domingo, 26 de junho de 2011

resumindo um pouco do que eu estudei hj pela internetis...

  • Paleolítico Superior

    Época:
    Paleolítico Médio -
    Milênio:
    Décimo milénio a.C.
    O Paleolítico Superior é um conceito que abrange o fim do Paleolítico Médio e início do Mesolítico. Nele foram encontrados anzóis primitivos, bifaces, machados de mão, agulha de osso, entre outros. É também caracterizado pela magia simpática, praticada pelo Homem daquele período, e pela arte rupestre (pinturas em rochas).
    Outros dois grandes avanços foram o desenvolvimento da agricultura e a domesticação dos animais. Cultivando a terra e criando animais, o homem conseguiu diminuir sua dependência com relação à natureza. Com esses avanços, foi possível a sedentarização, pois a habitação fixa tornou-se uma necessidade. Neste período ocorreu também a divisão do trabalho por sexo dentro das comunidades. Enquanto o homem ficou responsável pela proteção e sustento das famílias, a mulher ficou encarregada de criar os filhos e cuidar da habitação.

    Cronologia

  • 300.000 – primeira (questionada) evidência de uma cerimônia de enterro de mortos. Num sítio arqueológico como o de Atapuerca na Espanha, foram encontrados ossos de 32 indivíduos no buraco de uma caverna[1].
  • 130.000 – Evidência de uma cerimônia de enterro. Neanderthals enterravam os mortos em sítios como so de Krapina na Croácia[1].
  • 100.000 – O mais antigo ritual de enterro de seres humanos modernos é considerado como originário de Qafzeh em Israel. Há duas cerimônias do que se supõe serem uma mãe e um criança. Os ossos foram manchados com ocre vermelho. [2][3]
  • 100.000 to 50.000 – Aumento do uso do ocre vermelho em vários sítios arqueológicos da Idade da Pedra. O ocre vermelho é considerado de grande importância nos rituais.
  • 70.000 – traços de culto a cobras descobertos em Ngamiland, região da Botswana.[4]
  • 50.000 – Humanos evoluem em gestos associados com o comportamento humano moderno. Muito desta evidência tem origem na Idade da Pedra Tardia em sítios africanos. Este comportamento denominado de moderno abrange habilidades com a língua, o pensamento abstrato, simbolismo e religião [3].
  • 42.000 – cerimônia de rituais de humanos no Lago Mungo (Austrália). O corpo aparece respingado por grande quantidade de ocre vermelho. Isso é considerado como uma evidência de que o povo australiano importou os rituais que eram praticados na África.
  • 40.000 – início do Paleolítico Superior na Europa. Há uma abundância de fósseis incluindo cerimônias elaboradas de enterro de mortos; registro arqueológicos das chamadas vênus paleolíticas e arte rupestre. As estatuetas de Vênus são consideradas deusas da fertilidade. As pinturas de caverna em Chauvet e Lascaux são consideradas representativas da manifestação de um pensamento religioso.
  • 30.000 – O mais recente registro da cerimônia de enterro de um shaman (pajé ou sacerdote).[5]
  • 11.000 – início da Revolução Neolítica.

    ou em outro parâmetros:

  • 4500-4000 a.C.: PIE anterior. Culturas Dnieper-Donets e Samara, domesticação do cavalo (Onda 1).
  • 4000-3500 a.C.: cultura Yamna, construção de protótipos de kurgans surge nas estepes e a cultura Maykop no norte do Cáucaso. Modelo indo-hitita postula a separação do proto-anatólio antes dessa época.
  • 3500-3000 a.C.: PIE médio. A cultura Yamna está em seu auge, representando a reconstruída sociedade proto-indo-européia clássica, com ídolos de pedra, primeiras proto-bigas de duas rodas, prática predominante de pecuária, mas também com povoados permanentes e castros, subsistindo de agricultura e pesca, ao longo dos rios. Contato da cultura Yamna com as culturas da Europa neolítica tardia resulta nas culturas "kurganizadas" das ânforas esféricas e Baden (Onda 2). A cultura Maykop mostra as mais antigas evidências do começo da Idade do Bronze, e armas e artefatos de bronze são introduzidos no território da cultura Yamna. Provável "satemização" precoce.
  • 3000-2500 a.C.: PIE tardio. A cultura Yamna se estende sobre toda estepe Pôntica (Onda 3). A cultura da cerâmica cordada se estende do Reno ao Volga, correspondendo à fase final da unidade indo-européia, a vasta área "kurganizada" desintegra-se em várias culturas e línguas diferentes, mesmo o pouco contato possibilitou a disseminação da tecnologia e empréstimos entre os grupos, exceto os ramos anatólio e tocariano, que já estavam isolados neste processo. O rompimento centum-satem está provavelmente completo, mas as tendências fonéticas de satemização permanecem ativas.
  • 2500-2000: A dissolução nas proto-línguas dos dialetos atestados está completa. O proto-grego é falado nos Bálcãs, o proto-indo-iraniano no norte do Cáspio na cultura Andronovo que emerge. A Idade do Bronze alcança a Europa central com a cultura Beaker, provavelmente composta de vários dialetos centum. As múmias Tarim possivelmente correspondem aos proto-tocarianos.
  • 2000-1500: Cultura das catacumbas ao norte do mar Negro. A biga é inventada, levando à divisão e rápida disseminação das línguas iranianas e indo-arianas a partir do Complexo Arqueológico Bactria-Margiana por grande parte da Ásia Central, norte da Índia, Irã e Anatólia oriental. O proto-anatólio divide-se em hitita e luviano. A cultura Unetice pré-proto-céltica tem uma indústria metalúrgica ativa (Disco de Nebra).
  • 1500-1000: A Idade do Bronze Nórdica amadurece o pré-proto-germânico, e as culturas pré-proto-célticas Urnfield e Hallstatt emergem na Europa central, introduzindoa Idade do Ferro. Migração de proto-italianos para a península Itálica (estela de Bagnolo). O Rig Veda é escrito e ascensão da civilização védica no Punjab. a civilização micênica dá lugar a Idade das Trevas da Grécia.
  • 1000 a.C.-500 a.C.: As línguas celtas se espalham sobre a Europa central e ocidental. Proto-germânico. Homero e o começo da Antigüidade Clássica. A civilização védica é substituída pelos Mahajanapadas ("Grandes Reinos"). Zaratustra compõe os Gathas, surgimento do Império Aquemênida substituíndo os elamitas e Babilônia. Os armênios sucedem a cultura Urartu. Divisão do proto-itálico em osco-úmbrico e latino-faliscano. São criados os alfabetos grego e etrusco. Uma diversidade de línguas paleo-balcânicas são faladas no sul da Europa. As línguas anatólias são extintas.

sobre línguas, história ancestral, origem da civilização, umas 5hs de leitura e filmes
tudo na Wikipédia

    quarta-feira, 22 de junho de 2011

    O tempo.....


