundas e preguiçosas conversas ao redor da mesa de refeições ou na calçada de casa.

Sem dúvida, o normal de antes também tinha práticas de grande valor humano e potencial transformador. MAS...pouco, muito pouco, diante do tamanho da tarefa.

Nestes dias vivemos fora do normal. Ah, com certeza vivemos.

Nestes dias que passamos sem eletricidade, pude reaprender sobre o silêncio de nenhum motor funcionando, de nenhuma rede virtual ativa, de nenhum aparelho áudio visual emitindo estímulos; pude sentar com minha família, amigos e desconhecidos, na penumbra da luz de raras velas, e suspirar sob o sentimento humilde do tamanho dos meus braços, de minha força real de transformação e de ser ajuda. A eletricidade amplia nossa força de atuação e também nos ilude sobre nosso tamanho.
Nestes muitos dias que passamos sem água encanada e potável, pude reaprender sobre tudo que se lava com dois litros d´água (medida das muitas garrafas pet que me chegaram). Pude conviver com os meus dejetos (urina e fezes) e os de minha grande família, guardados dentro de nossos belos vasos sanitários sem água e sentir a fragilidade e insanidade de nossa civilização que sequer sabe lidar com as fezes, a não ser dando descarga e se esquecendo delas. Pela falta d´água pude aprender os nomes de meus vizinhos, que comigo partilharam a água que tinham.
Nestes dias, no meio da lama fedida, buscando corpos, lavando corpos, enterrando corpos de pessoas amadas, pude aprender sobre o amor.  Amor como cuidado; amor como honra ao que vive no outro, seja isto fato presente ou memória.  A crueza inesperada das situações que vivemos não poderá ser expressa por palavras jamais, está muito além delas. O sentimento do que vivemos está buscando seus caminhos de expressão. Fiquemos atentos! Agora é tempo de contar histórias sobre o amor que descobrimos; amor cru, desnudo, amor enlameado. Contar muitas histórias entre nós e para outros que aqui não estiveram.  Apesar da eletricidade ter voltado; apesar da água potável e encanada ter voltado; apesar de todas as redes virtuais terem voltado. Apesar de todos estes instrumentos mágicos da civilização estarem reestabelecidos, é simplesmente hora de sentar e contarmo-nos histórias, as histórias do amor que descobrimos; debaixo da lama, esta lama fecunda do que poderemos nos tornar.
Nunca mais voltarmos ao normal que era antes é o mínimo de honradez devida aos nossos queridos que se foram. Nunca mais voltarmos ao que era antes é o mínimo de responsabilidade frente a nós mesmos e a todas as crianças que sobreviveram, sobreviveram para o novo.
Nestes dias em que a lua volta a estar no mesmo lugar de um mês atrás, onde estamos nós? O que temos aprendido? Será possível caminharmos sem ingenuidades frente ao modelo de civilização que temos adotado: ele é brilhante, ilusório, desumano, inodoro, definitivamente inodoro. Nosso modelo de civilização não suporta o cheiro libertador de lama de enchente.



Sebastião Luiz de Souza Guerra - Consultor de processos de desenvolvimento, desde 1979 trabalha em instituições sociais, em especial as que atuam no âmbito da infância e juventude. É fundador da Associação Criançasdo Vale de Luz, onde desenvolveu habilidades de gestão organizacional e de apoio ao desenvolvimento de pessoas e de organizações sociais. Já atuou como professor e diretor de escolas, tendo sido diretor do Instituto de Educação de Nova Friburgo (1985/1986) e Coordenador Regional (Região Serrana do Rio de Janeiro) da FIA/RJ - Fundação para Infância e Adolescência, em 2002. Realizou estágios na área educacional na França e Suíça. É graduado em pedagogia, com especializações em Pedagogia Waldorf e Pedagogia Social. Também é músico e pratica e acredita na arte como instrumento de trabalho e de desenvolvimento pessoal e social.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sol na casa 11, lua na casa 7

O período que vai de 21/02 (Hoje) a 24/02 está associado a um sentimento de amizade que beneficia largamente sua vida amorosa.
Amigos poderão beneficiar sua vida afetiva, ou te apresentar a alguém especial, ou você poderá também se divertir com os amigos do ser amado. 
É também um momento ótimo para perceber que o ser amado também é seu amigo, e que deveria ser, antes de tudo, seu melhor amigo. 
De algum modo meio mágico, você se perceberá mais sensível em relação às necessidades alheias, e se ocupará de tentar preencher tais desejos, pois o trânsito do Sol pela Casa 11 lhe permite uma compreensão maior dos anseios dos outros. 
A Lua se encontra em harmonia ao Sol, e você estará se comunicando melhor com as pessoas a quem você ama: excelente momento para ter conversas esclarecedoras e chegar a pontos consensuais com pessoas que lhe interessem. 
A Lua na Casa 7 beneficia largamente planos futuros em comum com o ser amado.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