    "Envelhecer, qualquer animal é capaz disso.
     
    Crescer é prerrogativa dos seres humanos.

    Apenas alguns reivindicam esse direito"





    A Responsabilidade de Ser Você Mesmo
    OSHO

    domingo, 5 de junho de 2011

    lembranças úteis

    ChicoXavier

    Você nasceu no lar que precisava,
    Vestiu o corpo físico que merecia,
    Mora onde melhor Deus te proporcionou, de acordo com suas posses,
    Você nasceu no lar que precisava…
    Possui os recursos financeiros coerentes com suas necessidades…
    Nem mais, nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas,
    Seu ambiente de trabalho é o que você elegeu espontaneamente para a sua realização,
    Teus parentes, amigos são as almas que você mesmo atraiu, com sua afinidade.
    Portanto, seu destino está constantemente sob seu controle.
    Você escolhe, recolhe, elege, atrai, busca, expulsa, modifica tudo aquilo que te rodeia a existência.
    Seus pensamentos e vontades são a chave de seus atos e atitude…
    São as fontes de atração e repulsão na sua jornada vivência.
    Não reclame nem se faça de vítima.
    Antes de tudo, analise e observa.
    A mudança está em suas mãos.
    Re-programe sua meta, busque o bem e viverá melhor.

    “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.


    eu tenho quase que certeza que essa é uma psicografia de Scheila... já virou uma frase tão batida, que quase ninguém mais atribui a autoria, infelizmente... 

    sábado, 28 de maio de 2011

    oração . a banda mais bonita da cidade




    coisas que melhoram o nosso astral....

    terça-feira, 24 de maio de 2011

    DESEJOS

    Desejo é realização antecipada.
    Querendo, mentalizamos;
    mentalizando, agimos;
    agindo, atraímos;
    e atraindo, realizamos.
    Como você pensa, você crê, e como você crê, será.
    Cada um tem hoje o que desejou ontem e terá amanhã o que deseja hoje.
    Campo de desejo, no terreno do espírito, é semelhante ao campo de cultura na gleba do mundo, na qual cada lavrador é livre na sementeira e responsável na colheita.

    O tempo que o malfeitor gastou para agir em oposição à Lei, é igual ao tempo que o santo despendeu para trabalhar sublimando a vida.

    Todo desejo, na essência, é uma entidade tomando a forma correspondente.
    A vida é sempre o resultado de nossa própria escolha.

    O pensamento é vivo e depois de agir sobre o objetivo a que se endereça, reage sobre a criatura que o emitiu, tanto em relação ao bem quanto ao mal.

    A sentença de Jesus: "procura e acharás" eqüivale a dizer: "encontrarás o que desejas".


    ANDRÉ LUIZ




    Xavier, Francisco Cândido.
    da obra: Sinal Verde.
    Ditado pelo Espírito André Luiz.
    42a edição. Uberaba, MG: CEC, 1996.

    domingo, 22 de maio de 2011

    copiei de uma amiga lassalista

    Eu canto porque o instante existe
    e a minha vida está completa.

    Não sou alegre nem sou triste:
    sou poeta.

    Irmão das coisas fugidias,
    não sinto gozo nem tormento.

    Atravesso noites e dias
    no vento.

    Se desmorono ou se edifico,
    se permaneço ou me desfaço,
    — não sei, não sei. Não sei se fico ou passo.

    Sei que canto. E a canção é tudo.
    Tem sangue eterno a asa ritmada.
    E um dia sei que estarei mudo:
    — mais nada.


    (Cecilia Meireles)



    Pôr do sol em Itaipu...

    quinta-feira, 19 de maio de 2011

    as estrelas continuam a me enviar sinais...


    Não se acostume com o que não o faz feliz,
    revolte-se quando julgar necessário.
    Alague seu coração de esperanças,
    mas não deixe que ele se afogue nelas.
    Se achar que precisa voltar, volte!
    Se perceber que precisa seguir, siga!
    Se estiver tudo errado, comece novamente.
    Se estiver tudo certo, continue.
    Se sentir saudades, mate-a.
    Se perder um amor, não se perca!
    Se o achar, segure-o!



    eu acho que é de Fernando Pessoa, mas não tenho certeza da fonte

    segunda-feira, 16 de maio de 2011

    15 de MAIO

    UM POUCO DE HISTÓRIA


    A declaração de “padroeiro celeste junto a Deus de todos os educadores” veio do Papa Pio XII em 15 de maio de 1950, exatamente 50 anos depois do teólogo e pedagogo francês João Batista de La Salle ter sido proclamado santo herói nas virtudes cristãs pelo Papa Leão XII. 
    Reconhecimento mais do que justo ao filho de nobres que nasceu em 30 de abril de 1651 na cidade francesa de Reims, tornou-se teólogo e defendeu a formação integral na educação como caminho para ensinar também aos pobres. Para tanto, criou a primeira escola de formação de professores que se tem notícia, e com ela a Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, primeira exclusiva de homens e religiosos leigos, não sacerdotes. 
    Chamados Irmãos Lassalistas, eles consolidaram a pedagogia lassalista que logo ganhou o mundo. La Salle morreu em 7 de abril de 1719 (aos 68 anos) e teve tempo de ver sua rica e bela obra tocada por mais de 700 irmãos e com mais de 30 mil alunos. 
    Que La Salle continue a proteger nossas escolas com seus educadores, alunos, familiares e todos os demais integrantes dessa grande comunidade identificada como Família Lassalista.

    São João Batista de La Salle
    (1651 - 1719)





    "O exemplo causa impressão muito maior que as palavras no coração e na mente das crianças. É preciso que vossos exemplos instruam vossos alunos muito mais que vossas palavras."



    João Batista de La Salle foi sacerdote e educador francês do século XVII. Nasceu em Reims no dia 30 de abril de 1651 e faleceu em Rouen, em 7 de abril de 1719. Natural de família nobre, estudou na Universidade de Reims e, depois, na Sorbonne, de Paris. Terminado seu doutorado em Teologia e ordenado sacerdote, se envolveu na direção de escolas e na formação de professores. Com estes, criou a Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, também conhecidos por Irmãos Lassalistas - primeira congregação religiosa masculina constituída exclusivamente de religiosos leigos, isto é, não sacerdotes. La Salle contribuiu para o surgimento da "civilização escolarizada", defendendo a obrigatoriedade do ensino também para a classe popular, possibilitando o acesso a ele pela gratuidade universal e cooperando para a melhoria da escola, sobretudo primária, com a fixação de um currículo mais preciso e rico e sua administração mais eficaz.

    Concorreu para o avanço da pedagogia, com a adesão ao modo simultâneo de ensino, que ajudou a sistematizar e a difundir, com o incremento do uso da língua vernácula e com iniciativas na linha do ensino secundário moderno e da educação emendativa. Mas seu mérito principal na área educativa reside em sua ação pela promoção do magistério. Cooperou para que a função de professor passasse a ser exercida mais profissionalmente e para que ele tivesse melhor preparo intelectual, técnico e espiritual. Para isso, criou a Escola Normal, assim como ela é modernamente entendida, e escreveu textos orientados como o "Guia das Escolas" e "Meditações" para educadores cristãos.

    João Batista de La Salle faleceu a 7 de abril de 1719, em Ruão, França. Foi declarado santo, em 15 de maio de 1900. Também no dia 15 de maio de 1950, o Papa Pio XII declarou São João Batista de La Salle Padroeiro Universal dos Professores e Estudantes de Magistério. Justamente por isso, nesta data comemoramos o Dia De La Salle.




    A Missão
    Promover o desenvolvimento integral da pessoa e a transformação da sociedade através da educação humana e cristã, solidária e participativa.

    A Visão
    Tornar-se referência em inovação pedagógica, em atendimento educativo a pobres, e em pastoral da juventude estudantil.

    Os Princípios
    - Inspiração e vivência cristã-lassalistas;
    - Conhecimento como processo de construção pessoal e coletiva;
    - Relações fraternas e solidárias;
    - Biocentralidade;
    - Serviço educativo a pobres;
    - Participação nos processos pedagógico-administrativos;
    - Qualificação dos agentes educativos;
    - Eficiência e eficácia na gestão administrativa;
    - Inovação em práticas pedagógicas;
    - Respeito à diversidade.


    La Salle Abel
    História da Instituição


    Formação integral com tradição e modernidade
    Uma Instituição diferente, onde tradição e modernidade conseguem caminhar juntas, e as lições ultrapassam a sala de aula, dividindo espaço com diversas frentes, como atividades culturais, esportivas, sociais e de espiritualidade. Mais do que ensinar, a palavra de ordem no Abel é educar. Educar com firmeza de pai e ternura de mãe, a partir dos princípios defendidos pelo teólogo e pedagogo francês João Batista de La Salle que, com seus pensamentos, revolucionou o ensino no século XVII. Passados 300 anos e a visão de La Salle - que fundou, na França de 1680, as escolas cristãs e a primeira Escola de Formação de Professores que se tem notícia - ainda hoje é tida como de vanguarda. E é justamente para manter este processo que o Colégio La Salle Abel (uma das mais de 1.500 obras da Rede La Salle tocada por Irmãos Lassalistas em 83 países e presente em todos os continentes do planeta) se supera a cada dia.



    Capítulos de nossa históriaTendo a qualidade de ensino como prioridade, o Abel investe permanentemente em estrutura física, conforto, tecnologia e qualificação profissional. Para tanto, promove o aprimoramento constante de seus educadores, desenvolvendo projetos inovadores e pró-ativos, sempre em busca do que há de mais moderno em Educação.
    Ao todo, o colégio que começou em 1955 na então Avenida Estácio de Sá, 29, tem quatro unidades. O prédio principal continua na renomeada avenida que virou Roberto Silveira, em Icaraí, bem no coração de Niterói, cidade que (até por ter sido capital do Estado) continua tendo expressão destacada no cenário nacional, como o título de quarta melhor qualidade de vida do país. Em dezembro de 1966 veio a Casa Abel em Araruama, na Região dos Lagos do Estado do Rio, amplo espaço criado para atividades extras com alunos e que logo passou a funcionar também como pousada aberta. Mais 13 anos e chegou o Centro Cultural La Salle em 1979, complexo cultural e esportivo com mais de 20 atividades e ligado por uma passarela ao prédio principal que fica a 300 metros da quarta unidade que chegou 21 anos depois (em março de 2000) para reforçar a estrutura do La Salle Abel: o Centro Lassalista de Estudos, o Celae. Planejado para ações especiais com alunos dos 2º e 3º anos do Ensino Médio com vistas aos exames para o Ensino Superior, o moderno prédio na Rua Paulo César, 217, abriga hoje todo o Ensino Médio do Abel.
    Construção do Abel



    InfraestruturaSó nas três unidades de Niterói há quase uma centena de salas de aula (todas climatizadas), mais de 40 pontos com banheiros (alguns com chuveiro e vestiário), cinco laboratórios, duas bibliotecas, duas capelas, duas salas para a rádioescola com ilha de edição, campo e quadra de grama sintética, quatro quadras de cimento, quatro lanchonetes e dois restaurantes, três Achados e Perdidos, dois ambulatórios, estacionamentos, segurança própria e até um teatro inaugurado em 1986 que, com 538 lugares, é o maior de Niterói e um dos maiores do Estado do Rio. Isso tudo sem contabilizar a estrutura da Casa Abel, e ainda sem detalhar as dezenas de atividades extra-classe, como a Orquestra e o Coral Infantil La Salle (atividades grátis e exclusivas aos alunos), os campeonatos de futebol infantil e queimado que acontecem há 45 anos, escolinhas dos mais diversos esportes, academias de dança e de lutas marciais, curso de teatro, cursos de artesanato e até capoeira.

    Escola para a vida toda
    Além de opções de dança, música, esporte, idiomas, arte, o ColégioAbel oferece muito mais. Tem até Academia de Letras (com os membros escolhidos entre os alunos que se destacam com suas redações) e espaço aberto para a faculdade: os Institutos Superiores de Ensino La Salle-RJ que há dez anos funcionam com sete cursos de graduação no prédio anexo ao Celae. Tudo muito bem planejado para oferecer atrativos, conforto e proteção ao aluno, proporcionando praticidade e tranquilidade aos pais que têm como suporte diário o site da escola e a revista Megabel com uma edição para cada período. Sem dúvida, uma mega Instituição com infraestrutura de cidade. Mais do que ensinar, o Abel desperta a potencialidade em cada um dos alunos que recebe (desde 2007 já para alfabetizar), preparando-os para o exercício consciente da cidadania, o mercado de trabalho e a participação na construção de um mundo melhor. Esses são apenas alguns dos pontos diferentes deste colégio que segue em frente dedicando especial atenção aos pais, em um processo que visa a integração escola-família e vai mais longe, integrando também outras famílias e estabelecendo verdadeiros laços eternos, em um processo permanente de ser uma escola para a vida toda...

    sexta-feira, 13 de maio de 2011

    conselho de hoje.


    Rei de Paus


    Rei de Paus

    mantendo-se no passo firme

    O Rei de Paus surge no Tarot como arcano conselheiro para este momento de sua vida, sugerindo a necessidade de manter o máximo de firmeza de caráter diante de situações e circunstâncias adversas. Você sofrerá testes éticos e morais e o mundo observará sua reação diante de tudo isso.
    Ainda que você transmita uma impressão de autoritarismo e de radicalismo, mantenha-se firme e obterá o êxito almejado.
    Neste momento, você só poderá contar com sua própria força e vencerá onde outros fracassaram. No final das contas, você descobrirá o quanto pode ser forte em momentos de desafio e ficará feliz ao se perceber com poder sobre sua própria existência. 