9 de Ouros


compreendendo o próprio valor e importância

O 9 de Ouros emerge como arcano conselheiro do Tarot neste momento de sua vida,  sugerindo que é chegada a hora de admirar os frutos das suas atitudes bem tomadas. É chegado o tempo de compreender o seu valor e sua importância, a despeito de algumas pessoas não terem olhos para isso. À medida que você toma consciência de sua singularidade e do quanto você é especial, os outros não têm escolha, a não ser lhe respeitar e admirar – e até mesmo invejar. Mas não tema a inveja, caso ela surja. As únicas pessoas não-invejáveis são as medíocres e isso é uma coisa que você não quererá ser.

Conselho: Tome consciência do seu valor pessoal!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Legislação Complementar às Leis de Murphy


"O seguro cobre tudo, menos o que aconteceu"
(Lei de Nonti Pagam)
"Quando você estiver com apenas uma mão livre para abrir a porta, a chave estará no bolso oposto."
(Lei de Assimetria de Laka Gamos)
"Quando tuas mãos estiverem sujas de graxa, vai começar a te coçar, no mínimo, o nariz."
(Lei de mecânica de Tukulito Tepyka)
"Não importa por que lado seja aberta a caixa de um medicamento. A bula sempre vai atrapalhar."
(Princípio de Aspirinovisk)
"Quando você acha que as coisas parecem que melhoraram é porque algo te passou despercebido."
(Primeiro teorema de Tamus Ferradus)
"Sempre que as coisas parecem fáceis, é porque não entendemos todas as instruções."
(Principio de Atrop Lado)
"Os problemas não se criam, nem se resolvem, só se transformam."
(Lei da persistência de Waiterc Pastar)
"Você vai chegar ao telefone exatamente a tempo de ouvir quando desligam."
(Principio de Ring A. Bell)
"Se só existirem dois programas que valham a pena assistir, os dois passarão na mesma hora."
(Lei de Putz Kiparil)
"A probabilidade que você se suje comendo é diretamente proporcional à necessidade que você tenha de estar limpo."
(Lei de Kika Gadha)
"A velocidade do vento é diretamente proporcional ao preço do penteado."
(Lei Meteorológica Barbero Pagá)
"Quando, depois de anos sem usar, você decide jogar alguma coisa fora, vai precisar dela na semana seguinte."
( Lei irreversível de Kitonto Kifostes)
"Sempre que você chegar pontualmente a um encontro não haverá ninguém lá para comprovar, e se ao contrário você se atrasar, todo mundo vai ter chegado antes de você."
(Princípio de Tardelli e Esgrande La de Mora)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

"Viver não dói" ou "As possibilidades perdidas"

 já havia postado esse texto antes, mas como não indexo meus posts, (nem sei fazer isso - ainda, e vai demorar um tempinho até eu ter saco pra fuçar as regras do blogger pra descobrir o tchan da coisa... ) ele ficou lá pra trás.  Uma colega amiga, do revival da escola, me reenviou, e sou muito fã da Martha, e nunca é demais refletir sobre isso que ela escreve aqui.

Fiquei sabendo que um poeta mineiro que eu não conhecia, chamado Emilio Moura, teria completado 100 anos neste mês de agosto, caso vivo fosse. Era amigo de outro grande poeta, Drummond. Chegaram a mim alguns versos dele, e um em especial me chamou a atenção: "Viver não dói. O que dói é a vida que não se vive".

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade interrompida.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais.

Martha Medeiros

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

notícia do dia

Com todo respeito a "Cidade do Samba", as cidades da Região Serrana ainda estão em luto, combatendo doenças, reconstruindo suas infra-estruturas, tudo mais... Sei que tem muito investimento em torno do Carnaval, mas a catástrofe parece que perdeu seu impacto midiático e vai sendo relegada ao esquecimento...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

9 de Copas


9 de Copas


Goze a vida!