    Conselho: Mantenha contato com sua autoridade interior. Confie em si!

    quinta-feira, 5 de maio de 2011

    NÃO ESTÁS DEPRIMIDO, ESTÁS DISTRAÍDO

    Não estás deprimido, estás distraído em relação à vida que te preenche,

    Distraído em relação à vida que te rodeia: golfinhos, bosques, mares, montanhas e rios.

    Não caias como caiu teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco bilhões e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só. Eu fico bem decidindo a cada instante o que desejo fazer e graças à solidão conheço-me... o que é fundamental para viver.


    Não faças o que fez teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com maestria sem igual aos noventa para falar somente dois casos conhecidos.

    Não estás deprimido, estás distraído. Por isto acreditas que perdeste algo. O que é impossível porque tudo te foi dado. Não fizeste um só cabelo da tua cabeça, portanto não és dono de coisa alguma.

    Além disso, a vida não te tira coisas: liberta-te das coisas. Alivia-te para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude. Do útero ao túmulo vivemos numa escola, por isso o que chamas de problemas são lições. Não perdeste coisa alguma, aquele que morre está apenas adiantado em relação à nós, porque todos vamos na mesma direção, e não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua em teu coração.

    Não existe a morte... Apenas a mudança.

    E do outro lado te esperam pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel,
    Whitman, Santo Agostinho, Madre Teresa, teu avô e minha mãe, que acreditava que a pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.

    Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está benditamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora, porque o que deve ser, será, e chegará de forma natural.

    Não faças coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor.

    Então terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque és movido pela força natural da vida, a mesma que me ergueu quando caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a mesma que me manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.

    Deus tornou-te responsável por um ser humano, que és tu.

    Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo.

    E só então poderás compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.

    Lembra-te : "Amarás ao próximo como a ti mesmo". Reconcilia-te contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que vês, é uma obra de Deus, e decide neste exato momento ser feliz, porque a felicidade é uma aquisição

    Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não fores feliz, estarás levando amargura para todos os teus vizinhos.

    Um único homem que não possuiu talento e valor para viver, mandou matar seis milhões de judeus, seus irmãos.

    Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo.

    Podemos experimentar a neve no inverno e as flores na primavera, o chocolate de Perusa, a baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas maravilhas como abraçar quem amamos e simplesmente sorrir!

    E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas são positivas:

    se a doença ganha, te liberta do corpo que é cheio de processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho razão, tenho dúvidas)... Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido...

    ... portanto, facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente, como deve ser.

    Não estás deprimido, estás desocupado.

    Ajuda a criança que precisa de ti, ajuda os velhos e os jovens te ajudarão quando for tua vez.

    Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.

    Dá sem medida, e receberás sem medida.

    Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio Amor.

    E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.

    O bem é maioria, mas não se percebe porque é silencioso.

    Uma bomba faz mais barulho que uma caricia, porém, para cada bomba que destrói há milhões de carícias que alimentam a vida.

    Vale a pena, não é mesmo?

    Se Deus possuisse uma geladeira, teria a tua foto grudada nela. Se ele possuisse uma carteira, tua foto estaria nela. Ele te envia flores a cada primavera. Ele te envia um amanhecer a cada manhã. Cada vez que desejas falar, Ele te escuta. Ele poderia viver em qualquer ponto do Universo, mas escolheu o teu coração. Encara, amigo, Ele está louco por ti!

    Deus não te prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva, porém Ele prometeu força para cada dia, consolo para as lágrimas, e luz para o caminho.

    Facundo Cabral



    Facundo Cabral é um cantor Argentino, nascido em 22 de maio de 1937 na cidade de Balcarce, província de Buenos Aires, Argentina. Cabral teve uma infância dura e desprotegida, tornando-se um marginal, a ponto de ser internado em um reformatório. Em pouco tempo conseguiu escapar e, segundo conta, encontrou Deus nas palavras de Simeão, um velho vagabundo. Influenciado, no lado espiritual, por Jesus, Gandhi e Madre Teresa de Calcutá, na literatura por Borges e Walt Whitman, sua vida toma um rumo espiritual de observação constante em tudo o que acontece em seu redor, não se conformando com o que vê. Em reconhecimento do seu constante apelo à paz e amor, em 1996, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) o declarou "Mensageiro Mundial da Paz”.


    do blog "Pura Reflexão" muito bom, profundo, fecundo, inspirador...
    Read more: http://purareflexao.blogspot.com/#ixzz1L2UQI5tm
    Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial

    domingo, 1 de maio de 2011

    MULHERES BOAZINHAS

    Qual o elogio que uma mulher adora receber?
    Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos:
    mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
    Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.
    Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação,
    e ela decorará o seu número.
    Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito,
    da sua aura de mistério, de como ela tem classe:
    ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
    Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua
    perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
    Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe,
    que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades,
    que ela é um avião no mundo dos negócios.
    Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade,
    seu bom gosto musical.
    Agora quer ver o mundo cair?
    Diga que ela é muito boazinha.
    Descreva aí uma mulher boazinha.
    Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
    Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
    cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
    Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.
    Nunca teve um chilique.
    Nunca colocou os pés num show de rock.
    É queridinha.
    Pequeninha.
    Educadinha.
    Enfim, uma mulher boazinha.
    Fomos boazinhas por séculos.
    Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas.
    Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos.
    A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas,
    crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
    Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um
    desejo incontrolável de virar a mesa.
    Quietinhas, mas inquietas.
    Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
    Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes,
    estrelas, profissionais.
    Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen.
    Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
    Pitchulinha é coisa de retardada.
    Quem gosta de diminutivos, definha.
    Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
    Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
    As boazinhas não têm defeitos.
    Não têm atitude.
    Conformam-se com a coadjuvância.
    PH neutro.
    Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções,
    é o pior dos desaforos.
    Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas,
    apressadas, é isso que somos hoje.
    Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
    As “inhas” não moram mais aqui.
    Foram para o espaço, sozinhas. 
     
    Martha Medeiros

    quinta-feira, 28 de abril de 2011



    Era uma vez uma ilha, onde moravam os sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros.

    Um dia avisaram para os moradores que ela ia ser inundada. 
    Preocupado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem, ele então saiu avisando:

    Fujam todos, a ilha vai ser inundada.

    Todos correram e pegaram seu barquinho, para irem a um morro bem alto. Só o Amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais,  se despedindo da sua querida ilha.

    Distraiu-se, e quando percebeu viu que já estava quase a se afogar, e correu para pedir ajuda.

    Estava passando a riqueza e ele disse:

    - Riqueza, leve-me com você.

    Ela respondeu:

    - Não posso, meu barco já está cheio de ouro e prata e você não vai caber.

    Passou então a vaidade e ele pediu:

    - Oh! Vaidade, leve-me com você.

    - Não posso, você está cheio de lama e vai sujar o meu barco.

    Logo atrás vinha a Tristeza.

    - Tristeza, posso ir com você?

    — Ah! Amor, estou tão abalada que prefiro ir sozinha.

    Passou a Alegria, mas estava tão envolvida em si mesma que nem ouviu o Amor chamar por ela. 
     
    Já desesperado, achando que ia ficar só, o Amor começou a chorar.

    Então passou um barquinho, onde estava um velhinho.

    - Sobe, Amor que eu te levo.

    O Amor ficou tão radiante de felicidade que esqueceu de perguntar o nome do velhinho.

    Chegando no morro alto onde estavam os sentimentos, ele perguntou à Sabedoria:

    - Sabedoria, quem era o velhinho que me trouxe aqui?

    Ela respondeu:

    - O Tempo.

    - O Tempo? Mas, por que só o Tempo me trouxe aqui?

    - Porque só o Tempo é capaz de ajudar e entender um grande Amor.

    terça-feira, 26 de abril de 2011

    A Arca de Noé (autor desconhecido)

    Tudo o que eu preciso saber sobre a vida, eu aprendi com a arca de Noé.

    1º Não perca o barco;

    .
    2° Lembre -se de que estamos todos no mesmo barco;
    .
    3° Planeje-se com antecedência:  Não estava chovendo quando Noé construiu a arca.
    .
    4° Mantenha -se em forma.  Quando você tiver 600 anos de idade, alguém pode lhe pedir para fazer algo realmente grande.
    .
    5° Não ouça os críticos, apenas continue a fazer o trabalho que precisa ser feito.
    .
    6° Construa seu futuro em terreno alto.
    .
    7° Por razões de segurança, viaje aos pares.
    .
    8° A velocidade nem sempre é uma vantagem. Os guepardos estavam a bordo da arca, mas as tartarugas também.
    .
    9° Quando estiver estressado, procure boiar.
    .
    10° Lembre-se que a arca foi construída por amadores e o Titanic por profissionais.





    ouça aqui o ator Juca de Oliveira declamar esta crônica
    http://www.bandnewsfm.com.br/audio/JUCA_0102.mp3

    Fonte: Programa Devaneio - Rádio Band News Fm
    (http://bandnewsfm.band.com.br/colunista.asp?ID=146)

    sexta-feira, 22 de abril de 2011

    ENTENDENDO AS MULHERES

    pra rir um pouquinho




    Leia este resumo de um estudo antropológico-temperamental realizado pela Universidade de Stanford, sobre comportamento de diversos tipos de mulheres em diversas ocasiões.

    OCASIÃO MULHER FINA MULHER COMUM MULHER VULGAR MULHER DEPRAVADA
    NO TOILETTE (nada diz) Essa calcinha me incomoda. Eu odeio calcinha enfiada no rego. Eu tenho ódio de calcinha enfiada no cú.
    APÓS UM JANTAR O jantar estava divino, parabéns. Estou satisfeita. Tô cheia. Comi até o cu fazer bico.
    NO CHURRASCO Está ótima essa lingüiça. Muito boa essa lingüiça. Noooosa que lingüiça grande! Tô comendo a lingüiça do churrasqueiro.
    VENDO UM AMIGO CHUPANDO SORVETE Posso experimentar!? Me dê um pedaço!? Posso dar uma chupada? Deixa eu chupar? Não vou morder, garanto.
    COMO SE VESTEM de acordo com o evento. sempre da mesma forma, jeans, camiseta e tênis em todos os eventos. micro saia, bermuda agarrada, em todos os eventos. frente única no churrasco, micro saia mostrando a calcinha à noite.
    BEBIDAS champanhe, uísque e vinho, dependendo da ocasião. batida. cerveja. cachaça, conhaque, cerveja, vodca, licor, água de bateria, etc
    PROCURANDO O AMIGO PEDRO NA FESTA Você viu o Pedro? Cadê o Pedro? Pedroooooooooooo!!! Caralho, onde o viado do Pedro se meteu, cacete!
    SAINDO DA MESA PARA IR AO BANHEIRO Com licença, vou retocar a maquiagem Vou a toilette. Vou tirar água do joelho. (risos) Vou fazer um download, soltar um barro, matricular o Pelé na natação (gargalhada)
    VENDO UM HOMEM INTERESSANTE Muito simpático! Que homem liiiindo! Dessa fruta eu chupava até o caroço! Eu deixava ele fazer barba, cabelo e bigode.
    QUANTO UM INDESEJÁVEL LHE FALA UMA GRACINHA (ignora) Tem gente que não tem noção. Vai te catar o meu! Não se enxerga não!? Vai tomar no cú, viado, corno.
    O QUE ROLA NO PRIMEIRO ENCONTRO só um beijo de despedida. muitos beijos. beijos e carícias (AMASSO) trepa e dá a bunda dizendo que era virgem atrás.
    OUVINDO JAZZ Liiindo! Adoro qualquer tipo de música! Que porra de música é essa? Tira essa merda aí, coloca um pagode, cacete!
    DIANTE DA BROCHADA DO PARCEIRO Meu amor, isso acontece. Fique tranqüilo. O problema é comigo? Você já trepou hoje com alguma vadia? Caralho, quer que eu faça fio terra em você?
    ASSISTINDO BALLET Bravo!!! Lindo!!! Perdi meu tempo, deixei de ver as videocassetadas. porra é essa? Ridículo, isso é coisa de viado!
    PRIMEIRO CONTATO NO MSN Boa Noite! Oiiiiiiiiiiiiiiiii Falae gato. Peraê, vou ligar a webcam.
    REFERINDO-SE AO ORGÃO GENITAL DO PARCEIRO Pênis Pinto Pau Caralho
    DECLARAÇÃO DE AMOR Eu te amo! Você é o homem da minha vida! Você é a tampa da minha panela! Só consigo gozar com você, meu nêgo!

    terça-feira, 19 de abril de 2011

    CÂNTICO DA ESPERANÇA

    Rabindranath Tagore,
    in "O Coração da Primavera"
    tradução de Manuel Simões

    Não peça eu nunca para me ver livre de perigos,
    mas coragem para enfrentá-los.

    Não queira eu que se apaguem as minhas dores,
    mas que saiba dominá-las no meu coração.

    Não procure eu amigos no campo da batalha da vida,
    mas ter forças dentro de mim.

    Não deseje eu ansiosamente ser salvo,
    mas ter esperança para conquistar pacientemente a minha liberdade.