O 9 de Copas emerge como arcano de conselho neste momento de sua vida. Trata-se de um aviso para que você possa gozar melhor os prazeres da vida, permitindo-se situações e encontros que lhe proporcionem felicidade. Você merece, após tantas coisas, passar por uma fase de satisfação do ego. Divirta-se! Procure, neste momento, afastar-se voluntariamente das coisas e pessoas que lhe causam desprazer. Estimule tudo o que lhe parecer satisfatório, principalmente no que diz respeito à satisfação dos sentidos: as coisas belas, gostosas, estimulantes. Observe também que, quando nos colocamos na direção da felicidade, muitas pessoas tentam nos dar opiniões insolicitadas, nem sempre com más intenções, que – se ouvidas – nos afastam dos nossos verdadeiros objetivos. Confiança, portanto, em sua própria intuição!

Conselho: Procure se dar prazer sem culpa. Curta a vida!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

menos calúnia, por favor!!

Sisters, eu ia escrever minha semana no blog, mas vou aproveitar essa história caluniosa de velhinha pra cá, e velhinha pra lá, e vou colocar aqui o que vou postar lá, rsrs..... aproveitando uns ganchos com o que a gente tem conversado, of course....

alto lá: posso quase estar cinquentona, mas o que estou de verdade é trombo-embólica-pulmonar!!!!! TEP pros íntimos, kkkkkkkkkkkk  velhinha é outra coisa!!!! são as minhas colegas de piscina, que me humilham e me deixam no chinelo!!
tem uma, que terças e quintas faz piscina comigo, aparentemente tem sequelas de um derrame, mas é uma fofa, vai com acompanhante que é uma figuraça!, e nas segundas, quartas e sextas, vai na MUSCULAÇÃO!!! quer dizer, tá todo dia lá, en-ten-de-ram???
eu quase me escondo dela, rsrs.... de tão humilhante que é!!!!
ela ainda disputa comigo a cadeira depois do banho, pra gente se enxugar, e eu morro de calor dentro do banheiro, então é uma guerra silenciosa, eu ligo o ventilador, a acompanhante dela tb gosta, mas aí ela reclama que despenteia o cabelinho dela, que ela não consegue se pentear direito, rsrs....  e eu fingo que não tô vendo... as outras dizem que vão pegar pneumonia, mesmo eu explicando que não existe nenhuma contra-indicação médica pra um ventinho depois do banho, que seria igual a estar numa praia ou numa piscina, qd a pessoa se molha e pega uma brisa, mas sabe como é, tem que ser como elas querem, e ficam lá, resmungando (ou quase cacarejando baixinho entre elas, o grupo pró, e o grupo contra e aí as acompanhantes idem) e aí eu faço minha cara de "doutoura" e mantenho minha pose, rsrs.... pelo menos não sufoco num banheiro relativamente pequeno com senhôras que ADORAM banho com o chuveiro na chave pra -pasmem: INVERNO!!!!!
E finalmente, depois de aspergir meu delicioso perfuminho francês, me montar que nem uma drag, botar a make-up combinando com a produção, isso tudo em quinze minutos!!!, saio correndo pq termina o período que posso estacionar o carro sem levar multa em frente a academia, e tenho uns vinte minutinhos pra chegar no consultório, e fico lá até a noite...
mais o cond que deu umas tretas pra resolver, e a semana foi bem heavy,
por isso tenho andado mortinha...
sem Lapa e sem daBoa no finde... so sorry!!!!

We will celebrate otherwise, for sure!
fondly yours, 
A.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Não sei quantas almas tenho - Fernando Pessoa

ouvi o Juca de Oliveira declamando hj pela manhã na BandNewsFMRio, e, como toda boa poesia, fala muito ao coração... tenho um professor que ensinava que nem sempre os livros de Psicologia vão conseguir traduzir os estados complexos que trazemos na alma, mas que a arte, a música, a poesia, essas poderiam em determinados momentos sintetizar a gama das experiências humanas. Me pareceu que esse texto fosse um desses tais momentos...


Não sei quantas almas tenho. Cada momento mudei.

Continuamente me estranho. Nunca me vi nem acabei.

De tanto ser, só tenho alma. Quem tem alma não tem calma.

Quem vê é só o que vê, quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo, torno-me eles e não eu.

Cada meu sonho ou desejo é do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem; Assisto à minha passagem, diverso, móbil e só,

Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo como páginas, meu ser.

O que segue não prevendo,

O que passou a esquecer.

Noto à margem do que li o que julguei que senti.

Releio e digo : "Fui eu ?"

Deus sabe, porque o escreveu.