    Não seja eu tão cobarde, Senhor, que deseje a tua misericórdia no meu triunfo,
    mas apertar a tua mão no meu fracasso!



    eu já publiquei ano passado, mas é tão bonito que vale a pena um repeteco...

    sexta-feira, 15 de abril de 2011

    Nenhuma escola é ilha

    por Ana Flávia Ramos

    Tragédias como a ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, sempre provocam grande comoção pública, indignação e, obviamente, tristeza pelas muitas crianças perdidas no atentado. Além desses sentimentos, tais fatos provocam também um grande tsunami de “especialistas”, mobilizados em velocidade estonteante pela mídia, para dar laudos e explicações quase matemáticas sobre as motivações do assassino. O atirador Wellington Menezes de Oliveira, segundo as informações desses “cientistas da tragédia” (que variam de “criminólogos” a policiais militares), era tímido, solitário, filho adotivo, “usuário” constante do computador (a “droga” dos tempos modernos segundo os “analistas”), ateu, islâmico, fanático, fundamentalista, portador do vírus da AIDS e, provavelmente, vítima de bullying na escola.

    Certamente não há como contestar que todo ato humano, e por isso histórico, se explica a partir da análise de uma cadeia de relações complexas. Como digo aos alunos, nada tem resposta simples e direta. Entretanto, o tipo de questão levantada para entender o terrível ato de Wellington Menezes de Oliveira diz muito mais sobre nós mesmos do que sobre ele. Todos os nossos preconceitos estão embutidos nessas respostas. De fato, não sabemos, e talvez nunca saibamos, por que exatamente ele atirou contra cada uma das crianças (em sua maioria meninas), assim como não sabemos sobre as reais motivações dos muitos atentados como esse, ocorridos em países como Estados Unidos e Dinamarca. Mesmo depois de tudo o que se discutiu, ainda é difícil, por exemplo, explicar Columbine (abril de 1999).

    Uma das coisas que mais tem me chamado a atenção é a recorrência da explicação que elege o bullying escolar como um dos fatores que podem desencadear esse tipo de ato violento. A explicação não é nova, Columbine é prova disso. Há mais de dez anos atrás, dois meninos entram em uma escola, de capa preta (quase como em um filme hollywoodiano) e atiram em seus colegas. “Especialistas”, gringos agora, se apressam em dizer as razões: divórcio nas famílias, videogames, filmes violentos, Marilyn Manson, porte de armas facilitado e, como não poderia faltar, bullying na escola.

    É inegável que o bullying é uma realidade. É indiscutível que ele é extremamente nocivo e doloroso aos alunos que sofrem com ele. É evidente que há urgência em iniciar um debate para saber como sanar o problema. Mas a pergunta que fica é: o que de fato é o bullying? Ele é um sinal (histórico) de que? E ainda mais: ele é um problema restrito à escola? Por que os alunos são tão cruéis com seus colegas?

    Michael Moore, cineasta norte-americano explosivo, tentou dar a sua interpretação para o atentado de Columbine com o documentário Bowling for Columbine (2002). Moore, ao invés de repetir os clichês da mídia, foi implacável na destruição do senso comum das justificativas moralistas para o evento. Item por item, desde a desagregação da família, Manson, até a polêmica questão do porte de armas foram desconstruídos em sua narrativa. O foco centrou-se em respostas muito mais interessantes, localizadas não nos dois jovens assassinos, mas na sociedade americana. O imperialismo militarista dos Estados Unidos, a ação violenta em outros países, a política do medo (incentivada pelo Estado e pela grande mídia), que reforça e superestima dados sobre a violência urbana, sobre o fim de mundo, e, principalmente, a intolerância com todo tipo de diferença. Racismo, preconceito, homofobia, conflitos religiosos e luta de classes são só alguns dos ingredientes do caldeirão de ódios em que se transformou a sociedade americana.

    Como crescer no Colorado, na “livre” América, e não ser conspurcado por esses valores? Como não idolatrar armas e achar que elas são um meio prático de solucionar problemas? Como viver imune a uma sociedade individualista, capitalista, que divide os seus cidadãos o tempo todo em “winners” e “losers”? E mais ainda, como não se deixar levar por uma sociedade que até hoje não consegue lidar com a diferença entre brancos e negros? Uma sociedade que até os anos 1960 não oferecia direitos, oportunidades e tratamentos iguais a todos os seus cidadãos, tem o que para oferecer ao pensamento dos estudantes? Os americanos, ainda hoje, estão preparados para o respeito à diferença? A relação que eles mantêm com os muçulmanos diz muito. Definitivamente a liberdade e o respeito ainda não se transformaram em uma unanimidade por lá.

    É claro que mesmo Moore não chega a dar respostas definitivas sobre a questão. E mais ainda: é evidente que ele considera a forma pela qual a instituição ESCOLA trata seus alunos (hierarquias e classificações hostis), ignorando muitas vezes o bullying, tem sua responsabilidade no massacre. Assim como é nítido que a venda facilitada de armas e munição são coadjuvantes importantes da história. Mas Moore foi corajoso ao lançar em cada um dos americanos a responsabilidade da tragédia e discutir aquilo que ninguém teve coragem (ou má fé) de fazer. Nem a mídia, nem o governo, nem a sociedade. É preciso encarar os “monstros”, com franqueza, e não apenas “satanizar” o ambiente escolar, para dar algum significado para esses eventos.

    Ontem no Terra Magazine o antropólogo Roberto Albergaria afirmou que a mídia e a sociedade brasileira desejavam o impossível: explicações para um “desvario sem significado”. Segundo ele, o que Wellington Menezes praticou foi o que os estudos franceses chamam de “violência pós-moderna”, caracterizada por uma ruptura irracional, sem explicação. De fato, talvez tenha sido um “ato irracional”, fruto de um momento de insanidade. Mas acredito que esse tipo de resposta não nos ajuda a resolver coisas importantes sobre nós mesmos. A tragédia no Realengo, a meu ver, pode e deve ser início de um debate importante sobre a nossa sociedade.

    A tragédia na escola do Rio de Janeiro acontece num contexto bastante relevante. Em outubro de 2009, Geyse Arruda foi hostilizada por seus colegas de faculdade porque, segundo eles, ela não sabia se vestir de modo “apropriado” para freqüentar as aulas. Em junho de 2010, Bruno, goleiro do Flamengo, é suspeito de matar a ex-namorada, Elisa Samudio, por não querer pagar pensão ao filho. Suposta garota de programa, Samudio foi hostilizada na opinião de muitos brasileiros. Após rompimento, Mizael Bispo, inconformado, mata sua ex-namorada Mércia Nakashima em maio de 2010. Em novembro de 2010, grupos de jovens agridem homossexuais na Avenida Paulista, enquanto Mayara Petruso incita o assassinato de nordestinos pelo Twitter. E mais recentemente, em cadeia nacional, Jair Bolsonaro faz discurso de ódio contra homossexuais e negros. Tudo isso instigado e complementado pelo discurso intolerante, preconceituoso, conservador e mentiroso do candidato José Serra à presidência da República. A mídia? Estava ao lado de Serra, corroborando em suas artimanhas, reforçando preconceitos contra Dilma, contra as mulheres e contra os tantos mais “adversários” do candidato tucano.

    Wellington matou mais meninas na escola carioca. Se, por um lado, jamais saberemos as reais razões que o fizeram agir dessa forma, por outro sabemos o quanto a sociedade brasileira tem sido, no mínimo, indulgente com atos de intolerância, machismo, ódio e preconceito contra mulheres, negros e homossexuais. Se não há uma ligação direta entre esses diversos acontecimentos, eles pelo menos nos fazem pensar o quanto vale a vida de alguém em um contexto de tantos ódios? Quantas mulheres morrerão hoje vítimas do machismo? Quantos gays sofreram violência física? Quantos negros sentirão declaradamente o ódio racial que impregna o nosso país? O que é o bullying se não o prolongamento para a escola desse tipo de mentalidade? Quantas pessoas apoiaram as declarações de ódio de Bolsonaro via Facebook? Aquilo que acontece no ambiente escolar nada mais é do que um microcosmo do que a sociedade elege como valores primordiais. E o Brasil, que por tanto tempo negou a “pecha” de racista e preconceituoso, vê sua máscara cair.

    Não adianta culpar o bullying, achando que ele é um problema de jovens, um problema das escolas. Não adiante grades e detectores de metal nas entradas ou a proibição da venda de armas. Como professora, sei que o que os alunos reproduzem em sala nada mais é do que ouviram da boca de seus pais ou na mídia. Não adianta pedir paz e tolerância no colégio enquanto a mídia e a sociedade fazem outra coisa. Na escola, o problema do bullying é tratado como algo independente da realidade política, econômica e social do país. Mas dá pra separar tudo isso? Dá pra colocar a questão só em “valores” dos adolescentes, da influência do malvado do computador ou dos videogames? Ou é suficiente chamar o ato de Wellington de uma “violência pós-moderna” sem explicação? Das muitas agressões cotidianas, a da escola do Realengo é apenas uma demonstração da potencialidade de nossos ódios. A única coisa que me pergunto é: teremos a coragem de fazer esse tipo de discussão?

    Ana Flávia C. Ramos é professora, historiadora pela Unicamp
    em http://tabnarede.wordpress.com/  (ótimo site, adorei)

    quarta-feira, 13 de abril de 2011

    Mensagem da Monja Coen sobre o Japão de agora





    Uma mensagem especial da Monja Coen, tão especial quanto ela.


    Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.

    Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.

    Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?

    Outra palavra é gaman: aguentar, suportar.

    Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.

    Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras. A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.

    A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas. Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
    Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado. Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos – mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água. Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte. Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam.

    Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.

    Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. 

    Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.

    Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.

    O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
    Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.

    Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.
    Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.

    Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.

    Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.

    Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.

    Estrada em Ibaragi, totalmente reconstruida em apenas 5 dias. Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.

    Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.

    Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.

    Mãos em prece (gassho)
    Monja Coen


    Missionária oficial da tradição Soto Shu – Zen Budismo com sede no Japão,  é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista, criada em 2001, com sede em Pacaembu. Iniciou seus estudos budistas no Zen Center of Los Angeles – ZCLA. Foi ordenada monja em 1983, mesmo ano em que foi para o Japão aonde permaneceu por 12 anos sendo oito dos primeiros anos no Convento Zen Budista de Nagoia, Aichi Senmon Nisodo e Tokubetsu Nisodo.
    Retornou ao Brasil em 1995, e liderou as atividades no Templo Busshinji, bairro da Liberdade, em São Paulo. Foi, em 1997, a primeira mulher e primeira pessoa de origem não japonesa a assumir a Presidência da Federação das Seitas Budistas do Brasil, por um ano. Participa de encontros educacionais, inter religiosos e promove a Caminhada Zen, em parques públicos, com o objetivo de divulgação do princípio da não violência e a criação de culturas de paz, justiça, cura da Terra e de todos os seres vivos.
    Confira no site da Monja Coen as suas atividades.

    domingo, 10 de abril de 2011

    Boa Demais Para Você

    Eu não posso crer que uma burra assuste menos.
    Eu duvido que uma feinha seja melhor porque causa menos dor de cabeça

    Tati Bernardi
    18h52
    01/03/2011


    Fala, eu aguento. Vocês foram embora apenas porque acabou o tesão, porque a assistente nova que apareceu prometia um sexo mais selvagem. Ou porque, uma vez tendo conseguido tudo de mim, vocês, caçadores, precisavam de uma nova presa. Ou porque é assim mesmo. As coisas começam e acabam. Tudo bem que ando meio sem “meio” nessa infinidade de começos e fins. Tudo é muito rápido. E daí vêm minhas amigas e analistas e livros e filmes e peças de teatro e tias e mães de amigas: eles têm medo de você. Porque você ganha bem, porque você tem opinião, porque você namorou muitos caras, porque você é crítica, porque você é inteligente. Ah vá. E Papai Noel e Coelhinho da Páscoa também foram embora porque nós, mulheres modernas, assustamos eles. E que mulher em pleno 2011 não é moderna? Que papo mais besta e mentiroso. Espia aí da sua janela. Por acaso você vê alguma virgem andando de anágua na rua, acompanhada de um homem para não ficar mal-falada? Por favor, me ajude a parar a disseminação desenfreada dessa falácia. Fale pra sua mulher “tô indo embora porque você tem bafo”. Ou ainda “tô indo embora porque odeio o som que você faz pra limpar a garganta de manhã”. Pode ser bem sincero mesmo, “tô indo embora porque preciso comer alguém mais magra”. Pode doer na hora, mas é melhor do que essa multidão de mulheres tagarelando pelas ruas com seus saltos e diplomas e agendas e pressas: coitado, sou muito boa pra ele, ele ficou com medo de mim!

    Você que nasceu homem, você que nasceu esse ser completamente diferente e estranho pra mim, mas que, ainda assim, é algo sem o qual minha vida fica triste e chata, faça um favor: me escreva e seja muito honesto. Prometo jamais divulgar seu nome. Leio e deleto tudo. Mas, se você tem piedade do sexo oposto, por favor, só por esta vez, me diga honestamente: existe MESMO esse lance de ter medo de mulher bacanuda? Porque esse papo, que tanto ouvimos em psicanalistas, programas de auditório, cartomantes e revistas modernas da mulher suicida… Não, não pode ser. Eu não posso crer que uma burra assuste menos. Eu duvido que uma feinha seja melhor porque causa menos dor de
    cabeça. Que uma sonsa muda e sem opinião seja o símbolo da paz que vocês tanto buscam. Pra mim é inaceitável que uma mulher vivida possa colocar a segurança de vocês em risco.

    Me digam que é mentira, por favor. Não é possível que sonhamos a vida inteira com seres tão fracos para construirmos nossas vidas. E que, enquanto lemos e aprendemos e malhamos e ganhamos dinheiro e curtimos a vida para nos tornar mulheres mais interessantes e vividas e gostosas, só estamos nos distanciando mais de vocês. E que a prima lobotomizada do interior de Caxote Mirim do Cupuaçu mexe com vocês de um jeito inexplicável. Ela é doce e meiga. Ela nunca levanta a voz ou discorda. Ela não te cobra e sempre te recebe com um sorriso nos lábios. Ela te esperou a vida inteira. Ela não faz mal a uma mosca. Doce Maria das Graças, mulher que aturou seu avô, morreu sem nunca dar um murro na mesa do restaurante e nunca mais vai reencarnar, para o deleite dos seus oprimidos sonhos arcaicos.

    Tati Bernardi é escritora e roteirista.
    para escrever para ela: tatibe@uol.com.br


    do site:
    http://revistaalfa.abril.com.br/sexo/sexo-relacionamento/boa-demais-para-voce/

    terça-feira, 5 de abril de 2011

    Gordo é o novo preto

    Gordo é o novo preto


    Quando Felipe França aqui desembarcou com 3 medalhas, uma de ouro e duas de bronze,  vindo do último campeonato mundial de piscinas curtas, o que se comentava era seu peso. Com 100 KG e 14% de percentual de gordura ele era mais do que um grande atleta:  era a prova de que condicionamento e forma física não são necessariamente a mesma coisa.
    Tenho os mesmos 14% de percentual de gordura. Ao longo dos anos fui aumentando de peso sem aumentar o percentual. A barriga cresce e é lá que guardo a perigosa gordura visceral. Estou sempre lidando com esta questão médica, e chata, mas tenho me mantido em forma e aumentado o peso magro, ou seja, adquirido músculos com muito exercício. Portanto, posso dizer que estou bem condicionado. Dito isto, vamos ao real incômodo da minha condição. Chega de me justificar. Detesto fazer isto.
    Ao longo dos anos ouvi, e ainda ouço, inúmeros “nãos” profissionais com a justificativa de que minha aparência não é boa, preciso perder peso, pareço decadente etc. Passei 18 anos sem gravar um CD com minhas composições, e percebi que ninguém se interessava em sequer ouvir as novas canções. Embora eu já tivesse emplacado várias no nosso cancioneiro, parecia que estava claro para todo mundo que a minha barriga tinha substituído o meu talento.  Curiosamente o público nunca acreditou nisso e continuou a me tratar com carinho. Durante este tempo todo! Coleciono mais sucessos que fracassos  em tudo o que fiz no teatro, shows, TV, rádio ou em textos publicados na imprensa ou divulgados na internet. Considero ter conseguido vencer a resistência, mas não posso negar que ela exista e é muito forte. “Nadando contra a corrente, só pra exercitar”...
    Voltando ao início: se um atleta pode ser medalha de ouro estando “acima do peso” seria correto dizer que existe um “peso” ideal? Nas olimpíadas os atletas têm os mais variados tipos físicos e, sim, alguns são “gordos”. Mas vamos olhar por outro ângulo.
    Quando a adolescente lourinha matou os pais a pauladas em São Paulo, o comentário mais ouvido era “Como foi que uma moça tão bonita fez uma coisa dessas?” Como se gente bonita não matasse ninguém. Claro, os comerciais de TV só mostram rostos perfeitos, e todo mundo entende que são pessoas perfeitas. Será? Quando vi pela TV os bandidos fugindo da Vila Cruzeiro para o Complexo do Alemão não me lembro de ter visto um bando de gordinhos. Eram até bem atléticos e “magros”.
    O título deste artigo se refere a um movimento americano, “Fat is the new black”. Repare que a tradução não é “o novo negro” mas sim “o novo preto”. É uma expressão do mundo da moda: o novo preto é aquilo que parece ser a óbvia boa escolha; o que não tem erro: o pretinho básico. Ainda que seja óbvia a sugestão de que gordos são, para muitos, “the nigger of the world”, o que o tal manifesto combate ferozmente.   
    A maior parte da população do mundo está acima do “peso”, se é que existe um “peso”, e todos vamos ter que nos adaptar a esta realidade. Todos são ou vão ser gordos, ou gostar de um gordo, ou admirar um gordo, ou ter prazer com um, seja em que nível for. Conviva com esta ideia, amigo ou amiga. Não são os bonitos os que vão lhe dar prazer mas aqueles que querem lhe dar prazer e vão se esforçar para que você se dê conta disto. E, acredite, portadores de deficiências, magrinhos, carecas, altos, baixos, estão todos no páreo. O desejo transcende a forma. Beleza é uma coisa, gostosura é outra.
    Neste manifesto (fat is the new black) americano há uma série de perguntas do tipo: você diria a alguém “Olha, você até tem um rostinho bonito, só precisa engordar uns quilinhos. E você sabe muito bem como, não é? É só ter um pouco de vergonha na cara”? Não diria. Por que, então, dizer o contrário parece razoável? E nem chamaria o Keith Richards ou a Amy Winehouse de decadentes porque eles andam muito magros.  Talento, voz, criatividade, profissionalismo, nada disso tem a ver com peso ou aparência física. Será difícil entender isto?
    Há um grande, um enorme preconceito. Este sim está muito acima do peso. E parece que o preconceituoso professa sua maledicência com a generosidade dos santos: é para o seu bem! Uma ova! O preconceito contra os gordos é o único tolerado hoje em dia. Ou contra os feios, vá lá! Está claro que, ao contrário do que a arte, através dos séculos estabeleceu,  a partir de 1968 (com Twiggy) ser magricela é que é o tal. As formas arredondadas foram para o brejo depois de 25 vigorosos e rotundos milênios alimentando desejos e fantasias da alma humana.
    Elvis é um dos meus heróis e eu prefiro sua fase mais madura. Quando diziam que ele estava decadente, embora cantasse como nunca. Um dia desses uma criança mal-educada quis ensinar ao meu filho que as pessoas ou eram magras ou eram gordas, e as magras eram melhores. Ainda bem que ele esqueceu em um segundo. Quando meu filho olha para mim vê o que eu sou para ele. Quando meu público olha para mim, acontece a mesma coisa. E o resto? O resto que vá para o inferno.
    Eu digo que pra mim existem dois tipos de mulher: as que gostam de mim e as outras. E juro que as que gostam de mim são muito mais interessantes. Mulheres, parem com essa obsessão de perder dois quilos! Homens gostam de mulheres companheiras, bem humoradas e boas de cama. Homens, atenção!  Quem repara demais na celulite das moças acaba preferindo bunda de rapaz. Não que eu tenha algo contra isto.  Cada um que descubra o que lhe apraz.
    Brincadeiras à parte, deixe-me concluir. Não é preciso aceitar, mas tolerar. Eu é que não sei se tenho estômago para tolerar esse preconceito. Por exemplo: ver o Ronaldo Fenômeno chorar ao despedir-se cortou-me o coração. Seu corpo não o venceu, o preconceito sim.  Aturar anos de humilhação é duro até para os heróis.

    Leo Jaime
    http://leojaime.blog.uol.com.br/arch2011-03-13_2011-03-19.html#2011_03-18_01_41_03-4267267-0